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REVISTA DE 2012

Passos no FB: «Amigos, os sacrifícios ainda não terminaram»

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O primeiro-ministro publicou hoje uma mensagem no seu mural da rede social Facebook reiterando que as medidas de austeridade que anunciou na sexta-feira "representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura".

Na mensagem, Pedro Passos Coelho dirige-se aos portugueses chamando-lhes "amigos" e afirma que esse foi "um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer": ter de "informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, de que os sacrifícios ainda não terminaram".

"Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir", acrescenta.

"Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como primeiro-ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer", assegura.

O chefe do executivo PSD/CDS anunciou na sexta-feira mais medidas de austeridade para 2013, incluindo os trabalhadores do setor privado, que, na prática, perderão o que o primeiro-ministro diz corresponder a um subsídio através do aumento da contribuição para a Segurança Social de 11 para 18 por cento.

Os funcionários públicos continuam com um dos subsídios suspensos (na totalidade nos rendimentos acima dos 1.100 euros/mensais e parcialmente acima dos 600 euros) e o outro é reposto de forma diluída nos 12 salários, que será depois retirado através do aumento da contribuição para a Segurança Social, também de 11 para 18 por cento.

A contribuição das empresas desce dos atuais 23,75 por cento para 18 por cento. Os pensionistas continuam sem subsídios de férias e de natal.

Estas medidas vão estar previstas no Orçamento do Estado de 2013 e são justificadas pelo Governo como uma forma de compensar a suspensão dos subsídios de férias e de Natal em 2013 e 1014, "chumbada" pelo Tribunal Constitucional.

Na mensagem hoje publicada na sua página do Facebook, o primeiro-ministro sublinha que Portugal "é hoje um exemplo de determinação e força", e que "esse é o resultado direto dos sacrifícios que todos temos feito", contrapondo, embora, que "para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego".

"Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem [sexta-feira] representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura", afiança.

"Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os portugueses", observa.

A concluir, deixa um "obrigado a todos" e assina só com o nome próprio, Pedro.

Lusa / Isaltina Padrão - DN | 09-09-2012

Comentários (4)


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...
"orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os portugueses"
Pois é, Sr, Primeiro Ministro (e não Pedro), e é por isso que não tenho esperança
farto , 09 Setembro 2012
...
É por este cavalheiro bem saber do que são feitos os portugueses que tem feito o que fez e sabe-se lá o que mais irá fazer. Eu também entro "à campeão" dentro do quintal do vizinho se souber que o cão que lá está não ataca, pois se a possiblidade de ele atacar fosse real, certamente que eu não entraria lá...
Zeka Bumba , 09 Setembro 2012
Fanático De Popós
A revolta que cresce dentro de cada um pode transbordar.
Quero ver a equidade na distribuição dos sacrifícios que virá prevista na LOE2013.
Eu , 10 Setembro 2012 | url
Criem emprego, seus incompetentes!

(Desculpem estar a repetir-me, colocando este texto também aqui, quando já o afixei também noutro item desta Revista. Agradeço a compreensão. É que custa-me ver tanto Compatriota meu em situação desesperada.)

Passos Coelho e quem o aconselha é intelectualmente medíocre na minha opinião.
Como são, na minha opinião, Vítor Gaspar e o Álvaro.

Costumam apontar como causas da falta da receita (essencial para o equilíbrio das contas do Estado) a retracção no consumo.
Claro que é umas das causas da falta da receita.

Mas quando falam sobre as causas da retracção no consumo, raramente se lembram de enumerar a não utilização de 15% da força produtiva do País!

15% da força de trabalho do País está encostada às boxes!

E o Passos nada faz!

Mas será que há alguma coisa naquela cabeça?

Acabe com a porcaria do self-service na Galp, na Shell, na BP, na Repsol, no Continente, na FNAC, no Corte Inglés, nas portagens, etc., Sr. Primeiro-Ministro! (Lembrem-se de mais, por favor, e deixem aqui escrito, por favor.)

É pouco, ainda assim?

Pois é, mas é melhor que nada! Sempre se ia buscar uns trocos a quem passaria do desemprego para o emprego!

Seria um duplo ganho: era um subsídio de desemprego que deixava de ser dado; e era mais alguém a poder contribuir para a Segurança Social e para o IRS (por pouco que fosse).

Ao mesmo tempo, era capaz de salvar umas quantas Famílias e Indivíduos da falência! (Mais outro ganho.)

Irra! Mas o que é que a cabeça do Passos Coelho, a do Vítor Gaspar, e a do Álvaro têm lá dentro?!? smilies/angry.gif
Gabriel Órfão Gonçalves , 11 Setembro 2012

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