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REVISTA DE 2012

Ministra da Justiça rejeita corte cego de funcionários

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Paula Teixeira da Cruz considera que está por provar que o privado seja mais eficiente que o público.

Num discurso contracorrente no interior do Governo, perante os alunos da Universidade de Verão do PSD, que hoje termina em Castelo de Vide, e numa altura em que se fala de um plano para reduzir o número de funcionários, a governante social-democrata disse não partilhar "nada da ideia" de que existam em excesso.

"Se Portugal tem funcionários a mais nalguns setores, tem a menos noutros e é isso que é preciso rastrear. Não se pode olhar de uma forma cega" para esta questão, afirmou, no âmbito da necessária reforma do Estado.

E destacou, a título de exemplo, que "há setores técnicos em que não há" trabalhadores suficientes.

Numa altura em que são pedidos "muitos sacrifícios aos portugueses e funcionários públicos", considera fundamental "a dignificação" da Administração Pública e do respetivo pessoal, sublinhando que "está por provar" que o setor privado seja mais eficiente. Além disso, crê que não podemos "cair na tentação de decapitar constantemente a massa crítica que existe no setor público, em detrimento do setor privado".

Paula Teixeira da Cruz, que no último congresso do PSD abandonou a vice-presidência do partido, também alertou que não se pode "cortar cegamente" nas estruturas administrativas, embora defenda que se elimine as sobreposições. Porque "toda a reforma de Estado tem de ser pensada de forma integrada", considera necessário "apostar no planeamento e na programação" para que não haja "sempre soluções de recurso, provisórias, pontuais".

Neste contexto, esclareceu que "não" se trata de "diminuir as funções do Estado Social", mas de "fazer melhor com menos".

"Não precisamos de sair do Estado Social, cuja morte foi anunciada", disse, mais adiante na sua intervenção.

A governante ainda sugeriu que os "serviços burocráticos" sejam geridos "em regime de balcão único", quer internamente na Administração Pública, quer para o cidadão. Porém, os serviços de balcão "devem ser prestados numa lógica de especialização".

A ministra da justiça, Paula Teixeira da Cruz, defendeu que "não se pode olhar de forma cega" paia o corte de funcionários e de estruturas, discordando da ideia de que há pessoal a mais na Função Pública.

Carla Soares | Jornal de Notícias | 02-09-2012

Comentários (4)


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Algumas ideias. Agradece-se contraditório, crítica, outras ideias semelhantes.
Estou e estarei sempre contra o despedimento de funcionários públicos.

Se há ineficiência, ponham aqueles que estão a mais onde há a menos.

Mais desemprego não.

Cortem sim nas reformas milionárias de muitos funcionários públicos aposentados, que recebem muito mais do que o que descontaram. (Tenho um exemplo assim na família: sei muito bem do que falo. É uma escandalosa desigualdade: perante os trabalhadores privados; e mesmo perante os FP que trabalham.)

Cortem nas PPPs, muitas, se não todas, contendo clásusulas ilegais.

Cortem nas mordomias dos políticos, como as reformas douradas ao fim de 12 anos de deputar.

Baixem drasticamente os ordenados milionários de administradores de empresas do sector Estado e as suas "despesas de representação".

Legislem para que se baixe os ordenados milionários dos trabalhadores privados contratados no tempo das vacas gordas e que são hoje um peso morto (os ordenados, não os trabalhadores) na competitividade dessas empresas, agora em crise.

O mesmo em relação aos salários mais elevados dos trabalhadores do Estado: só estes deveriam ter o corte do 13º mês, e não aqueles que recebem apenas para subsistir e para prover à subsistência das suas famílias.

Acabem com os contratos mafiosos de prestação de serviços dos privados ao Estado, a começar pelas assessorias na advocacia.

Nota: não sou func. públ.. Trabalho a recibos verdes desde sempre.

G O G (1977-)
Gabriel Órfão Gonçalves , 03 Setembro 2012
Coitada...
...da Sra. Ministra. A julgar pelas opiniões do restante elenco governativo, deve ser um grande frete para ela governar!
Quid Juris? , 03 Setembro 2012
!!!
proibam juizes jubilados de andarem metidos nas arbitragens e os juizes de andarem a "dar"!!!! aulas nas universidades ; acabem com essas promiscuidades e com a ligação de juizes ao mundo do futebol!!!
ana , 03 Setembro 2012 | url
...
A Ana tem toda a razão. São uma vergonha. A maioria, aliás, nem sequer se dá ao trabalho de estudar a legislação mais recente, decidindo como se ainda estivessem em vigor as normas da década 80 ou 90. Verdadeiras decisões contra-legem, eivadas de injustiça, pois o que lhes interessa é o carcanhol. Vão aos CIMPAS do Porto e de Lisboa e a promiscuidade dessa gente com as seguradoras é total. Se não há corrupção, parece. Lamentável o CSM não pôr a mão nessa gente e ainda aceitar a nomeação desses juízes jubilados para lugares de arbitragem.
Mirror , 03 Setembro 2012

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