In Verbis


icon-doc
REVISTA DE 2012

BdP gasta ("investe") mais de 40 milhões de euros em obras

  • PDF

O Banco de Portugal apresentou ontem a obra de reabilitação e restauro do edifício sede, situado na Baixa pombalina em Lisboa, onde foram investidos mais de 40 milhões de euros. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, fez questão de salientar que "não é uma despesa, é um investimento".

Além do edifício, as obras abrangeram a recuperação da antiga Igreja de São Julião, adquirida pelo Banco de Portugal em 1933, onde será inaugurado, no segundo semestre do próximo ano, o Museu do Dinheiro. "Este espaço, mais do que o futuro museu, será um espaço de promoção de literacia financeira e um espaço cultural para organização de eventos como exposições temporárias ou concertos", explicou o governador na cerimónia de apresentação.

A antiga igreja funcionou como garagem, mas sobretudo como caixa-forte, onde estiveram guardados os cofres do Banco de Portugal. "Mais do que contemplativo, o museu será um espaço interactivo, com a evolução do dinheiro desde o seu aparecimento até à actualidade", revelou Abreu Nunes, director do museu. Os visitantes irão encontrar na entrada do museu um exemplar de um cofre--forte do início do século xx, que serviu para guardar as reservas de ouro do país.

A sede do Banco de Portugal abrange todo um quarteirão e resultou da progressiva integração de um conjunto de oito edifícios e da antiga igreja. A decisão para a reabilitação e a recuperação estrutural do edifício sede foi tomada em 2007 pelo antigo governador Vítor Constâncio. O actual conselho de administração e alguns serviços de apoio, no total de cerca de 180 funcionários, já estão instalados no edifício desde o início de Outubro.

O projecto de arquitectura esteve a cargo dos arquitectos Gonçalo Byrne e Falcão de Campos. A adjudicação da empreitada geral das obras foi feita por ajuste directo. A escolha deste mecanismo é justificada com o facto de as instalações se destinarem a actividades de um banco central, guarda de valores e apoio de distribuição de numerário pelo sistema bancário. Assim, foram convidadas nove empresas a participar e a escolha baseou-se no critério do mais baixo preço. A HCI Construções foi a vencedora.

Entre os números que caracterizam a obra na sede destacam-se mais de 300 exumações, um vasto espólio de cerâmica, 900 dias de restauro, mais de 2 mil trabalhadores e 130 empresas contratadas. Durante a intervenção foram descobertos cerca de 40 metros da Muralha de D. Dinis, do século xiii, construída para proteger a cidade dos ataques de corsários e que está agora a ser conservada.

"É um investimento da maior importância do reforço do centro financeiro da Baixa Chiado", salientou António Costa, presidente da Câmara de Lisboa.

Sandra Almeida Simões | ionline | 23-10-2012

Comentários (5)


Exibir/Esconder comentários
...
A ordem é rica, os frades é que são pobres.
Zeka Bumba , 23 Outubro 2012
Pois é,
Despesas são os salários e as pensões dos funcionários públicos.
Barracuda , 23 Outubro 2012 | url
...
O investimento, para ser levado a cabo em tempo de crise, era por certo "indipensável"...

E retorno dos 40 milhões investidos far-se-ão, seguramente, muito rápidamente...

Mas, ainda assim, p.f., não esquecer de colocar no museu uma estátuzinha segurando carteira vazia representantiva do contribuinte depenado!

(e que, por estar depenado, não poderá ir visitar o museu, a menos que seja grátis. Mas se for grátis, lá se vai parte da rapidez do retorno do investimento).

Contribuinte , 24 Outubro 2012
E ainda têm a lata de retirar mais dinheiro aos desempregados!
Podia fazer esse investimento contribuindo com alimentos para os pobres e evitando a saída de génios e pessoas trabalhadoras do País...estas que fazem falta ao desenvolvimento. Em vez disso investe-se num edifício luxuoso para na mesma rua haver gente a dormir nas ruas, a pedir e a procurar comida nos caixotes do lixo. Isto é uma crise da imoralidade e falta de solidariedade. Este Paía bateu no fundo: é um país de terceiro mundo, mais pobre que os pobres, de injustiças latentes.
Digam-me: há alguma diferença entre um governo que ataca as pessoas com armas conduzindo a massas de refugiados e outro que com as medidas que toma coloca as pessoas na miséria, obrigados a emigrar enquanto certas classes exibem a fortuna??
Menina de Laçarotes , 24 Outubro 2012
...
O edifício está bonito. Mas com tanto dinheiro gasto, exigia-se que os seus trabalhadores tivessem tido melhores condições... em vez de viverem em contentores amontoados junto ao edifício... Triste, muito triste.
Franclim Sénior , 25 Outubro 2012

Escreva o seu comentário

reduzir | aumentar

busy

Últimos conteúdos

A estrutura da InVerbis está organizada por anos e classificada nos correspondentes directórios.Os conteúdos publicado...

O Estado assumiu, através da empresa pública Parvalorem, a dívida de quase 10 milhões de euros de duas empresas de Vítor...

Dos 118 homicídios cometidos em 2012, 63 tiveram familiares como protagonistas • Cinco pais e 18 padrastos detidos por a...

Pedro Lomba - Na primeira metade do ano o ajustamento negociado com a troika correu dentro do normal e expectável. Mas d...

Últimos comentários

Tradução automática

Atualidade Sistema Político BdP gasta ("investe") mais de 40 milhões de euros em obras

© InVerbis | 2012 | ISSN 2182-3138 

Sítios do Portal Verbo Jurídico