In Verbis


icon-doc
REVISTA DE 2016

OA investiga advogados low cost anunciados na internet

  • PDF

A Ordem dos Advogados (OA) está a investigar casos de profissionais que publicitam os seus serviços na internet, nomeadamente em sites como o OLX, usando o termo low cost. Há casos de empresas de outra natureza a oferecer serviços de advocacia. Termo low cost é, só por si, proibido.

O problema começa, desde já, no facto de os causídicos fazerem publicidade a si mesmos de forma considerada ilegítima. Os estatutos da Ordem são rígidos nesse aspeto: é proibido recorrer a mensagens persuasivas, de autoengrandecimento e comparação ou fazer referência a valores dos serviços, refere o Jornal de Notícias.

Além disso, como explicou a bastonária da OA, "utilizar o low cost não é próprio de um advogado, atenta ao seu bom nome e à dignidade da profissão. Esta não é uma profissão mercantilista".

Esta situação tem motivado várias denúncias, o que levou a Ordem dos Advogados a abrir uma investigação. "Os serviços jurídicos estão a tentar averiguar. Se forem empresas a fornecer serviços indevidamente, temos um problema. Se forem advogados, temos outro. Este ano já apresentei 12 queixas-crime por procuradoria ilícita", contou Elisa Fraga.

O Jornal de Notícias dá conta, na sua edição deste sábado, da existência de uma plataforma em que constam os quatro profissionais de cada área ao melhor preço. Lá é possível encontrar advogados.

Segundo Elina Fraga, há casos de "empresas de outra natureza que oferecem serviços de advocacia: empresas que dizem possuir um advogado dentro da empresa".

Notícias ao Minuto | 27-01-2016

Comentários (2)


Exibir/Esconder comentários
...
"Esta não é uma profissão mercantilista" smilies/cheesy.gif
Totorina , 29 Janeiro 2016 - 11:21:04 hr.
...
Simultaneamente, muitos destes "polícias da linguagem", que integram a Ordem dos Advogados e que perseguem colegas por terem nos seus sites pessoais esta ou aquela expressão mais duvidosa, possuem autênticas máquinas de publicidade ao seu serviço, como por exemplo a revista cor-de-rosa da advocacia "Advocatus", onde aí tudo é permitido, fazendo-se referência directa a nomes de clientes, parcerias, prémios, localização e tamanho das instalações dos escritórios, contratação de estagiários ilustradas com fotografias pomposas, etc. Tudo é transformado em notícia, apenas e só para dar ainda mais visibilidade às grandes sociedades de advogados do país, que estão infiltradas na Ordem dos Advogados e que desavergonhadamente têm os seus logótipos bem escarrapachados no site da referida revista. Ou seja: os pequenos não podem dizer nada nos seus próprios websites; já os grandes podem divulgar tudo o que lhes apetecer indirectamente através de imprensa fradulenta utilizada para contornar as restrições à publicidade impostas pelo Estatuto da Ordem dos Advogados. Quem são os verdadeiros responsáveis pela mercantilização da advocacia, afinal, senão a própria Ordem dos Advogados em conluio com essas poderosas sociedades?
Advocatu , 01 Fevereiro 2016 - 23:17:10 hr.

Escreva o seu comentário

reduzir | aumentar

busy

Últimos conteúdos

InVerbis 2017 Com o termo do ano de 2016, cessaram as publicações de conteúdos nesta Revista Digital de 2016.Para acede...

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) avançou com uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Círculo ...

O Presidente da República afirmou esta quarta-feira em Coimbra que o sistema de justiça "é um problema", considerando qu...

Procuradores temem transferências sem consentimento que colocam em causa os princípios de estabilidade e inamovibilidade...

Últimos comentários

Tradução automática

Forense Profissionais Liberais: Advogados OA investiga advogados low cost anunciados na internet

© InVerbis | Revista Digital | 2016.

Arquivos

Sítios do Portal Verbo Jurídico