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REVISTA DE 2012

Casa da Moeda "prescinde" do apoio financeiro do Estado

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Empresa que faz a cunhagem da moeda, emite o cartão do cidadão e publica o Diário da República, recebeu 13,6 milhões de euros do Estado entre 2009 e 2011.

A direcção da Imprensa Nacional Casa da Moeda considerou "razoável" a recomendação do Tribunal de Contas ao governo para extinguir a indemnização compensatória à empresa, até porque se tratam de valores "muitos baixos, que a empresa pode suportar".

Numa auditoria à Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), divulgada quinta-feira, o Tribunal de Contas (TC) deixou uma recomendação ao governo para que a indemnização compensatória paga em função do serviço público prestado seja reduzida ou eliminada A INCM é responsável pela cunhagem de moeda metálica, pela produção do cartão do cidadão e do passaporte electrónico e pela edição do Diário da República. "Parece-nos razoável. [...] A actividade do Diário da República no seu conjunto liberta alguma margem, não muita. O Tribunal de Contas entende que, nesse sentido, não devia haver indemnização. Não nos parece mal [...] Os valores são muito baixos. Não têm grande influência. [...] No conjunto global, a empresa pode suportar esses custos", disse à Lusa o director da empresa Alcides Gama.

Entre 2009 e 2011, a INCM recebeu do Estado 13,6 milhões de euros. No mesmo triénio a INCM teve lucros de 68,2 milhões de euros, pelo que é "uma empresa lucrativa e, portanto auto-sustentável", conclui o TC. O responsável da Casa da Moeda realçou que apesar de a empresa ter sustentabilidade financeira, a indemnização compensatória é paga pelo Estado pela prestação de "um serviço gratuito para o cidadão, sobre o qual há custos que a empresa suporta".

Quanto à utilização indevida de cartões de crédito por oito gestores da empresa para despesas pessoais, Alcides Gama sublinha que todas as situações foram repostas.

ionline | 04-08-2012

Comentários (2)


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De facto, gestores e administradores devolverem o indevido apenas porque foram apanhados pelo tribunal de contas e, ainda assim, se manterem em funções... só mesmo num país de 3º Mundo como Portugal. E lá vão eles, com certeza, repetir a proeza, quais amigos do alheio, da coisa que gerem, na esperança de não serem apanhados; se forem, não há problema: devolvem o indevido, nem que seja em suaves prestações.... O país que se lixe, ora pois!
Ah... , 05 Agosto 2012
Enfim...
Tamos como tamos...não culpamos ninguém. Falta tirar o dinheirinho às sociedades de advogados. Agora tem 3 meses de férias, são publicitados na advocatus e tem um ajuste directo com o Estado q dá para o ano todo...
Carlos Macedo , 06 Agosto 2012

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