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REVISTA DE 2014

Homem mata advogada de divórcios

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Um homem de 54 anos, habitante de Estremoz, assassinou, por volta das 16h00 desta terça-feira, uma advogada no escritório de advocacia onde ela exercia a profissão, no número 42 do Largo da República, no centro da cidade de Estremoz. 

O homicida entrou no prédio pouco antes das 16h00, subiu ao primeiro andar e entrou no escritório da advogada Natália de Sousa, de 48 anos. Atacou a advogada, atirou-a ao chão e bateu com a cabeça dela repetidas vezes no chão, até a matar. O corpo foi encontrado no escritório ainda com alguns sinais vitais, mas as equipas de emergência não conseguiram salvar a mulher. Após sair do prédio o assassino foi detido por elementos da PSP de Estremoz.

As causas deste homicídio estarão relacionadas com um processo de divórcio que a advogada estava a acompanhar e no qual o agressor estava envolvido. Segundo revelaram alguns populares, o homicida era "desequilibrado e já tinha batido na mulher e nas filhas". A vítima, Natália de Sousa, era advogada de defesa da mulher e das filhas do agressor num processo de divórcio.

Alexandre Silva | Correio da Manhã | 06-05-2014

Comentários (8)


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Perdoem-me o aparte, "...advogada de defesa da mulher e das filhas do agressor num processo de divórcio"?
Jules , 07 Maio 2014 - 08:54:57 hr.
...
1.
Isto é mau de mais; andamos à procura de palavras para dizer algo, mas faltam-nos as palavras.
2.
Considerando a comunicação social, tanto quanto recordo, este é o segundo caso de homicídio no espaço de dois ou três anos, relacionado com um litígio judicial, tendo como vítima um advogado, levado a cabo pela «outra parte».
Parece tratar-se de um fenómeno novo.
O que se está a passar?
Alberto Ruço , 07 Maio 2014 - 13:00:28 hr.
...
Apenas devemos expressar as condolências à família da vítima e natualmente a solidariedade a todos os Advogados no exercício de funções.
É um crime qualificado e barbáro.
JUIZ , 07 Maio 2014 - 15:14:29 hr.
...
Os juízes têm de começar a dar penas fortíssimas a este tipo de gente. Penas duras, muito duras. Penas máximas e nada de discursos pro reo.
Alcides , 07 Maio 2014 - 21:25:12 hr.
...
ò sr Alcides: Não diga isso ... senão os advogados zangam-se!...
F11 , 08 Maio 2014 - 09:09:05 hr.
...
Caro Alcides:

Os Senhores Juízes devem condenar, como sempre o fizeram e ainda hoje o fazem, felizmente, nas penas que eles consideram adequadas e justas ao caso concreto. Não é por estar neste momento em causa uma Colega nossa que vamos despir a Toga e saltar para o outro lado da barricada, empunhando a bandeira do populismo e exigir pena de morte para quem pratica estes crimes, por mais hediondos que eles sejam (e de que de facto são, não tenho a menor dúvida).

Ao Colega sobre quem irá recair a defesa deste arguido, desejo que o faça consciente do dever que sob si impende de servir o direito e a justiça, e que não se deve deixar levar por ódios e paixões dos que o rodeiam, devendo pugnar sempre pela boa administração da justiça e impedir a violação dos direitos humanos, até mesmo de uma pessoa (monstruosa!) como a que está aqui em causa.

Aos ilustres comentadores, peço respeito por uma classe que tem algumas (bastantes!) maças podres, é um facto irrefutável, mas também tem profissionais que tudo fazem pela boa administração da justiça.

À família da Ilustre Colega, os meus profundos e sinceros pêsames.

Advogado , 08 Maio 2014 - 16:40:10 hr.
...
Muito triste fico por este caso, dos mais graves da Justiça portuguesa dos últimos anos, ter merecido apenas sete comentários. Ainda me lembro que, quando uma baboseira qualquer do Marinho era aqui publicada, os comentários eram a perder de vista. Mas este caso macabro e gravíssimo suscita apenas sete comentários. Bom, está bem... quando o próximo alvo for um Juiz devemos ter para aí nove ou dez comentários. E, menos ainda, se jogar o benfica.
Juiz de Direito , 14 Maio 2014 - 21:29:58 hr.

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