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REVISTA DE 2014

Polícias indignados com cortes nos salários

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Os cortes entre 100 e 200 euros já confirmados nos recibos de vencimento de janeiro estão a criar uma onda de indignação junto das forças policiais, que se veem a braços com dificuldades financeiras. Segundo o Jornal de Notícias, vão ser hoje discutidas formas de luta numa reunião em Lisboa.

Os elementos da GNR e da PSP com escalões mais baixos (guardas e agentes) vão sofrer cortes nos seus salários, em média, de mais 100 euros e os escalões mais altos (cabos, sargentos e chefes) receberão até 230 euros a menos, variáveis consoante suplementos, avança o Jornal de Notícias.

A confirmação destes cortes, através da consulta dos recibos no portal social (só devem receber efetivamente a da 21 de janeiro), está a causar uma onda de indignação entre os sindicatos visto que os salários dos escalões mais baixos já eram inferiores a 800 euros.

"É uma machadada na dignidade das pessoas, que ficam impossibilitadas de responder às suas obrigações, como o pagamento de créditos de habitação", afirmou Paulo Rodrigues, dos sindicatos e associações de forças de segurança, à mesma publicação.

O responsável do organismo que representa PSP, GNR, SEF, ASAE, Guarda Prisional e Polícia Marítima avançou também que está agendada para hoje uma reunião de emergência, em Lisboa, para discutir a forma de luta.

Notícias ao Minuto | 10-01-2014

Comentários (9)


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É os policias e os outros!
Isso das falências por conta do estado não poderá ser resolvido nos tribunais? Andarão os juízes amedrontados?
A que propósito pode alguém falir sem ter qualquer responsabilidade nisso?
Onde para a tal de Justiça?
Pelos vistos não é cega. É ceguinha!
Kill Bill , 11 Janeiro 2014 - 10:38:50 hr.
...
O corte dos policias é igual ao dos outros funcionários publicos. A grande diferença é que se os outros cidadãos subirem a escadaria levam nos c......
Valmoster , 11 Janeiro 2014 - 14:35:27 hr.
Com a indignação dos portugueses pode o Governo bem LOLOLOLO
Coitadiiiiiinhos! Tenho tanta peninha dos polícias, dos militares e dos 3 ou 4 milhões de portugueses que andam há quatro anos a ser sistematicamente roubados. Se entre esses 3 ou 4 milhões não há nenhum patriota, pois é muito bem feito que sejam roubados e só espero que para o ano os políticos vos tirem mais 100 ou 200 euros no ordenado. LOLOLOLOLO
V , 11 Janeiro 2014 - 21:24:50 hr.
...
Ponto prévio
Não sou polícia, nem tenho familiares nas mesmas
Por uma questão de justiça e pelo respeito que eles merecem, pensem um pouco nisto:
-Não têm direito á greve;
-Têm que ter disponibilidade permanente, exceto no período das férias;
-Tem exclusividade de funções
Conhecem outra atividade, onde os três itens anteriores, são aplicados por força de lei, exceto aos militares?
Tancredo , 12 Janeiro 2014 - 16:44:08 hr.
...
Sim Caro Tancredo!

Os Juízes!
Mas deixe lá..., quem tem poder, não precisa de Tribunais, e muito pouco de polícias...
E quem não tem poder, anda ocupado a ser mesquinho e a regozijar-se com os cortes dos outros...
Só não percebe é que, quando precisar de Tribunais ou polícias, já se foram!!!!
Depois, vá ao Totta...
Paródia , 13 Janeiro 2014 - 11:02:06 hr.
O problema é outro....
O problema não são os cortes actuais. O problema é outro.

Perante a falta do vil metal para os bancos e outros agiotas, iguais e equiparados a "lobos de Wall Street", foi logo, por estes e pelos seus correligionários (estes pagos principescamente em dinheiro, cargos e outras honrarias - FMIs, OCDEs, banca internacional, etc), traçado e taxativamente executado um plano de tirar um bom pedaço a muitos que têm pouco.

E, esse plano, iniciou-se tirando uma fatia substancial a quem ganhava um pouco acima da média, mas que era invejado pelos demais cidadãos por ter sobressaído em termos académicos, profissionais e económicos, permitindo-se a si e aos seus um conforto material ligeiramente acima dos demais.

E, por isso, quando estes deram, alegando provisoriedade, para o sector bancário e afim mais de cerca de 30% do seu vencimento (entre cortes salariais e aumento de impostos), a restante população aplaudiu, pois para além de trazer estes baixo, não era nada com ela.

No entanto, só um valente ininteligente é que não veria que o montante expressivo retirado a poucos não chegaria para a cova de um dos dentes da ganância.

E, a seguir, veio a fase seguinte: Cortar devagarinho a quem estava abaixo dos outros, com o argumento de que seria temporário, que era um corte pouco expressivo e que todos tinham que contribuir.

Mais uma vez, não repararam que tal não chegaria...

E, por fim, a fase seguinte, a qual começa agora a ser executada: tirar substancialmente a todos, de forma definitiva.

E, faz-me isto recordar a parábola dos anos 30/40 na Alemanha: Vieram buscar uns e outros mas, como não era nada comigo, calei-me. Depois, quando me vieram buscar-me, já não tinha vizinhos.

Ou seja, o problema é a inveja, que origina a falta de solidariedade, e a sequente inércia na oposição a medidas que, paulatinamente, vão afectar a comunidade e, a final, quiçá, fazer perigar o Estado de Direito democrático que demorou décadas a construir.

Mas, o problema maior radica na falta de pensamento estratégico da classe politica que nos tem governado, colocada no poder por artes publicitárias, e que nos leva, de forma aparentemente inexorável,
para um retrocesso civilizacional de várias décadas.

Só que, desta vez, o ouro amealhado com o retrocesso não ficará depositado no Banco de Portugal...
, 14 Janeiro 2014 - 08:00:29 hr.
...
Oh Paródia

Para que servem os Tribunais se quando o cidadão é lesados e se queixa o Tribunal ainda lhe carrega em cima?
Para que serve a policia se o cidadão quando precisa dela eles dizem que não têm efetivos?

Oh Tancredo
Por acaso já viu a policia ao serviço das populações?
Nos anos 70/80, sim a policia estava ao serviço do povo, hoje o povo não existe.
Antes de meados de 70/80 um cidadão abusador deixava a viatura a trancar uma garagem. Qualquer cidadão policia tendo brio na profissão, autoava e mandava rebocar se fosse necessário. Hoje é preciso o cidadão lesado esperar à porta da garagem para que a policia apareça e depois mal humorados ainda reclamam se tiverem que fazer uma rebocagem.

Quanto aos cortes nos vencimentos

Todos os funcionários públicos estão na calha, com maior ou menor valor percentual, agora não me venham os dirigentes sindicais das fardas queixarem-se afirmando cortes num valor líquido de 1600 € que lhe é retirado 200€, como um roubo. Ora há 40 anos que ando a dizer que o Estado não comporta estes vencimentos por muito mais tempo. ´Há 40 anos que ando a dizer que há uma dísparatada desunificação nos vencimentos dos FP, onde se incluem as fardas. Em meados de 1990, tinha camaradas nas FA na patente de capitães, chorando-se que não passariam dali. Veio uma onda e arrastou-os para a categoria superior de TC e Coronel. Muita desta gente aposenta-se com valores aproximados de 3000 € onde a maioria tem as habilitações médias. O mesmo acontece na Armada, GNR, PSP onde há uma catrafada de cabos,sargentos chefes e mores ou agentes principais a aposentarem com habilitações obrigatórias, onde o valor da aposentação se cifra em valores superiores e verificados nas mensalidades do DR em » aos 1400 €, coisa que na AP geral a média se cifra nos 800€, para habilitações superiores. Mas fechando um pouco os olhos do que é a atividade militar com quarteis à deriva, ou policial onde as esquadra e postos policiais, além de cair de podres não terem assegurada a segurança, todos, mas todos os elementos, patrulheiros ou não patrulheiros, cozinheiros, pedreiros ou atividades afins, veem-se aposentando como se fossem ou tivessem passado 30 anos em funções policiais, quando não é verdade.
Kanimambo , 14 Janeiro 2014 - 09:21:16 hr. | url
...
Caro Kanimambo,

A responsabilidade pelo valor das custas que as pessoas pagam nos processos judiciais não é do Tribunal, nem de quem lá trabalha.
Trata-se apenas de cumprir a obrigação de aplicar a lei, não se podendo fazer vista grossa, sob pena de procedimento disciplinar ou pior.
Relembro que, a legislação que define quem paga custas e quanto paga é da autoria da assembleia da república e do governo.
Os Tribunais limitam-se a cumprir a lei.


No que toca à falta de efectivos nas polícias... bem, é uma realidade. O que quer dizer que não é possível acudir a todos os fogos ao mesmo tempo, e, por isso, alguns ficam a arder até ser tarde demais.
Por que é que há falta de efectivos, perguntar-me-á...
Eu digo-lhe. Como temos que pagar mais de 9.000.0000.000 de Euros em dívidas às PPP- que encheram os bolsos a muitos dos pregadores da austeridade- não há dinheiro para pagar salários a efectivos policiais. E nem a outros...
Não tarda nada, também deixará de haver médicos e enfermeiros em número adequado nos hospitais, e por isso, vai ter de morrer gente; deixará de haver n.º de professores adequados por referência ao n.º de alunos, por isso, e desde a escola primária, o melhor é as criancinhas habituarem-se a terem aulas em regime de seminário...; deixará de haver funcionários e magistrados nos Tribunais em n.º adequado, e por isso, a prescrição do processo deve alterar-se para os 40 anos; so nas finanças é que os funcionários vão escapar a tais cortes, porque o governozinho sempre precisa de algozes cobradores de impostos para encher os bolsos às PPP e quejandos...


Pois é, Kanimambo, o Povo já não existe... Só temos populaça...

Cumprimentos a todos
Paródia , 14 Janeiro 2014 - 12:13:54 hr.
...
Kanimambo

A Polícia está democrática, fala da mesma forma, com o Doutor, Engº, Rico e Pobre da mesma forma e com o mesmo profissionalismo. Como diz o Paródia, se não gostas das leis que temos, dirija-se à A.R.
Quanto ás reformas, quem mais recebe, é porque mais descontou, excetuando alguns políticos habilidosos.

Paródia

Percebo o que diz, até porque tenho um familiar magistrado, mas deixe-me que lhe diga, só aos elementos da PSP e militares, está vedado o direito á greve.O meu confronto nunca será consigo, antes porém, com a fraca governação, impelida por uma certa esquerda caviar.
Tancredo , 15 Janeiro 2014 - 17:13:03 hr.

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