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REVISTA DE 2014

Declarações de Mário Soares são “uma vergonha para o país”

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O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou as afirmações de Soares, a propósito da prisão preventiva de José Sócrates, de "absolutamente lamentáveis" e "indignas".

A defesa acérrima de José Sócrates protagonizada por Mário Soares já motivou reações. O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou esta, quarta-feira, as declarações do antigo chefe de Estado português de "absolutamente lamentáveis" e de serem "uma vergonha para o país".

À agência Lusa, Rui Cardoso, presidente do SMMP, disse que "As declarações do Dr. Mário Soares são absolutamente lamentáveis, são indignas de um Presidente da República, são uma vergonha para o país de que foi o mais alto magistrado". Soares falou aos jornalistas à saída do Estabelecimento Prisional de Évora, no final da manhã, onde o ex-primeiro-ministro José Sócrates se encontra em prisão preventiva desde a madrugada de segunda-feira por indícios de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal, na sequência da operação Marquês.

Rui Cardoso recusou-se ainda a comentar quando questionado sobre se as palavras de Soares poderiam (ou não) ser entendidas no sentido de que teria sido montada uma "cabala" contra Sócrates e limitou-se a dizer que "[Soares] pode dizer as razões do que disse". Também Nuno Coelho, atual vice-presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), quando contactado pela Lusa, optou por não comentar o sucedido.

O fundador do Partido Socialista disse, depois de uma visita de mais de uma hora à prisão eborense, que "Todo o PS está contra esta bandalheira" e que a operação Marquês não é outra coisa que não "um caso político". Acrescentou que "toda a gente acredita na inocência do ex-primeiro-ministro".

"Isto é uma malandragem daqueles tipos que atuam mas que que não fizeram nada", disse ainda o ex-Presidente, referindo-se indiretamente à investigação. "Isto não tem nada a ver com os socialistas, tem a ver com os malandros que estão a combater um homem que foi um primeiro-ministro exemplar". "Isto é tudo uma infâmia. (...) Afinal o que é que ele fez?".

Apesar de a investigação ainda estar em curso, o ex-primeiro-ministro José Sócrates tornou-se no primeiro ex-chefe de governo da história da democracia portuguesa a ficar em prisão preventiva.

Ana Cristina Marques | Observador | 26-11-2014

Comentários (8)


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Um velho jacobino deitando fumo pelas ventas
E invocando o estatuto de jurista. Com o que disse prova que das duas uma: ou está taralhouco ou então veio ao de cima a sua veia de tirano, ou seja, de pessoa que coloca a sua vontade acima do direito, coisas que nunca deixou de fazer quando exerceu poder. Nesse aspecto não é único.
Porém, devia ter ficado em casa, mas é useiro e vezeiro a visitar ex primeiros ministros na prisão. O outro ex Primeiro Ministro que o Dr. Soares visitou acabou condenado.
Picaroto , 26 Novembro 2014 - 23:09:27 hr.
...
O DCIAP está hoje a ser vítima da sua ineficiência no passado, bem como dos tempos áureos de cunha rodrigues, em que quase ninguém do ps+psd foi incomodado.
Como a podridão está nos partidos, nada melhor do que atacar os juízes e o MP. É uma estratégia suicida, que só vai beneficiar, nos TEMPOS MODERNOS e MAIS JUSTOS em que vivemos, a Justiça e os jornalistas corajosos. E o dinheiro dos nossos impostos!!!
aiai , 26 Novembro 2014 - 23:40:56 hr.
uma proposta para a sra ministra e o smmp
Enriquecimento injustificado
1 - Quem por si ou por interposta pessoa, singular ou coletiva, (I) adquirir, possuir ou detiver património superior a 200 salários mínimos mensais, (II) sem declarar anualmente à administração tributária uma origem lícita e determinada, (III) que seja compatível com os seus rendimentos e bens legítimos, é punido com pena de prisão até 3 anos.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, entende-se por património todo o ativo patrimonial existente no país ou no estrangeiro, incluindo o património imobiliário, de quotas, ações ou partes sociais do capital de sociedades civis ou comerciais, de direitos sobre barcos, aeronaves ou veículos automóveis, carteiras de títulos, contas bancárias, aplicações financeiras equivalentes e direitos de crédito, bem como as despesas realizadas com a aquisição de bens ou serviços ou relativas a liberalidades efetuadas no país ou no estrangeiro.
3 - Para efeitos do disposto no n.º 1, entendem-se por rendimentos e bens legítimos todos os rendimentos brutos constantes das declarações apresentadas para efeitos fiscais, ou que delas devessem constar, bem como outros rendimentos e bens com origem lícita determinada.
4 – Se a conduta descrita for praticada (IV) no exercício de funções públicas, o agente é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos.

Enriquecimento injustificado de titular de cargo político ou de alto cargo público
1 – O titular de cargo político ou de alto cargo público que (I) durante o período do exercício de funções públicas ou nos cinco anos seguintes à cessação dessas funções, por si ou por interposta pessoa, singular ou coletiva, (II) adquirir, possuir ou detiver património superior a 200 salários mínimos mensais, (III) sem declarar anualmente à administração tributária uma origem lícita e determinada, que seja compatível com os seus rendimentos e bens legítimos, é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, entende-se por património todo o ativo patrimonial existente no país ou no estrangeiro, incluindo o património imobiliário, de quotas, ações ou partes sociais do capital de sociedades civis ou comerciais, de direitos sobre barcos, aeronaves ou veículos automóveis, carteiras de títulos, contas bancárias, aplicações financeiras equivalentes e direitos de crédito, bem como as despesas realizadas com a aquisição de bens ou serviços ou relativas a liberalidades efetuadas no país ou no estrangeiro.
3 - Para efeitos do disposto no n.º 1, entendem-se por rendimentos e bens legítimos todos os rendimentos brutos constantes das declarações apresentadas para efeitos fiscais, ou que delas devessem constar, bem como outros rendimentos e bens com origem lícita determinada, designadamente os constantes em declaração de património e rendimentos.
aiai , 27 Novembro 2014 - 00:14:53 hr.
...
Foi este Sr. Soares e amigos que no passado e presente tem causado a má imagem do País e levado à sua falência.
Dar importância e resposta a este Sr. é estéril e dar.valor ao que não existe.
cidadania , 27 Novembro 2014 - 09:12:45 hr.
...
Penso até que nem devia ser dada resposta a este Sr,é entrar numa discussão pirrica com quem pôs o País num estado lamentável.
Foram precisamente estes Srs, que construíram a má imagem do País e têm causado danos muito difíceis de recuperar,mas quando se começa pôr o estado de direito a funcionar e a moralizar as instituições em que os seus interesses são postos em causa,cuidado, não desistem,agarram-se até á ultima com argumentos demagógicos,irracionais e básicos.
cidadania , 27 Novembro 2014 - 10:34:13 hr.
Deixem o Emérito Mário em paz...
O Sr. Dr Mário Soares está Emérito!
Não adianta por isso mesmo ligar coisa nenhuma ao que ele diz.
E não estou a defender o homem. nunca gostei dele porque não gosto de "nins"!
Sempre foi um perfeito oportunista politico, inconfiável mesmo para os seus apoiantes.
Apesar disso nmn sequer tenho em conta as suas bacoquices que já nem sequer são novas!
Por favor, quem de direito proteja o homem porque ao permitir-lhe abrir a boca em público nada mais fazem que destruir a sua imagem ou aquela imagem que o PS quer ter dele!
Fica muito mal para as gerações futuras....
Kill Bill , 27 Novembro 2014 - 18:48:38 hr.
...
Os media é que são culpados. Pedem opinião a uma pessoa que nem condições mentais e físicas tem para tomar conta dos netinhos.
Cav , 27 Novembro 2014 - 19:25:52 hr.
...
Ninguem no seu perfeito juizo acredita no que Mario Soares disse acerca da justiça, e o que ele disse so veio demonstrar o que ele é verdadeiramente
opiniao , 19 Março 2015 - 02:35:09 hr. | url

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