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REVISTA DE 2014

Sócrates quer ajudar país a ser livre

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O autarca de Matosinhos visitou este domingo José Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora, classificando de "cobardes" aqueles que mantêm o ex-primeiro ministro preso. "Um dia ele vai prestar mais um serviço ao país, que é ajudar a fazer a reforma na justiça", afirmou.

O presidente da Câmara de Matosinhos visitou hoje José Sócrates no Estabelecimento Prisional de Évora e disse tê-lo encontrado com o "espírito de quem tem mais um serviço a prestar a Portugal", ajudar a que seja "um país livre".

Guilherme Pinto, eleito nas últimas autárquicas como independente, esteve acompanhado pelo presidente da concelhia socialista de Santo Tirso, Castro Fernandes.

Indicando ter visitado José Sócrates por "amizade", o presidente do município de Matosinhos disser ter encontrado o antigo primeiro-ministro "com a força habitual, aquela força que tantos lhe invejam e com muita mais força do que a daqueles que o odeiam" e [dos] "cobardes" que o mantém na prisão.

"Se aquilo que aparece na comunicação social em resultado das fugas ao segredo de justiça é tudo o que têm contra o engenheiro José Sócrates não têm rigorosamente nada e temos preso um inocente. Um dia destes ele vai prestar mais um serviço ao país, que é ajudar a fazer a reforma na justiça", acrescentou.

Se, insistiu, "as notícias que vêm a público e que são o resultado do segredo de justiça são um o processo que lhe montaram não tem pés nem cabeça, não tem ponta por onde se lhe pegue".

Quanto ao alegado crime de fuga do segredo de justiça, Guilherme Pinto questionou "quando é que tem resultados, se alguém vai ser culpado desse crime e quem assume a responsabilidade".

O autarca de Matosinhos disse, ainda, ter a "convicção" da inocência de José Sócrates.

A 21 de novembro, o antigo líder do PS foi detido e, após interrogatório judicial, ficou em prisão preventiva, por o juiz considerar existir perigo de fuga e de perturbação da recolha e da conservação da prova.

Está indiciado dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal qualificada num processo que envolve outros arguidos, incluindo o empresário e seu amigo Carlos Santos Silva, também em prisão preventiva.

Lusa/Expresso | 07-12-2014

Comentários (13)


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Convicção da inocência de alguém – O regresso dos ordálios(as).
1.
Tenho reparado, desde há uns bons anos, que quando uma figura pública é suspeita ou acusada de algum ilícito aparecem pessoas na comunicação social a afirmar que estão convictas da inocência do cidadão visado.
2.
Esta manifestação de solidariedade tem afinidades com os antigos métodos de prova denominados ordálios.
Entre os diversos ordálios praticados existia um que consistia em o acusado jurar, invocando Deus, não ter praticado o acto em questão.
Mas exigia-se que outras pessoas, os conjurados, atestassem a sua idoneidade e jurassem no mesmo sentido em que o fazia o suspeito.
Consoante a gravidade do crime assim aumentava o número de conjurados necessário para ilibar o acusado (número que podia chegar a várias dezenas).
Mas também podiam existir conjurados da outra parte, pelo que, neste caso, a questão teria de ser decidida através de outro ordálio, o duelo judiciário (luta entre dois combatentes).
3.
Eram formas primitivas e irracionais de resolver conflitos.
A irracionalidade resultava do facto do tipo de prova nada ter a ver com o problema a ser tratado.
alberto ruço , 08 Dezembro 2014 - 17:07:01 hr.
Já começou...
sabia-se que mais dia menos dia irromperia a irracionalidade, aquela que mora ao lado do SMS de António Costa... Pois já irrompeu!
J. Sereno , 08 Dezembro 2014 - 19:36:47 hr.
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Outro ordálio conhecido e ainda raticado nas tribos nómadas do Sinai Egipcio e na Jordânia é esfregar uma colher (ou outra peça metálica) em brasa na língua do supeito e, se embolhar, será culpado. Sugiro isto para o Socrátes, o senhor de Matosinhos e tutti quanti vai em perigrinação ao Monte Évora.
....
Sun Tzu , 08 Dezembro 2014 - 23:52:45 hr.
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Não é o caso, mas, por vezes, visita-se um preso para ter a certeza que ele não vai falar... É por isso que, à saída da prisão, uns dizem que entraram preocupadas e saíram tranquilizados pelo recluso...
digo , 09 Dezembro 2014 - 07:45:15 hr.
Afinal o cobarde é ele.
Este e******e de Matosinhos chamou cobardes a quem determinou a prisão preventiva de um "notável" da política de trazer por casa. Calúnias dessa natureza fazem parte do plano gizado por alguns para ver se alguma atitude de magistrados envolvidos no processo poderá ser pretexto para requerer o seu afastamento do mesmo.
Assim, e porque aquele e*********o sabe que quem calunia não lhe pode responder, é ele o cobarde deste episódio.
Vítor , 09 Dezembro 2014 - 12:57:04 hr. | url
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Se o António Costa ganhar as eleições legislativas em 2015, então eu concluo que somos mesmo uns pobres burros atrasadinhos.
Com este triste espectáculo em que envolve o PS, creio que o Costa vai ter um resultado inferior às previsões do tempo do honesto Tó Zé Seguro.
Este PS merece mais uma legislatura na oposição. No mínimo.
Mendes de Bragança , 09 Dezembro 2014 - 14:07:50 hr.
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O de Matosinhos provavelmente acha que o 44 é tão inocente como o anterior senhor de Matosinhos. Puro como um narciso.
Valmoster , 10 Dezembro 2014 - 15:46:43 hr.
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Dignissímo Mendes de Bragança

Burros e atrasadinhos serão aqueles que votarão de novo no PSD. Talvez no saco de gatos do BE, ou na cassete do Jerónimo de Sousa, não?
Creio ser claro para todos que a opção é mesmo essa, e mesmo com o arrombo de do "Marquês", não estranharia se a vitória do PS rondasse os 30 e muito por cento, acreditando mesmo numa estrondosa derrota do PSD. Até lá, ainda vai ter que contar os cêntimos que ainda lhe restam no bolso, porque isto não fica por aqui.
Respeitosamente
Orlando Teixeira , 11 Dezembro 2014 - 11:31:53 hr. | url
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A vitória do PS é o mesmo que entregar à raposa as chaves do galinheiro.
Desde o 25 de Abril de 1974 que tivémos três bancarrotas em Portugal, todas com a assinatura do PS?
Será que vamos ter a quarta? É isso que o povo quer?
Nem pensar.
Mendes de Bragança , 11 Dezembro 2014 - 18:05:47 hr.
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Digníssimo Mendes de Bragança


Não estará confuso ou estará apenas mais sensível à prosa de um garoto mimado e irresponsável que nos governa?
Se procurar na net, facilmente percebe que a primeira chamada do FMI ocorreu no período pós 25 de Abril, no tempo dos Governos Provisórios (o tempo em que os ordenados aumentavam anualmente 10%) tendo sido o PS a suportar o odioso de recuperar o País e pagar a factura;
A segunda vez era um governo do PPD, calhando de novo ao PS suportar a factura a pagar ao FMI;
Agora sim , foi com um Governo PS.
Acredito que o facto do PS não lembrar às memórias curtas que o PPD/PSD também já teve a sua bancarrota, a que acrescento o facto de ter calhado ao PS, por duas vezes enfrentar o FMI, criou nos mais distraídos a ideia que foi com o PS que ocorreram as três bancarrotas, mas não foi.
De qualquer modo, em nenhuma das anteriores sofremos como desta vez, o que é natural, uma vez que desta vez temos um PM sem valor e credibilidade internacional, incapaz de bater o pé ao FMI e às instâncias internacionais.
Podemos não concordar e não apreciar Mario Soares, mas a verdade é que foi o seu prestigio internacional que impediu que sofressemos como agora, impondo ele regras que o as instâncias internacionais aceitaram resignados.
O pior que tivemos foi o célebre "apertar o cinto", lembra-se?
Permita-me que lhe deixe na forma de pergunta, o seguinte:
O que faz um País? As pessoas ou as empresas? Pode um País viver sem empresas? E quem constitui as empresas?
Quando perdemos a noção das prioridades, é fácil olhar para os outros, que se preocupam primeiro com as pessoas, e só depois com as empresas, como raposas num galinheiro.
Será das raposas do BPN, o banco do PSD que está a falar?
Uma mentira dita por diversas vezes não se tornar uma verdade, não é?
Respeitosamente
Orlando Teixeira , 13 Dezembro 2014 - 21:24:52 hr. | url
...
Caro Orlando Teixeira

Sobre bancarrotas em Portugal a seguir ao 25 de Abril, recomendo-lhe a leitura deste artigo no blogue

http://portadaloja.blogspot.pt/2014/01/mario-soares-o-empacotador-de.html

Publicado em quarta-feira, 29 de janeiro de 2014, com o título "Mário Soares, o empacotador de bancarrotas".
Mendes de Bragança , 14 Dezembro 2014 - 16:19:30 hr.
Espanto meu...
Caros Orlando Teixeira e Mendes de Bragança:
Estranho e espanto meu pela vossa discussão!
Em qual dos corruptos votar eis a questão?
O PS ou o PSD/cds ?
Vou vomitar!
Kill Bill , 14 Dezembro 2014 - 16:31:12 hr.
...
Caro Kill Bill


A pergunta que deve fazer a si próprio é:

Portugal pode estar no Mundo global que temos, sem a UE?

Sendo certo que não pode, e sendo certo que apesar de todas as tentativas fascizóides de Putin em reunificar a União Soviética, os novos Países de Leste correram a pedir para serem acolhidos no seio da UE, o que ilustra que todos querem fugir do velho modelo gasto e finito, e que sem a UE serão Países com enormes fragilidades económicas, tudo fica mais claro, não é?
Se assim é, como podem um dia, partidos como o Bloco (em fase de implosão final) e a CDU ascenderem ao poder?
A CDU já lá esteve, e não deixou boas recordações à maioria dos portugueses. Era o tempo onde se colocavam escutas em tudo o que era sítio, e que iam buscar a casa e aos empregos, perigosos "fascistas" que tal como ontem, tinham a enorme desfaçatez de não concordarem com o regime instaurado pelo PREC, levando-os para as instalações do COPCON, situado já não na António Maria Cardoso, mas em plena Av. de Berna, em nome da independencia e segurança dos cidadãos (onde é que já ouvi isto?), só faltando mesmo dizer que era "A Bem da Nação". O tempo em que bens portugueses, privados e públicos, foram doados ao poder na grande Mãe Rússia.
Pois, à vendas e ofertas, qual delas a pior opção.
O Bloco, um complexo amplexo de partidos idealistas, mas sem rumo, onde partidos que buscavam a luta através da mão armada e outros que a desejavam, reunidos em volta de Louçã, curaram a derrota das FP-25, como forma de sobreviverem, agora num tom mais doce. Loução partiu, e o Bloco partiu-se.
Diga-me lá, Caro Kill Bill, qual a alternativa? O Partido do antigo BOA? Cruzes canhoto! Se é verdade que até podem ter grande influência nas próximas legislativas, não creio que seja possível vir a ser poder.
Este CDS não é um Partido Cristão, antes um partido que quer ser poder, o que o leva a vender-se barato a qualquer um que possa ser poder, mas sem maioria. A rábula do risco vermelho e a pirueta de Portas são mais um desgraçado exemplo.
Quanto ao PSD, que infelizmente abandonou o PPD, esse sim, social-democrata, foge a toda a brida do nevoeiro que se antecipa, escorraçando os seus ideólogos, substituindo-os por bloggers e jovens recém licenciados em busca da afirmação, como muito bem era descrito em O Expresso.
Sobra o PS, que com todos os defeitos que estão à vista, ainda é o partido mais confiável, na defesa de pessoas, de regime económico. Não é um partido de esquerda, como tenta agora piscar o olho à dita? Todos sabemos que não, que está mais próximo da social democracia, ou se quisermos do socialismo democrático.
E como socialista, defensor da opinião livre de cada um, espero que aqueles que defendem outros valores um dia me venham buscar, em nome da segurança, "A Bem da Nação".
E porque não defendo o delito de opinião, creia que discordo mas respeito a (eventual) sua.
Orlando Teixeira , 15 Dezembro 2014 - 19:50:39 hr. | url

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