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REVISTA DE 2014

"Guerra" de palavras opõe ministra a bastonária

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Não é de hoje que a bastonária da Ordem dos Advogados manifesta a sua discordância em relação ao novo mapa judiciário, que estará no terreno em Setembro. Desta vez acusou o Governo de estar a privatizar a Justiça. A ministra Paula Teixeira da Cruz já veio dizer que uma coisa não tem nada a ver com outra.

"Do que nós estamos a falar no mapa é exactamente da distribuição e especialização dos tribunais enquanto órgãos de soberania previstos na Constituição. Não vejo onde é que há aqui na organização espaço para a dita privatização", reagiu esta terça-feira a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, classificando a afirmação da bastonária como "impensável".

Um dia antes, na sessão de encerramento das comemorações do Dia do Advogado, Elina Fraga incentivou os advogados a mobilizarem-se contra as reformas do Governo e acusou o executivo de estar a "privatizar" o acesso aos tribunais, nomeadamente através do novo mapa judiciário, que vai dividir o País em 23 comarcas e levar à extinção de 20 tribunais.

"Mais do que estar a reorganizar-se o parque judiciário, está-se a privatizar a Justiça em Portugal", argumentou a bastonária, acrescentando que "dentro de cinco ou seis anos, os tribunais portugueses estarão reduzidos às 23 comarcas". E ao mesmo tempo que isto acontece, vão-se inaugurando "centros privados de administração da justiça", acrescentou a bastonária.

Marlene Carriço | Jornal de Negócios | 21-05-2014

Comentários (3)


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Uma pouca vergonha como diria Marinho Pinto
O País precisa urgentemente de uma reforma da Justiça, não se pode negar. Precisa de justiça para pobres e não só para ricos. Precisa de Juizes com um J gfrande, que cumpram as suas funções como deve ser e sem olhar a quem. Que os Juizes sejam cegos e não vejam colarinhos brancos e maltrapilhos para que assim deixe de existir mão de ferro para o pobre que furtou um bife e branda justiça ou nenhuma para quem roubou milhões. Continuam a ser precisos bons funcionários como os há. Mas muitos foram empurrados para as reformas antecipadas deixando os tribun ais delapidados. Agora querem fechar Tribunais e movimentar funcionários, sem critério, não interessa se são excelentes embora sejam novois na carreira, é o toca a marchar. E por aí fora. Onse está o tempo dos Juizes que eram incorruptiveis? Ficaram os que "esquecem" processos nas gavetas até que eles prescrevem...enfim é a bandalheira e o povo continua a ser o que paga a factura
helena , 21 Maio 2014 - 16:50:33 hr.
...
Aqui há uns anos, tinha a ideia de que este país necessitava de mais mulheres no poder.
Na justiça temos Ministra, Bastonária, PGR (e quase toda a hierarquia de topo do MP/PGR)... Só faltam os presidentes dos tribunais superiores.
Pela amostra, o problema não tem afinal uma solução de "género".
Li , 22 Maio 2014 - 07:43:13 hr.
...
Helena

Vê-se logo que não sabe o que diz nem sabe o que é a Justiça e muito menos o que é um tribunal
Tomás , 25 Maio 2014 - 12:55:38 hr.

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