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REVISTA DE 2013

Polícias faturaram menos 1,3 milhões de euros em multas

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Fiscalização. As operações policiais de fiscalização rodoviária foram um dos temas abordados pelos deputados na audição parlamentar na Comissão de Assuntos Constitucionais ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo.

A receita proveniente das contraordenações de trânsito caiu 25% nos primeiros quatro meses deste ano. Segundo dados provisórios obtidos pelo DN, até ao final de Abril tinham entrado nos cofres do Estado 5,2 milhões de euros, menos 1,3 milhões que em igual período do ano passado. Fonte autorizada do Ministério da Administração Interna, que acompanha o sector, explica que "há diversos fatores que podem ter contribuído para esta diminuição, entre os quais a maior visibilidade das forças de segurança nas estradas e o aumento das operações stop, que têm contribuído preventivamente para uma melhoria do comportamento dos condutores ao volante".

Ontem, na audição parlamentar do ministro da Administração Interna na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, liberdades e Garantias, a fiscalização nas estradas foi uma das questões abordadas. O deputado do PCP António Filipe questionou Miguel Macedo sobre a"caça à multa" que, segundo ele, estará a ser levada a cabo pelos polícias de trânsito como se fossem "brigadas 'parafiscais'" a obter receita para as Finanças.

A redução da receita foi um dos argumentos do ministro para contrariar a tese do deputado, embora sem ter divulgado os valores, tendo ainda sublinhando que "a maior parte das operações policiais são divulgadas" nos sites e nas redes sociais da GNR e da PSP.

Por seu lado, o secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d'Ávila, que tutela esta área, destacou uma diminuição de 23% das prescrições de multas no primeiro trimestre deste ano, justificada por uma subida de 79% na taxa de decisões tomadas pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) sobre os autos de contraordenação. Dados provisórios indicam que, em abril, o número de contraordenações prescritas atingiu as 23 mil, contra as 32 mil registadas no mesmo mês de 2012. Recorde-se que, em 2012, o ano fechou com um aumento de 40% no número de prescrições e esta quebra foi um dos motivos para a substituição da equipa dirigente da ANSR, agora liderada por Jorge Jacob. Em 2012 a média mensal de prescrições foi de 30 951 multas e, este ano, está em 25 500, o que representa uma diminuição de 17,6% nessa média.

Nesta audição parlamentar Miguel Macedo anunciou novas admissões, este ano, para a PSP e para a GNR, em Setembro ou Outubro, mas não especificou o número de vagas que serão abertas a concurso. O ministro respondia ao deputado socialista Filipe Neto Brandão, que o questionara sobre a "a diminuição do número de efetivos policiais", sublinhando que o ano de 2012 terminou com menos polícias. Miguel Macedo admitiu que anualmente saem mais elementos das forças de segurança do que aqueles que entram. "A velocidade a que saem é maior do que a velocidade a quem entram", disse, referindo que, na GNR, saem mais de mil militares por ano.


Ministro exige pedido de desculpas da associação da GNR ao Comando

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse que só recebe a Associação dos Profissionais da Guarda (APG) quando esta pedir desculpas ao comando-geral da GNR pelos comportamentos adotados na manifestação do ano passado. O ministro respondia, na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, ao deputado socialista Pita Ameixa, que afirmou que a APG se tinha queixado de "dificuldades no exercício das funções socioprofissionais".

Miguel Macedo declarou que, "enquanto essa associação não pedir desculpa à GNR, só será recebida pelo secretário de Estado". O ministro afirmou que a manifestação, promovida pela APG em março de 2012, "descambou em cenas inaceitáveis" e houve "até cidadãos que se queixaram" do comportamento de alguns militares.

Nesse protesto, os ânimos dos cerca de mil militares que participavam exaltaram-se e gritando "invasão, invasão" tentaram invadir o edifício do Ministério.

O presidente da APG, César Nogueira, reagiu alegando que o ministro está a usar esta questão como "pretexto" para não receber à APG e "tentar boicotar o trabalho associativo" da estrutura mais representativa da GNR". Este dirigente diz que "não houve qualquer incidente que justifique a atitude do comando da GNR e que o comando-geral tem proibido as "visitas da APG ao dispositivo" e outras iniciativas e reuniões que fazem parte do trabalho associativo.

Valentina Marcelino | Diário de Notícias | 29-05-2013

Comentários (5)


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"Fonte autorizada do Ministério da Administração Interna, que acompanha o sector, explica que "há diversos fatores que podem ter contribuído para esta diminuição, entre os quais a maior visibilidade das forças de segurança nas estradas e o aumento das operações stop, que têm contribuído preventivamente para uma melhoria do comportamento dos condutores ao volante"...Senhora Fonte autorizada...por este parágrafo já vi que não percebe nada daquilo que disse pois não há diversos factores nenhuns o que há é UMA DESMOTIVAÇÃO GERAL NAS POLÍCIAS!!!!!! A visibilidade é a que sempre foi, as operações STOP são as que sempre se fizeram e os condutores continuam INCIVILIZADOS na estrada!!!!!!
Pedro Moura , 29 Maio 2013 | url

Pedro Moura:
A policia em Portugal rarissimamente anda a caçar os INCIVILIZADOS na estrada.
Excluindo as operações de combate ao alcool, e outras muito especificas, as restantes são operações de pesca destinadas a apanhar incautos por razões de papelada mais ou menos mal preenchida, ou cartas fora de prazo.
Policia devidamente fiscalizadora de manobras perigosas, a circular por essas estradas em veículos descaracterizados, não há! Não há até porque não tem meios para isso!
É tudo a modos que uma caça "de espera" ao estacionamento e afins!
Os perigosos continuam a ultrapassar á toa, e a jogar ao chega pra lá enfiando-se por tudo quanto é buraco na fila.
Baron Hubert Von Trak , 30 Maio 2013
...
E ainda lhe digo mais as autuações que são passadas são-no porque a bactéria designada por LAMBEBOTAS polula por todo o lado. É que há muitos que têm medo de perder os lugares e por isso é que ainda são passadas autuações!!
Pedro Moura , 31 Maio 2013 | url
...
É muito interessante.
Num país normal uma notícia destas seria acompanhada de manifestações de regozijo por se ter conseguido diminuir a sinistralidade estradal, etc, etc,...
Mas aqui nota-se apenas uma indisfarçada lamúria pela diminuição das receitas.
Confirma-se o que cada vez mais era uma evidência: a fiscalização do trânsito está cada vez mais a ser usada como fonte de receitas, e não como prevenção contra a morte na Estrada.
E como isto se passa em Portugal, uma espécie de twilight zone da vida política, já não espanta.
Hannibal Lecter , 02 Junho 2013
"Preso por ter... preso por não ter."
Apesar de não concordar com muitas acções por parte das nossas Polícias tenho que lhe reconhecer o mérito... Nós portugueses somos sempre os mesmos está-nos no sangue pois queixamos-nos de tudo e de todos e somos os melhores treinadores de bancada do planeta.
Não sei se os Policias andam ou não desmotivados mas estranho seria se não o andassem... Será que anda alguém neste país motivado?
Eu prefiro acreditar que este decréscimo de receitas tem a ver não só com essa desmotivação mas também com o o evoluir das consciências de alguns condutores.
Já dizia o meu avô "Quem não deve não teme..." Não são eles (policias) que vão inventar os "actos de heroísmo" de muitos e*********os que tem carta de condução.



FKZorro , 04 Junho 2013

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