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REVISTA DE 2013

Colaboradores da Europol não podem usar o Chrome

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Na segurança informática das organizações é incontornável a conduta de cada utilizador e o rigor das políticas implementadas. Na Europol o Chrome não entra.

Vítor Agostinho, da Unidade Nacional da Europol, falou esta manhã num evento sobre segurança informática, onde frisou que ações mais refletidas da parte de utilizadores e mais eficazes do lado das empresas podem ter um impacto relevante na prevenção dos crimes informáticos.

A forma como as passwords são definidas pelos utilizadores e, do lado das organizações, as políticas de renovação destas senhas de acesso foram dois aspectos do dia-a-dia, apontados pelo responsável como exemplos comuns de ações que podem comprometer a segurança informática numa organização. "Há uma questão de comportamento a que é preciso dar a devida importância", defendeu o responsável.

Vítor Agostinho usou o exemplo da própria Europol para explicar que o acesso dos colaboradores à Internet e à rede de suporte à atividade desta estrutura de polícias europeias se faz em máquinas diferentes, para acautelar riscos de segurança. Uma boa prática que mais empresas deviam seguir, considerou o responsável. No mesmo contexto o inspetor explicou que há um cuidado extremo da organização na adoção de novos dispositivos e novas ferramentas web.

Há uma monitorização prévia que avalia riscos e define se novas aplicações podem ser usadas ou não na instituição. No âmbito desta política, o iPad chegou a ser considerado como suporte para uma alternativa ao papel nas reuniões do grupo que não chegou a concretizar-se. Nos browsers, "o Chrome é determinantemente proibido" na instituição, revelou Vítor Agostinho.

Os dois exemplos ilustravam uma afirmação onde o responsável defendia que as organizações devem estar mais preocupadas em garantir segurança, do que em seguir modas ou adotar as soluções mais rápidas do mercado.

Nos browsers a preferência da Europol vai para o Internet Explorer e a opção de segunda linha é o Firefox. A análise que determinou esta classificação é repetida a cada dois anos.

Na mesma apresentação Vítor Agostinho adiantou ainda que entre "75 a 80% dos ataques nas organizações são inside hacking", motivado por situações de descontentamento, em que os colaboradores aproveitam os conhecimentos que têm para explorar fragilidades nas políticas de segurança das empresas.

A relevância do número não é nova e mantém-se estável há alguns anos, detalhou em declarações ao TeK o mesmo responsável.

O número apontado pelo inspetor é distinto daquele que revelam alguns estudos, onde é apontada como principal motivação para os ataques informáticos dirigidos às empresas a procura de benefícios financeiros. Vítor Agostinho falava no Security Meeting organizado pela ShadowSec.

TeK, via Jurispro | 11-05-2013

Comentários (1)


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Acho que a melhor coisa que fazem é desligar os computadores da internet, é garantido de que não irão acontecer ataques à rede da Europol.

Considerar o IE mais seguro do que o Chrome é pura especulação, toda a gente sabe que o ie é dos browsers mais atacados, ou pelo menos era, e era por ser o que tinha a maior "quota de mercado" que foi perdendo sucessivamente para o chrome, para o firefox e para o opera por ser considerado inseguro e por ser pesado para as máquinas onde corria.

Resumidamente, penso que andamos a fazer fretes a microsoft.



XPTO , 12 Maio 2013

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