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REVISTA DE 2013

Empresas de recuperação de créditos

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O mercado de recuperação de crédito não está legislado e o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, defende "uma regulamentação da actividade e uma clarificação por parte da Assembleia da República que permitisse saber de facto o que fazem essas empresas".

Na sua opinião, estas empresas "são uma selva e estão a violar a lei dos actos próprios dos advogados". Garante que "a recuperação de créditos é uma tarefa jurídica que só compete a advogados", e que "as empresas não têm condições nem conhecimentos jurídicas para fazer esse trabalho".

Marinho Pinto não tem dúvidas que a cobrança de dívidas deve ser feito através de advogados, porque "é preciso conhecimento jurídico para que a própria negociação possa ser feita em segurança". O bastonário frisa que "os advogados negoceiam de maneira a poderem chegar a uma solução, como renegociar a dívida, perdoar juros ou fazer um plano de pagamentos", informando de forma cordial o devedor "que se não pagar dentro de um determinado prazo é desencadeado um processo em tribunal".

Já as empresas de recuperação de crédito "usam métodos pouco ortodoxos e utilizam mesmo parte da dívida para fazer valer o pagamento do serviço", afirma. António Gaspar, presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Recuperação de Crédito (APERC), garante que as empresas que não cumprem com as regras "são uma minoria" e sublinha que existe uma lei de Agosto de 2004 que define que "a negociação da dívida do cliente só deve ser feita por um advogado ou alguém mandatado por ele". "Apesar de já haver alguns advogados contratados para fazer isso, a fase extra-judicial é feita pela empresa por via do diálogo", explica. E se o extra-judicial resolve o problema de forma "eficaz e eficiente", entrando na justiça, o diferendo pode demorar três, a quatro anos".

Diário Económico | 07-03-2013

Comentários (10)


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...
existe uma lei de Agosto de 2004 que define que "a negociação da dívida do cliente só deve ser feita por um advogado ou alguém mandatado por ele"

Diz-me a experiência que por vezes isto se traduz em termos um roto a ensinar a um descosido como se descose e volta a coser o cós de umas calças.

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Herr Flick, von GESTAPO , 08 Março 2013
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Atão não resolve ... Levam-se dois matulões, daqueles musculados dos ginásios a casa do devedor, avisa-se o morcão que se não paga a mulher e os filhos podem ter um acidente ... e a ver se o g**o não paga. Ai não, que não paga. Como dizem na minha terra, "quem tem .... tem medo". Senhor Bastonário, vivemos numa sociedade que o que conta são os resultados e não os meios, preocupe-se com a visão da justiça, que é cega, e deixe estes casos para os entendidos.
Zorro , 08 Março 2013
...
Se as leis não são para cumprir, para que se perde tempo a criar constantemente leis novas?
Justice For All , 08 Março 2013
Verdade
Será que em Portugal é crime dizer a verdade ?
Viriato , 11 Março 2013 | url
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Não é a principal preocupação, mas sim a que resulta da cessão de creditos onerosos, em que deve ser dado a preferência ao devedor, regulam-se essas empresas que faliram noutros paises, para estarem agora no el dourado de Portugal, a exercerem ilegalmente uma actividade a coberto de uma legislação precária. Cabe a recuperação de créditos de facto a profissionais do foro juridico, e não a empresas que adqurirem créditos onerosos sem a devida preferência dos devedores.

cps.
armando , 25 Abril 2013
CUIDADO NÃO CONDENEM INOCENTES
A uma lacuna na LEI essas empresas tomam partido pelos credores e condenam de antemão o devedores, só os devedores muitas vezes sao apenas vitimas de um processo fraudulento ardiloso e doloso que se consubstancia em muitos casos em BURLAS, e quando essas vitimas descobrem que estão a ser alvo de crime de burla deixam de pagar, e que legitimidade tem essas empresas para condenarem a pagar essas dividas ainda apor cima muitas usam métodos completamente ilegais e criminosos, como AMEAÇA COAÇÃO SEQUESTRO OFENSAS A INTEGRIDADE FÍSICA, INVASÃO DE PRIVACIDADE entre muitos outros ilícitos alguns ainda mais terríveis, para conseguirem os seu intentos.
Imparcial , 01 Setembro 2013 | url
pagas e não bufas!
Eu sou "devedor" de um stand de uma marca das principais que me vendeu um veículo com todas as garantias!
Acontece que o veículo NUNCA foi capaz de se movimentar pelos seus próprios meios! Tendo um problema fatal de caixa de velocidades , esses tipos compunham um carreto de cada vez e debitavam.me em conta corrente!
Imobilizando-se o veículo pela sétima vez em três meses e perante a recusa da "assistência em viagem " em transportá-lo decidi devolvê-lo ao stand que se recusou a aceitá-lo.
Tinha então pago dois terços do veículo e outro montante de consertos equivalente ao montante pago ! recusei pagar o resto do veículo e exigir o montante de reparações indevidamente debitado no meu cartão de crédito!
A resposta foi colocarem-me na "lista de devedores" e andarem-me a inquinar a vida até eu recorrer aos tribunais!
Imagino a quantidade de "dividas" idênticas por esse país fora!
Vigarizado , 02 Setembro 2013
Qual Quê!
Imparcial:
Nada que uma boa escopeta, uma forquilha ou um machado não resolva!
A minha casa é o meu palácio e ali ninguém mete os cotos!
LEGITIMA DEFESA!*

* Há muito objecto caseiro que NÃO È arma proibida!
Sabia que um boa tesoura de poda é uma arma de arremesso terrível? Espeta sempre até á pega!
Vicente Gasóleo , 02 Setembro 2013
Ilicitude de empresas de cobranças dificeis
Sim essas empresas agem a margem da LEI, tipo se uma pessoa dever dinheiro a uma entidade que executou um plano de burla para obter dividendos, solicitar uma empreza de cobranças difíceis, dessas, elas vão logo em defesa dos burlistas exigindo que paguem mesmo com recurso a ilicitudes.
- Na minha casa só entra quem eu quero, caso contrario é invasão de domicilio, tipificado como crime, quem entrar com segundas intenções, e invadir a minha propriedade e privacidade vai ter consequências,
Imparcial , 06 Setembro 2013 | url
Justo ou não, eis a questão...
,,,tudo isto é complicado... e no que toca a cobranças tem empresas que ultrapassam todos os limites, incluindo os de ética... mas também há muito caloteiro por aí, a viver á grande e á francesa, fazem autênticas vidas de luxo, e quando lhes batem á porta para lhes cobrar dívidas, ou quando abordados para o efeito, essas pessoas ainda se acham no direito de não serem incomodades, e ficam furiosas por apanharem uma boa envergonhadela, como se ainda se achassem com razão... no meu modo de ver, eu acho que, sim, esse tipo de gente deve ser pressionada de forma a se sentirem forçadas a pagar as suas dívidas, porque quem não tem dinheiro, não deveria ter vícios, e se tem dinheiro, em primeiro lugar deveriam saldar as suas dívidas, caso contrario, sim, concordo com as cobranças, ainda que sejam ao estilo "Senhores do Fraque", nunca aprovando a coação psicológica, verbal, e até mesmo, física.
Patrício Rocha , 13 Dezembro 2013 | url

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