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REVISTA DE 2014

Sócrates só começa a ser interrogado amanhã

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José Sócrates não foi ainda interrogado pelo juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre, e o interrogatório só acontecerá amanhã de manhã. O ex-primeiro Ministro já abandonou mesmo o Tribunal Central de Instrução Criminal e deverá passar a noite nas instalações da PSP em Moscavide.

Segundo informações que o i recolheu, o ex-governante terá sido presente a juiz, o que segundo a lei tem de acontecer 48h após qualquer detenção. Isso significa que a detenção já foi validada, fazendo com que esta deixasse de ser administrativa e passasse a ser judicial. Além deste formalismo, Sócrates e a sua defesa tiveram ainda, durante a tarde, acesso aos indícios que o Ministério Público recolheu nos últimos meses.

A chegada a tribunal aconteceu após uma maratona de buscas domiciliárias à casa de Lisboa do antigo primeiro-ministro, que foram acompanhadas pelo próprio.

Após algumas horas no Tribunal Central de Instrução Criminal, o advogado do socialista abandonou, cerca das 21:30, o Campus da Justiça sem fazer qualquer declaração. Prometeu porém fazer uma declaração aos jornalistas no dia de amanhã, garantindo que hoje já não regressaria ao Campus. De acordo com fontes judiciais isso indica que só amanhã Carlos Alexandre começará a ouvir José Sócrates sobre alegadas operações bancárias, movimentos e transferências de dinheiro sem justificação conhecida e legalmente admissível.

No âmbito desta investigação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) foram ainda detidos outras três pessoas, ligadas ao grupo Lena que estão desde ontem a ser interrogadas: Carlos Santos Silva, empresário, Gonçalo Trindade, advogado, e João Perna, motorista.

A Procuradoria-Geral da República emitiu este sábado um comunicado sobre as detenções, informando que em causa estão suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

Os interrogatórios dos detidos, a decorrer no Tribunal Central de Instrução Criminal, iniciaram-se na sexta-feira e estão a decorrer desde o início do dia de hoje.

Segundo a PGR, o inquérito teve origem numa comunicação bancária efectuada ao DCIAP e não deriva de outros inquéritos em curso como o Monte Branco ou o Furacão.

Carlos Diogo Santos | ionline | 22-11-2014

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