Os corruptos costumam ser muito competentes

O facto de os "corruptos" serem, por norma, "muito competentes" leva o secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção, José Tavares, a alertar para a necessidade de os organismos públicos adotarem um Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas.

O secretário-geral do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), José Tavares, fez uma visita pedagógica à Câmara Municipal de Santarém para evidenciar a necessidade de todos os organismos adotarem o Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas, traçado em 2009 pela instituição que lidera.

"É difícil investigar a corrupção. Normalmente, os corruptos costumam ser muito competentes e por isso temos de reforçar, por todos os meios, a prevenção deste crime", justifica o também juiz-conselheiro do Tribunal de Contas.

O facto de serem raras as condenações pelo crime de corrupção e outros crimes associados, como peculato, prevaricação e tráfico de influências leva José Tavares a frisar que o plano "não pode ficar emoldurado", porque "se for assim não vale a pena".

O pedido para traçar um plano de combate à corrupção e enviá-lo ao CPC ainda não foi acatado por 17 autarquias nem pelos tribunais da Relação e de 1ª instância.

Notícias ao Minuto | 28-11-2014