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REVISTA DE 2014

Médicos vão recuperar cortes nas horas extras

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A partir de 1 de janeiro, os médicos vão recuperar os 20% tirados ao pagamento do trabalho extraordinário.

O Ministério da Saúde decidiu repor os valores pagos aos médicos pelo trabalho assegurado fora do horário normal. A decisão implica o pagamento já a partir do primeiro dia de 2015 de "20% do valor atualmente reduzido na remuneração líquida", explicaram ao Expresso os responsáveis da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

A medida é mais uma das estratégias que o ministro Paulo Macedo tem criado para tentar dotar as unidades de saúde, em particular as urgências hospitalares, dos profissionais necessários. Aos 50 anos, os clínicos podem deixar de fazer bancos durante a noite e aos 55 anos têm mesmo direito a deixar trabalhar no atendimento aos casos urgentes.

Segundo a ACSS, "esta faculdade, associada à faixa etária média dos médicos, implica que um número significativo - mais de 50% no momento atual - possa deixar de realizar trabalho naquelas situações, o que tem forte impacto nos serviços de saúde".

Atualmente, o trabalho extraordinário dos médicos não pode ultrapassar as 200 horas anuais. No entanto, "no caso do pessoal do setor da saúde, e reconhecendo a respetiva especificidade, foi sentida a necessidade de alargar aquele limite máximo, sempre que esteja em causa o funcionamento dos serviços de urgência".

Vera Lúcio Arreigoso | Expresso | 30-12-2014

Comentários (3)


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Nada contra. Só lamento que as estruturas dos magistrados não tenham tido a clarividência para que o roubo de mais de 20% que está a ser feito desde 2011 nos seus salários e subsídio, que é, na prática, o da exclusividade total e onde não há limite máximo de horas de trabalho não tenha tido qualquer retrocesso. Se esta fosse uma profissão que permitisse emigração, já há muito tinha saído desta miséria de país que só privilegia os desqualificados, os mentirosos e vigaristas, os que continuam à sombra do RSI porque trabalhar custa e confisca continuamente a quem muito arduamente estudou (e os seus pais muito pagaram), dedicou e entregou.
Neste artigo do Público (http://www.publico.pt/sociedad...no-1680531) mostra que apesar de tudo os médicos (felizmente) conseguem resolver a sua vida. Já os magistrados não o podem fazer. Diz uma das médicas que emigrou: " O que assisti foi a uma tentativa de expulsão dos funcionários públicos com mais formação, mais especialização e mais prática" (...) reforça que atrás dos pais vai uma segunda geração de “filhos qualificados”..
Onde está a blindagem do estatuto dos magistrados que há mais de 12 anos só têm perdido poder de compra e que com estes cortes ficaram com vencimentos de há 10 anos atrás, mas com os impostos máximos? Acham porventura que há alguma motivação para ter uma dedicação sacrificial como os antigos faziam, sobretudo quando a expectativa de promoção à Relação é quase uma miragem, mesmo para quem tem classificação máxima e mais de 15 anos de serviço? Para que interessa sacrificar-se a si e à sua família quando depois o retorno é a ingratidão e o enxovalho público?
S.I.T. , 31 Dezembro 2014 - 12:23:12 hr.
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Mais um sucesso das estruturas representativas das magistraturas: estes profissionais nunca sofreram qualquer corte na remuneração das horas extraordinárias...
...ah, é verdade, não houve redução porque nunca houve qualquer pagamento (pelas horas extraordinárias).
Yippie-Kai-Yay, juízes e MPs!
Disse , 31 Dezembro 2014 - 17:45:22 hr.
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Nada contra, claro. nem nada contra tenho a ASJP, pois que nada tenho a haver com essa tropa fandanga.
espoliado , 31 Dezembro 2014 - 18:41:43 hr.

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