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REVISTA DE 2015

Criação de nova mesquita vai custar 3ME à Câmara de Lisboa

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A nova mesquita muçulmana de Lisboa, que deverá estar construída em 2017 entre as ruas da Palma e do Benformoso, na Mouraria, vai ter um custo de três milhões de euros, anunciou hoje a Câmara.
[24-11-2015: Aditamento com link de artigo de opinião de Henrique Cardoso]

De acordo com a proposta aprovada por unanimidade na reunião desta tarde, a nova mesquita "tem por objetivo servir a comunidade muçulmana, que já ocupa atualmente um espaço na Mouraria [no Beco de São Marçal], com condições muito reduzidas face às suas necessidades".

Por isso, o executivo municipal (de maioria PS) vai "requerer ao Governo a declaração de utilidade pública da expropriação, com caráter de urgência" de três edifícios situados nas ruas da Palma e do Benformoso, com vista à concretização do projeto 'Praça-Mouraria', que implica também a criação de uma praça coberta e de um jardim.

Para o concretizar, terão de ser feitas demolições: de um edifício municipal situado nos números 248 a 264 da Rua da Palma e dos edifícios que o confinam a norte, com frente para a Rua do Benformoso.

Falando no encontro, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, precisou que 1,4 milhões se devem ao pagamento de indemnizações às entidades que ocupam os edifícios e que os 1,5 milhões de euros restantes se referem às obras.

Acresce que caberá à comunidade muçulmana fazer os acabamentos.

O autarca adiantou estar "previsto o realojamento" da Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Portugal (Confragri), que está num destes espaços.

Recordando que o projeto "já foi aprovado no mandato anterior", Manuel Salgado justificou o atraso com a "dificuldade em mobilizar meios financeiros" para a sua prossecução.

O presidente do município, Fernando Medina, salientou que a construção da mesquita é uma "marca de abertura a todos e de dizer que todos são bem-vindos".

"Temos realizado várias iniciativas destas e vamos continuar a realizar e a apoiá-las financeiramente", vincou, adiantando que "a Câmara tem em marcha um projeto de desenvolvimento em Lisboa de um museu judaico, um espaço dedicado à história dos judeus que passaram por esta terra".

Quanto a prazos, o objetivo é iniciar as obras em maio do próximo ano e concluí-las em abril de 2017, segundo a autarquia.

No encontro, foi também aprovada, com abstenção do PSD, a definição de áreas de reabilitação urbana nas ruas de São Lázaro e das Barracas, para ali avançar com o programa de renda acessível, atualmente em fase de conclusão.

Já o Programa Municipal para a Pessoa Sem-Abrigo, que visa tirar 200 das ruas até 2018, foi aprovado por unanimidade.

Ainda no âmbito dos Direitos Sociais, foi aprovada na reunião camarária privada desta manhã a celebração de um protocolo com a Associação Centro de Vida Independente e a transferência de 152 mil euros (distribuídos por três anos, até 2017) com vista à concretização de um projeto-piloto para "promover a independência, autonomia e aumento da qualidade de vida das pessoas com deficiência".

Lusa/Económico | 28-10-2015


Aditamento (24-11-2015)
Artigo de opinião de Henrique Cardoso: «Não, não devemos financiar a nova mesquita em Lisboa» (Introdução; Texto integral)



Comentários (8)


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...
Alguém perguntou aos lisboetas se concordam que os seus impostos sejam utilizados para viabilizar a construção de uma mesquita?
Então a arábia saudita só financia a construção de mesquitas quando estas sirvam para radicalizar muçulmanos? Espero que não estejamos a faze esse serviço por eles.
Luis , 25 Novembro 2015 - 13:31:41 hr. | url
...
Eu pago impostos para fazer mesquitas?
Peçam o dinheiro à Arábia Saudita, onde cortam as mãos a quem fizer o sinal da cruz!
Dementes ocidentais!
SILVA , 25 Novembro 2015 - 15:18:35 hr.
Apple Face man Painting also known as The Son of Man Painting by Magritte
About the painting, Magritte said:

At least it hides the face partly well, so you have the apparent face, the apple, hiding the visible but hidden, the face of the person. It's something that happens constantly. Everything we see hides another thing, we always want to see what is hidden by what we see. There is an interest in that which is hidden and which the visible does not show us. This interest can take the form of a quite intense feeling, a sort of conflict, one might say, between the visible that is hidden and the visible that is present.

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Son_of_Man
WA , 25 Novembro 2015 - 17:07:13 hr.
...

Imaginemos que a Câmara de Lisboa utilizava 3 milhões de euros na construção ou reparação de uma igreja católica.

Veríamos elevar-se nos meios de comunicação social um clamor de indignados e protestos veementes de alguma associação para defesa da laicidade do Estado.

Como se trata de uma mesquita, uns, como o dinheiro não lhes sai directamente do bolso, sentem indiferença e os que não concordam, quando muito, encolhem os braços.

Há nesta postura das nossas gentes algo que ainda não consegui compreender (um complexo?)
alberto ruço , 26 Novembro 2015 - 00:05:35 hr.
concordâncias...
Desta vez estou cem por cento de acordo com o comentador SILVA.
Aliás sendo eu membro ordenado da Holly church of the Flying Spaghetti Monster, reservo-me o direito de beneficiar das mesmas condições que os muçulmanos, já que a prova da existência do seu deus, é tão válida como a prova da existência do meu! https://en.wikipedia.org/wiki/Flying_Spaghetti_Monster
Agradeco que façam uma leitura consciente da WIkipédia sobre nós, que procurem mais bibliografia e que se CONVERTAM!

Amén!
cuidadoso , 26 Novembro 2015 - 12:53:24 hr.
...
Na Suiça não estão, e bem, com contemplações para minorias. Mulheres com burqa poderão ser multadas até 9 mil euros - http://www.dn.pt/mundo/interio...01229.html
Chega de as minorias quererem impor a sua cultura, os seus rituais, o seu modo de viver à maioria. Querem ser recebidos, integrem-se e cumpram as regras do país que vos acolhe. A treta do argumento político correcto da "discriminação" só serve para destruir a cultura de um país. Cá em Portugal é o reino das minorias. Gays, estrangeiros, conseguem aprovar legislação, obter subsídios, empregos e habitação, enquanto o resto da população (a maioria) trabalha e paga impostos.
Está frio , 26 Novembro 2015 - 15:02:53 hr.
Tá frio? Ou quente?
Gays? Ó tá frio? GAYS?!
Mas os Gays são de que etnia? E subsidios para gays? !
O está frio nem sequer cheira a racista. Cheira mais a neonazi! Quando mistura gays com etnias e imigrantes e fala de subsidios para gays, de habitação,para gays e de emprego para gays, está ou a ser absurdamente ignorante ou a malévolamente expôr a sua homofobia!
Já agora, os gays vêm de onde? Do gaykistão? ou da gayolândia? Se pretende tratar os outros como tendo inteligência ao nivel da imbecilidade, veio comentar no local errado.
E já agora quais leis gays é que temos em portugal que não haja no resto da Europa ocidental?
Acho que o meu caro se sentiria melhor na Ucrania ou na terra de putin!
Lá também gostam muito das lésbicas mas odeiam os gays.
A mim em termos de orientação sexual ou melhor de perversão sexual preocupam-me apenas os pedófilos! Mas esses pelos vistos parecem não ser objecto das suas preocupações!
A César o que é de César , 26 Novembro 2015 - 16:06:24 hr.
...
Está frio e as temperaturas mínimas descem até cinco graus no domingo. Altura propícia para os lobbies gay, macónico e outros se aquecerem como quiserem. Ao "A César o que é de César", que não sei nem me interessa saber se pertence a alguma minoria, sugiro que leia o Diário da República, os jornais, consulte a lista dos beneficiários de isenções fiscais, subvenções e subsídios do Estado e verifique quem são os seus membros e a que "minorias" pertencem. E por aqui me fico, pois tenho de me agasalhar com roupa que o parco rendimento que aufiro não me permite gastar muita electricidade, retribuindo, com a mesma amizade, os epítetos em duplicado.
Está frio , 26 Novembro 2015 - 16:33:07 hr.

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