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REVISTA DE 2014

1400 escravos em Portugal

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Em Portugal, 1400 pessoas encontram-se numa situação de escravatura. Esta é uma das conclusões do Índice Global de Escravatura de 2014 , divulgado pela Walk Free Foundation , que avalia o número de escravos em 167 países. Portugal ficou na 157ª posição, entre a Grécia e a Suécia.

No total, há cerca de 36 milhões de escravos em todo o mundo. Ou seja, pessoas que são vítimas de trabalho forçado, exploração sexual, tráfico e casamentos forçados. É a chamada "escravatura moderna" e aumentou em seis milhões desde o ano passado, segundo dados do mesmo relatório, publicado pela primeira vez em 2013 .

A Índia ocupa, pelo segundo ano consecutivo, o topo da lista, com 14,3 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado e prostituição. Depois, vêm a China (3,2 milhões), Paquistão (2,1 milhões), Uzbequistão (1,2 milhões) e a Rússia, com 1,1 milhões de escravos.

É na Mauritânia que a proporção de escravos em relação à população é maior (4%), seguindo-se o Uzbequistão (3,4% e onde, segundo o relatório, os cidadãos são forçados a trabalhar na colheita do algodão para cumprir quotas impostas pelo Estado), Haiti (2,3%, onde milhares de crianças pobres vão, a mando dos pais, viver com parentes ricos, que muitas vezes as submetem a abusos e trabalho forçado), Qata (1,3%), e Índia (1,1%).

Andrew Forrest, presidente e fundador da Walk Free Foundation, chamou a atenção para a dimensão do problema, criticando a ideia de que a escravatura é "um assunto de uma época passada" ou de que apenas existe "em países devastados pela guerra e pela pobreza". "Estes resultados mostram que a escravatura moderna existe em todos os países", observa Forrest, citado pelo diário "The Guardian", para quem é dever "de todos nós" (governos, empresas e sociedade civil) erradicá-la, "pondo fim à mais extrema forma de exploração".

Islândia (menos de 100 escravos), Irlanda (menos de 100 escravos) e Luxemburgo (cerca de 300) foram os países que apresentaram melhores resultados neste domínio.

Expresso | 18-11-2014

Comentários (5)


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E ainda vem o Senhor Presidente da República - esse que se farta de passear à custa do Zé Povinho e que vai para um Palácio após deixa a PR, à custa deste mesmo Zé Povinho - dizer que em Portugal não há portugueses de primeira nem portugueses de segunda. Sinceramente.
aleluia , 19 Novembro 2014 - 09:38:36 hr. | url
Só? !!!
Cá para mim serão cerca de 9 999 000!
Os restantes mil são políticos, banqueiros, e as famílias do costume....
Kill Bill , 19 Novembro 2014 - 09:57:24 hr.
...
Não sei como interpretar esta capacidade de adivinhação. 1400, nem mais nem menos. Se não fossem as reações, que adivinho muito adversas, pediria uma listagem como os nomes da supostas vitimas.
Valmoster , 19 Novembro 2014 - 12:05:39 hr.
E os da maçonaria
e do Opus Dei deste país não são também eles escravos?

Coitados sózinhos não se orientam como os restantes cidadãos portugueses. Precisam de sentir-se subjugados.
Como é que inclusivamente magistrados alinham na escravatura...
... , 19 Novembro 2014 - 19:47:56 hr.
...
Quer a lista dos 1.400 escravos portugueses, Valmoster? Só precisa de ir ao site do Conselho Superior da Magistratura.smilies/grin.gif
Atum , 19 Novembro 2014 - 21:01:02 hr.

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