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REVISTA DE 2014

PGR: o Citius crashou mesmo, não foi sabotado

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) não encontrou quaisquer indícios de crimes de sabotagem informática que pudessem ter originado o bloqueio do Citius, a plataforma informática dos tribunais. Não foi, por outro lado, apurada "prova suficiente quanto ao crime de coacção".

Em comunicado, a PGR informa que "proferiu hoje despacho de arquivamento no inquérito" que tinha sido aberto a 27 de Outubro, na sequência de uma informação remetida pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz. Essa informação apontava para a eventual responsabilização de dois funcionários que desempenhavam cargos intermédios de chefia no Instituto de Gestão Financeira e de Equipamentos da Justiça, organismo que gere o Citius.

Depois de inquirir testemunhas, reunir documentos e interrogar os dois funcionários, o procurador da República titular do inquérito, Pedro Verdelho, concluiu: "As diligências realizadas permitiram esclarecer as dúvidas que o documento remetido pelo Ministério da Justiça suscitou, afastando a suspeita de que tivesse ocorrido sabotagem informática na adaptação da plataforma Citius" à nova organização territorial dos tribunais.

Paula Azevedo | SOL | 10-11-2014

Comentários (9)


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Foi o mordomo
Se não foi o mordomo, deve de ter sido o porteiro, porque da ministras e boys não pode haver culpa.
Desculpa Portugal, por seres governado e representado por gente assim.
João Rainha , 10 Novembro 2014 - 22:31:53 hr. | url
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portanto, a ministra vai se demitir hoje ou amanhã.
aiai , 10 Novembro 2014 - 23:04:34 hr.
...
E agora, D.ª Paula?
Sun Tzu , 10 Novembro 2014 - 23:28:09 hr.
...
...com custas pela actividade processual inútil desenvolvida a cargo da Ministra da Justiça e das chefias não intermédias.
digo , 11 Novembro 2014 - 07:12:14 hr.
...
Fazer uma investigação desta complexidade técnica em 15 dias é de um verdadeiro campeão. Está, portanto, de parabéns o Dr. Pedro Verdelho.
Valmoster , 11 Novembro 2014 - 11:26:28 hr.
Tretas
Estamos na presença de dois inquéritos forjados, um criminal e outro disciplinar, que destruíram as vidas pessoais e profissionais de duas pessoas, com o único objetivo de desviar as atenções das verdadeiras causas e dos verdadeiros responsáveis. E o mais grave é que ninguém se importa com isso.
F13 , 11 Novembro 2014 - 11:38:29 hr.
Tava-se mêmo a ver... não tava-se!
A estória fede desde o início. Os jornais «compraram» a notícia produzida pelo IGFEJ e MJ e engoliram o anzol de uma mistificação grosseira e despudorada pelo facto de envolver pessoas (verdadeiramente) inocentes. A Mnistra sabia-o desde o início. Não podia deixar de saber, pois houve uma «rigorosa averiguação interna». Joga-se com a relevância mediática dos temas, sem olhar a meios (atropelando pessoas) e sem assumir responsabilidades (quem se demite? «Ninguém...»).
Infelizmente isto não sucede só em Portugal. É assim que são os políticos na atualidade, em todo o lado. É preciso regenerar a democracia varrendo esta gente sem ética para fora da governança.
João Sereno , 11 Novembro 2014 - 11:53:41 hr.
...
E perante mais esta manobra de diversão, o Citius continua sem funcionar em pleno, ou seja, antes funcionava bem e agora funciona cheio de dificuldades.
Senhora Ministra, Senhor IGFEJ o que vão fazer a seguir?
Citiado , 11 Novembro 2014 - 12:16:04 hr.
...
O relatório de "brincar" a que alguém deu um caminho sério
http://all4ten.wordpress.com/2014/11/11/citius-o-relatorio-de-brincar-a-que-alguem-deu-um-caminho-serio/
all4ten , 11 Novembro 2014 - 20:44:50 hr.

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