Utentes e o funcionamento do Campus de Justiça de Lisboa

Os utentes do Campus da Justiça, em Lisboa, dão nota negativa à celeridade dos processos e ao funcionamento geral desta cidade judiciária, mas com o comportamento dos juizes a ganhar uma das notas mais elevadas.

Num estudo-piloto sobre a satisfação dos utentes do Campus da Justiça, elaborado pela Universidade Nova em parceria com a Direcção Geral de Política da Justiça, o aspecto geral dos tribunais, a celeridade e o funcionamento geral recebem nota abaixo de cinco, numa escala de um a dez. A celeridade é a que recebe nota mais baixa, com 3,6, o que corresponde a insatisfação dos utentes. Os custos de acesso ao Campus e o funcionamento geral (não apenas dos tribunais porque aí também funcionam serviços da justiça e notariado) recebeu 4,9. A pontualidade das sessões de julgamento saiu também chumbada, com 4,7.

Do lado oposto, isto é, recebendo a satisfação do utente, está o acesso à informação e e a atitude dos magistrados judiciais, bem como a rapidez nas decisões.

Os utentes do Campus da Justiça consideraram que os juizes que aí trabalham têm uma "atitude de cortesia" e "clareza na linguagem utilizada". As condições de espera nos vários edifícios e as condições dos próprios tribunais também mereceram a satisfação dos utentes. Este estudo - que antecede um outro barómetro sobre a qualidade dos tribunais, que ainda será divulgado - conclui que a dimensão do juiz responsável "é o ponto forte" do Campus da Justiça. Sublinha ainda que os utentes mais satisfeitos com o Campus são, "em tendência", os menos instruídos.

Diário Económico | 10-03-2014