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REVISTA DE 2012

Política em Portugal é uma «megacentral de negócios»

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O vice-presidente da Associação Transparência Internacional, Paulo Morais, disse ontem na Universidade do Minho que a «política em Portugal transformou-se numa megacentral de negócios».

Para o dirigente da associação cívica, que falava à margem das I Jornadas do Mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade, «são os atores que desenvolveram essa corrupção e os seus amigos e os seus sócios e os seus parceiros que estão hoje na atividade política», portanto, «não são eles que vão obviamente, combater a corrupção.

Na sua opinião, «nesse aspeto, estamos num beco sem saída, porque, com a política portuguesa transformada numa mega central de negócios, não são estes negociantes que vão acabar com o seu próprio ganha pão de grande volume». «Com esta gente não vamos a lado nenhum», sustentou. Aos jornalistas, Paulo Morais realçou que, sem um combate efetivo à corrupção, dificilmente o país irá desenvolver-se, uma vez que «há uma correlação muito forte entre o que é corrupção e o que é o desenvolvimento dos mais diversos países». Assim, sustentou, «em Portugal, ou se começa a combater a corrupção, ou não teremos desenvolvimento.»

Na sua opinião, a corrupção é a causa da crise em que está mergulhado Portugal. Segundo defendeu, a crise tem duas facetas que são, por um lado, a dívida pública e, por outro, a dívida privada. «A dívida pública foi o acumular de casos e casos de corrupção ao longo de 20 anos, que levaram depois a esta dívida que temos e a défices anuais. Portanto, foi a corrupção que nos trouxe até aqui. E, mesmo ao nível da dívida privada, cerca de 70 por cento, no início da crise, resultava de especulação imobiliária, ou seja, de corrupção», disse. Assim, atirou, «é combatendo a corrupção que temos de combater a crise». Aliás, Paulo Morais fez questão de sublinhar que em Portugal há mesmo corrupção, dando como exemplo o caso dos submarinos, que está provada pelos tribunais alemães.

Nesta iniciativa participou também José Mouraz Lopes, presidente da Associação Nacional de Juizes, que considerou que a criminalidade económico-financeira tem complexidades, especificidades, e é, sobretudo um tipo de criminalidade que tem de ser tratada de forma diferenciada.

Outra intervenção foi a José Campos Braz, ex-diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária, que apontou como principais ameaças a criminalidade violente peri-urbana, os tráficos, a criminalidade informática, os terrorismos e a criminalidade económica.

José Carlos Ferreira | Diário do Minho | 10-11-2012

Comentários (9)


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Concordo na íntegra com este texto e com esta visão do Dr. Paulo Morais. Portugal é um foco de corrupção, e em relação ao caso com os submarinos houve corrupção pura e só escondida por megas escritórios (pode-se constatar na despesa pública que continuam a levar mt dinheiro dos contribuintes). Senão lutarmos contra isto o País não se desenvolve de qualquer maneira...
Corrupção e criminalidade económica...a destruirem o País...
Teodoro , 13 Novembro 2012
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Ou o M.P. está muito mal organizado ou como diz o povo: - Quem tem c* tem medo.
E no M.P. há muitas g***s a mandar, elas que me desculpem, mas o momento é para quem testículos, é preciso muita testosterona.
Pois , 13 Novembro 2012
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concordo.
o problema é que com este m.p. é impossível prender o colarinho branco dos partidos, dos bancos e das construtoras.
rockenfeller/rotenschild/goldman.sachs(nomes originais alemaes hebreus) , 13 Novembro 2012
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Exacto Rockefeller, com este M.P que entra ao meio dia e sai às 15h e faz trabalhitos da treta, vamos continuar a ver tudo cá fora...nomeadamente os de colarinho branco, bancos e construtoras...
Carlos Inácio , 14 Novembro 2012
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os horários nada tem a ver com isso. visto de fora, sublinho, parece-me que mais problemático são as investigações, perdoe-se-me a expressão, "de rabo sentado". mas, aí, visto de fora, novamente o sublinho, quem parece ter responsabilidades é a hierarquia que se preocupa mais em responsabilizar o Magistrado pela prescrição que ocorreu sem cuidar que muitas vezes o processo esteve numa gaveta de alguém que não aqueleoutro.

elucidativa de uma prática de "terror" são os processos disciplinares que chovem sobre os Magistrados do M.º P.º dos quais uma pequena parte vai estando acessível nos sites que publicam e tornam públicas as decisões jurisidicionais dos casos em que existe recurso dessas decisões disciplinares. sem prejuízo do avisado critério que algumas decisões disciplinares revelam e, até, de alguma compreensão, existem outras decisões que desvelam uma supreendente violência. e o Direito Disciplinar (assim como, noutra vertente o das Contraordenações) não tratam de bagatelas penais ou para-penais.
ex-fp legalmente espoliado , 14 Novembro 2012
MP o quê?
Fui apenas uma vez
na vida acusado pelo MP. Deu-me uma daquelas inacreditáveis solturas intestinais!
!!!!!!!!!
Após alguns milhares de euros gastos ao Estado lá ficou toda a cretinice em águas de bacalhau!
INACREDITÁVEL!
Aquela senhora do MP deveria ter sido obrigada a pagar tudo do seu pocket!
A meritissima juiza mal disfarçava a sua incredulidadevperante tal acusação!~
Eventualmente ainda iremos encontrar tipos do MP dispostos a a acusar de bruxaria , magia negra e outras bacoradas do mesmo tipo !!!!
Baron Hubert Von Trak , 14 Novembro 2012
...
Todas estas iniciativas têm muita utilidade, pelo menos para reflectir friamente e abrir os olhos aos que não veem e obrigar a abrir aos que não querem ver. Mas o que importa realmente - e até agora tem sido curto, muito curto - é a luta sem quartel contra a criminalidade, desde a pequena e m+edia criminalidade (cada vez mais frequente e grave nas suas consequências) até à grande criminalidade (criminalidade organizada, terrorismo e crime económico), passando pela criminalidade violenta (cada vez mais violenta).

Meios de investigação mais eficazes, penas mais pesadas e perda de bens a favor do estado. No entanto, há muita gente que não o quer porque tem medo e quer continuar a fazer das suas funções públicas um ambiente para negociatas privadas. Vejam-se os exemplos que Paulo Morais tantas vezes tem dado de deputados que participam em decisões políticas em que as empresas para quem eles trabalham são interessadas direta ou indiretamente.
Zeka Bumba , 14 Novembro 2012
Balls
Quem fala assim não é gago!
Francisco do Torrão , 14 Novembro 2012
Apoio
Quando o próprio processo legislativo é conduzido por deputados manifestamente enfeudados a grandes grupos económicos e financeiros, cuja vergonha perderam logo no liceu e já nem se coíbem de participam nos grupos de trabalho especiais para estudar e aprovar as leis, dando sempre a entender que não há outros especialistas na matéria, temos de considerar que a corrupção, se não está legalizada faltará muito pouco. É aqui, no coração do regime, que está o cancro.

Sei que os políticos o ignoram, que os jornalistas idem - podiam fazer mais, como pegar nas informações fornecidas e investigar por si, mas isso não dá "caxas" bombásticas todos os dias, e o director financeiro anda sempre a telefonar p'rá direcção...

O Prof. Paulo Morais que não desanime. Os homens íntegros terão sempre muitos apoiantes.
Troika-tudo , 15 Novembro 2012

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