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REVISTA DE 2012

Estatísticas de preso

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Rui Cardoso - Na boca dos permanentemente empenhados em descredibilizar o sistema judicial, está a ressurgir o argumento de que em Portugal, por culpa dos juizes, há excessivas condenações empenas de prisão e demasiados presos preventivos, por comparação com outros países da Europa ocidental. Falacioso e falso.

Argumento falacioso porque as medidas de coacção e as penas são determinadas de acordo com os critérios legais, a gravidade dos crimes praticados (recorde-se o grande aumento de criminalidade violenta após 2007) e a culpa dos seus autores, nunca para subir ou baixar estatísticas; só caso a caso é que é possível determinar se uma decisão foi correcta ou incorrecta, e isso cabe aos tribunais superiores. A mera menção a estatísticas é, pois, irrelevante.

Ainda assim, argumento falso: segundo os dados mais recentes do International Centre for Prison Studies, do King's College London, facilmente consultáveis on-line, a percentagem de presos preventivos (em relação ao número total de presos) existente em Portugal é das melhores da Europa ocidental e o ratio de presos/população está pouco acima da média..

Rui Cardoso, Presidente SMMP | Correio da Manhã | 24-12-2012

Comentários (2)


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crimogénese.
Neste país o maior crime de todos é a falta de respeito pelos Donos do crime!

Matar, roubar, violar, traficar, são coisa menores comparadas com chamar aldrabão, puha ou corrupto a um agente da autoridade ou até a um qualquer politico ou "poderoso"...
Bacalhau com todos , 25 Dezembro 2012
...
Ao Rui Cardoso so lhe falta gritar, aqui del Rei, que as verdades com fundamento estatistico apenas servem quando me servem.
As penas sao determinadas por homens a outros homens os erros sao apenas o resultado dessa realidade e no caso de Portugal penso serem estes erros mais frequentes pelo facto de a sua determinacao poder ser fortemente influenciada pela experiencia de vida do Juiz.
( imaginem so um juiz que recebeu qualquer tipo de maus tratos em crianca ter imparcialidade suficiente para julgar com justica), parece me patetico ate fazer que da experiencia de vida de alguem dependa a liberdade de outrem quando esta a ser julgado um caso sem prova material.
Santos , 25 Dezembro 2012 | url

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