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REVISTA DE 2012

Cidade sueca paga a jovens desempregados para irem para Noruega

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Com o objectivo de lidar com uma taxa de desemprego de mais de 25 por cento, a cidade de Soderhamn, em conjunto com o Gabinete Nacional de Emprego da Suécia, está a pagar a jovens suecos desempregados para que estes procurem trabalho na Noruega vizinha, de acordo com o Daily Telegraph.

O programa "trabalho Journey" oferece orientação e paga para uma estadia de um mês numa Pousada da Juventude em Oslo. Até agora, cerca de 100 jovens suecos aceitaram a oferta do seu governo.

A economia sueca não tem tido um sucesso ao longo dos últimos meses, com o crescimento económico do país caindo em julho de estimativa de 1,4 por cento para 0,7 por cento em setembro. A economia da Suécia é principalmente baseada em exportações. A diminuição das exportações tem causado a perda do emprego, falando-se já de recessão.

A Noruega, por outro lado, foi recentemente classificada como a economia europeia com melhor desempenho.

Os Suecos não são os únicos que vão para a Noruega trabalhar. A taxa de desemprego noruguês é de 2,8 por cento e cerca de 25 mil postos de trabalho estavam disponíveis a partir de janeiro passado, de acordo com o Centro de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental Regional. O número de imigrantes gregos, espanhol e italiano para a Noruega está a crescer de forma constante, com a Noruega a ser descrita como "a terra prometida" para os desempregados europeus.

Outras nações tomaram medidas drásticas para empregar jovens trabalhadores. O governo da França, por exemplo, está a pagar às empresas para contratar jovens: o governo vai pagar 75 por cento do salário de qualquer novo empregado para o primeiro ano de trabalho, se o trabalhador tiver entre 16 e 25 anos de idade.

Huff Post Business | 01-11-2012

Comentários (2)


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José Pedro Faria (Jurista) - Mudar mentalidades
Como é sabido, existe na Suécia um forte intervencionismo estatal. Por comparação com a população ativa, este país tem o maior número de funcionários públicos da Europa – muito mais que Portugal, que é o país da Europa com menos trabalhadores públicos segundo esse critério, logo a seguir a Espanha e ao Luxemburgo.

Söderhamn é apenas uma pequena localidade com poucos habitantes (tem pouco mais de 10.000). Portanto, não está aqui representada uma política nacional da Suécia; contudo, também por aqui se percebe o espírito socialista sueco (falei de espírito socialista, não falei, obviamente, de algo sequer parecido com a prática política do PS nacional).

Ao contrário do Governo nacional que procura varrer as pessoas do país como se fossem lixo, a pequena cidade sueca oferece orientação na busca de emprego e paga a estadia de um mês num país vizinho.

É evidente que a Suécia tem atualmente problemas, sendo que o crescimento tem abrandado.

Todavia, maioritariamente, esses problemas têm origem na crise do sistema capitalista liberal europeu a que a Suécia tem tido alguma dificuldade em resistir porque é um país onde o setor das exportações assume uma importância fulcral (ao contrário de Portugal onde representam apenas 30% do PIB).

A Suécia tem, apesar de tudo, resistido da melhor forma possível à crise do capitalismo provocada pelo liberalismo internacional (a globalização, com a consequente desindustrialização por força da deslocalização da indústria europeia para países como a China e a Índia). A Suécia tem, designadamente, desvalorizado a sua moeda, mecanismo que por cá é proibido, pelo menos por exclusiva iniciativa nacional.

Enquanto os políticos europeus não perceberem (isto é uma ironia!) que o liberalismo internacional está a arrasar as economias europeias e a transferir o dinheiro europeu para países como a China, vai ser difícil resolver os problemas económicos. E pior: ficamos todos contentes quando a China, aproveitando o seu esmagador superavit, adquire empresas estratégicas chave por todo o Mundo e ainda agradecemos o seu... investimento! É o cúmulo!

Bom, na verdade, os governos europeus têm consciência que a desindustrialização está a destruir a economia europeia. O problema é que os interesses e os lobbies das multinacionais se têm imposto por todo o lado. E a esses interessa é a progressiva desregulamentação.

Uma revolução (esperemos que pacífica, apenas de mentalidade) precisa-se.
José Pedro Faria (Jurista) , 05 Novembro 2012
...
Cidade portuguesa paga a políticos empregados para irem para Noruega
Certo , 05 Novembro 2012 | url

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