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REVISTA DE 2012

Fecho de esquadras em Lisboa e Porto

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O Ministério da Administração Interna está a estudar o encerramento de esquadras de atendimento da PSP, em Lisboa e no Porto, que apresentam uma produtividade "muito baixa".

"Temos esquadras de atendimento com uma produtividade muito baixa. Algumas delas recebem 0,8 queixas por dia e o facto de estarem abertas significa que há elementos policiais que estão lá dentro à espera que alguém vá apresentar uma queixa", afirmou à Agência Lusa o secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna.

Segundo Juvenal Peneda, o "fecho efetivo" de algumas dessas esquadras, que está a ser "negociado" com as câmaras municipais das duas maiores cidades do país, acontecerá através de uma reorganização "muito ligeira", para não afetar o "sentimento de segurança das populações".

"É irracional estar a condenar polícias a estarem lá, à espera de gente para apresentar queixa, em vez de estarem na função mais nobre que é no policiamento de proximidade", afirmou o secretário de Estado à margem de um encontro sobre segurança, realizado hoje em Ponte de Lima e organizado pelo PSD do alto Minho.

O secretário de Estado acrescentou que estas esquadras funcionam num regime de dois agentes em permanência, que não podem abandonar o local, o que por si só, tendo em conta os vários turnos necessários, obriga à mobilização de 12 a 13 elementos por cada uma destas estruturas.

"Há formas mais úteis de ocupar esses elementos", afirmou Juvenal Peneda, acrescentando que esta "libertação" de efetivos vai "permitir ter mais policias a policiar a zona onde essa esquadra de atendimento está localizada".

Embora sem apontar qualquer número definitivo de esquadras a encerrar, admitiu que estejam nesta situação "quatro ou cinco" na cidade do Porto e que em Lisboa o dispositivo será "ajustado" ao novo mapa autárquico da capital.

"Estamos a dar todo o tempo, porque é uma questão que mexe com o sentir das pessoas. Explicando às populações que, se calhar, ficam melhor servidas fechando essas esquadras do que mantendo-as abertas", rematou.

Lusa | 17-03-2012

Comentários (3)


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Aproveitem o balanço e encerrem algumas PPP?
Já repararam que as PPP estão de fininho a desaparecer das notícias?
cgf , 18 Março 2012
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Bom Dia!

Confesso que não vejo como um regime de turnos total absorva mais de 10 elementos. Depois, o senhor não percebe nada do que seja policiamento, prevenção e repressão do crime, pelo que diz umas atoardas que fere os ouvidos de quem mais familiarizado com a questão.
Mas a questão é mais grave, pois prende-se com a aferição da necessidade de um serviço público pelos números. Náo há queixas? Fecham-se esquadras; Não há doentes ou não há doentes em determindadas horas do dia? Fecham-se hospitais ou encerram-se nessas horas; Não há processos? Fecham-se Tribunais; Não há passageiros? Encerram-se carreiras. Com a implosão demográfica e a desertificação do interior, por este pensar o melhor mesmo é retirar todos os serviços porque não se justifica que existam para casais dispersos e, assim, cada vez mais deserto fica o interior. Já agora, feche-se o interior.
Pena não se aplicar o princípio à AR. Há deputados que só fazem número, que não falam, não apresentam um projecto, uma ideia? É porque não fazem falta e por isso diminui-se o número de deputados. Isso é que era. O que se poupava!
E que dizer dos Mininistérios, dos Secretários de Estado, dos Adjuntos, dos Gabinetes de Apoio?
Com tanto para reduzir, é no que afecta o cidadão que se reduz, que tocar em suas excelências ninguém toca, porque estão plenamente convencidos da sua infalibilidade.
Só mais um comentário, para dizer que estes senhores que nos governam agora, não são melhores do que os anteriores e apresentam uma pobreza de espírito e um narcisimo que amedronta.
Respeitosamente

Orlando Teixeira , 19 Março 2012 | url
...
É um bom começo. A seguir podem continuar com tudo o que a PSP tem em paralelo com a GNR.
Valmoster , 19 Março 2012

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