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REVISTA DE 2014

Secretas: alertas com violência na net

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A invasão de quase 200 jovens, anteontem à tarde, assustou os lojistas e visitantes do Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa. E o anúncio de mais encontros do género – 'Meets', organizados nas redes sociais fezsoar os alarmes.

O CM sabe que o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e a PSP monitorizam com preocupação os encontros, que reúnem centenas de jovens – entre eles menores. Em causa está a convocação de mais 'Meets', pelo Facebook, em locais como os centros comerciais Colombo (a 27 de agosto), Dolce Vita Tejo (dia 30) ou Oeiras Parque (3 de setembro).

Apesar de, na sua génese, os encontros serem agendados com um objetivo inocente – "conviver e travar conhecimentos para relações amorosas" -, a PSP teme que se infiltrem grupos com outros fins e tudo acabe em violência. Há receio de confrontos entre gangs de bairros problemáticos, com ajustes de contas, ou contra terceiros, que nada têm a ver com o encontro. Outra preocupação são os roubos – cometidos em bando dentro das superfícies.

Desde o início do verão já se realizaram vários 'Meets' como o de anteontem- 'Meet no Vasco' -, o quinto no centro comercial do Parque das Nações. A 14 de agosto ocorreu uma cena de pancadaria entre duas menores. O vídeo foi publicado na net.

Anteontem, juntaram-se cerca de 800 jovens sob a pala do Pavilhão de Portugal. Pelas 17h30, a maioria abandonou o local, mas perto de 200, em grupos, invadiram os corredores do Vasco da Gama.

Só a intervenção da PSP, que já estava de prevenção, minimizou o caos, ao fazer o "varrimento" do centro. Terminou com cinco polícias feridos e quatro detidos. *com NCP

"Situação configura 'manif' ilegal"

"Mesmo que o objetivo seja difuso, este tipo de encontro deve configurar crime de manifestação ilegal e organizadores podem ser punidos", explicou ao CM o ex-ministro da Administração Interna, Rui Pereira.

Moda no Brasil com 'rolezinho' acaba com violentos arrastões

No final de 2012 surgiram as primeiras notícias de casos semelhantes no Brasil. Centenas de jovens começaram a surgir ao mesmo tempo em centros comerciais de Belo Horizonte e São Paulo. Os 'rolezinhos' rapidamente passaram a arrastões, com as lojas a serem pilhadas.

O fenómeno estendeu-se a outras cidades e só parou quando os centros comerciais passaram a fechar portas quando tinham conhecimento dos encontros.

João C. Rodrigues | Correio da Manhã | 22-08-2014

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