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REVISTA DE 2012

A justiça que treme

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Manuel Catarino - A Justiça está longe de ganhar a guerra contra a corrupção. Faltam leis claras e adaptadas aos tempos em que vivemos. Mas, ainda que o País estivesse servido por uma eficaz artilharia legal, faltaria a coragem para a apontar ao coração do alvo.

A tendência da magistratura – juizes e procuradores – é, regra geral, para apontar ao lado. Não vá aleijar-se alguém...

As brigadas da Polícia Judiciária especializadas no combate aos crimes de 'colarinho branco' conhecem como ninguém este autêntico pântano que atola a investigação.

As dificuldades começam na fase de inquérito. Os procuradores do Ministério Público ora se ajeitam incomodados por se intrometerem em interesses milionários, ora lhes dá para serem tão cuidadosos que as investigações se arrastam sem chegar a lado nenhum.

Os tremeliques passam aos juizes de primeira instância. Quando os processos chegam à sala de audiência, os juizes mostram-se mais timoratos que nunca.

E se alguma condenação subir a recurso, os desembargadores encontram um erro processual que mandará o réu em paz. Nisto, como em tudo, há excepções.

Manuel Catarino | Correio da Manhã | 29-11-2012

Comentários (4)


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...
Enquanto não se combaterem os lobbies, o enriquecimento ilícitos, isto não vai para a frente.

Juizes e procuradores combatam a corrupção sem medo nem receito...a Lei está acima de interesses milionários.

Ajustes directos com sociedades de advogados com ligações ao poder é para terminar...

Concordam?
Francisco , 29 Novembro 2012
...
Não será só medo e falta de coragem de juízes e procuradores. As notícias também apontam para uma solidariedade maçónica que funciona muito activamente na justiça.
Maria do Ó , 29 Novembro 2012
iii
o discurso sobre a corrupção começa a rondar os tribunais; é bom separar-se o trigo do joio.
FORÇA POVO!!!
luis , 29 Novembro 2012 | url
...
A corrupção combate-se com leis claras e eficazes. Como as leis são feitas em escritórios de advogados interessados principalmente na defesa dos seus clientes (como lhes compete) e aprovadas por marionetes, o resultado continua a ser o mesmo. Neste quadro, dificilmente haverá quem nos valha.
Valmoster , 30 Novembro 2012

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