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REVISTA DE 2014

Portugueses têm poucos estudos para o cargo que ocupam

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Mais de metade da população portuguesa é pouco qualificada para o cargo que ocupa. A estes somam-se mais 4% com qualificações a mais para o seu cargo. Segundo o Diário de Notícias, dos 4,5 milhões de portugueses no ativo, 2,5 milhões está desajustado no mercado de trabalho.

Portugal encontra-se na cauda da Europa no que toca à qualificação da sua população ativa. De acordo com a edição deste domingo do Diário de Notícias, metade dos portugueses tem qualificações demasiado baixas para a função que desempenha (52,3%) e 4% é qualificado demais para o cargo que ocupa (4%).

Feitas as contas são mais de 56% os contribuintes que não estão ajustados no mercado de trabalho. As conclusões são do estudo 'Desajuste de competências na Europa', feito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que analisou 24 Estados.

"Este cenário é fomentado por um sistema de ensino que não tem conseguido orientar os alunos para as necessidades de um mercado de trabalho em constante mutação, mais competitivo, que assenta noutras bases de oferta e procura", explicou ao Diário de Notícias Nancy Almeida, da consultora de recursos humanos Hays.

Num país com 4,5 milhões de pessoas empregadas, verifica-se que 52,6% têm apenas o ensino básico, 23,7% completou o secundário e só 23,5% fez uma licenciatura.

"A subqualificação da população ativa portuguesa é o principal problema do país. (...) Na Europa, o abandono escolar precoce situa-se abaixo de 20%. Em Portugal anda próximo de 40%", acrescentou o antigo presidente do IEFP Francisco Madelino.

Notícias ao Minuto | 02-11-2014

Comentários (8)


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Mas quem são eles?
Os professores? Os médicos? Os policias? Os contínuos? os porteiros?
Ou os advogados e os juízes?
Ou ainda os empresários ,os trolhas, os mecânicos, os cabeleireiros, os pintores de paredes, etc.?
Onde podemos consultar o estudo?
Não é pretender ser salazarento, mas não vejo a necessidade em termos de ensino geral (básico ,preparatório ,secundário e universitário)que um trolha ou um porteiro, um carteiro ou um apanhador de fruta, um cantoneiro de limpeza ou a mulher a dias, necessitem mais que o ensino básico. Quanto á formação e capacidade profissional a história será outra, mas não a vejo referida no texto.
Baron Hubert Von Trak , 03 Novembro 2014 - 10:44:42 hr.
...
E tanta formação para quê ?
Para ganhar uma miséria ?
Para ir para o desemprego ?
São tantas as perguntas e nenhumas as respostas.
Ai Ai , 03 Novembro 2014 - 12:08:00 hr.
...
Mais de metade da população portuguesa é pouco qualificada para o cargo que ocupa. É verdade. E só não se apercebe quem consegue estar num aparelho durante anos sem sair do cubicúlo. Na minha experiência de vida, apercebi-me que às altas esferas da sociedade não interessa confrontar-se com alguém que está ao seu nível, daí o promover, quem não devia, mas é mais fácil de dominar o/a candidata. E isto de concursos é o que se está a ver, encontrando as mais variadas hipóteses de formação - desde aquele que andou 17 anos a estudar ou a enganar os livros ao outro que andou 12/9 ou menos, para atingir o ambicionado canudo e só por isso. No local de trabalho, apenas desenvolve uma atividade profissional a de equivalente a assistente técnico menos qualificado, porque se for colocado na carreira de topo limitar-se-á a contratar empresas para a execução do trabalho.
Para terminar, fica esta frase que me vai acompanhar para o resto da vida - a frase da ignorância de um licenciado em psicologia sobre a teoria da eletricidade, dizendo: a psicologia é como o fio de eletricidade, cortando-se o plástico ao fio, a eletricidade não passa. E esta hein. É que não vale apena andar, 9 anos no EB, mais 3 no SEC e ter média para entrar no superior com mais 4 ou 5 anos. Entra-se diretamente, paga-se a propina e aguarda-se pelo canudo. Já agora e como dizia uma ilustre deputada, que antigamente os pobre iam para o ensino técnico e os ricos para o Liceal, daí o ter lutado por um ensino de qualidade. Será este pelo qual lutou? Pobre Dr. Medina Carreira que para ser agente técnico teve que andar 15 anos na escola e se quisesse ser Eng. teria que andar mais 5.
Forade jogo , 03 Novembro 2014 - 14:41:13 hr.
...
Eu vi logo que era um artigo sobre Pedro Passos Coelho e companhia.
digo , 03 Novembro 2014 - 14:44:35 hr.
...
Acredito piamente no estudo. Basta ver o tipo de licenciados que temos e o que aprendem nas universisades. Nos politecnicos nem é bom falar.
Valmoster , 03 Novembro 2014 - 17:12:01 hr.
...
Ponto prévio: O saber não ocupa lugar.
Seria desejável que todos tivessem a possibiliade de obter o maior nível de conhecimentos, mas quais as implicações sociais e profissionais?
Lembram-se da velha foto do barco e seus remadores? Se todos têm licenciatura igual, será que aceitam pacificamente funções diferentes? E como aceitam um seu igual como chefe?
O problema das habilitações e da gestão de recursos humanos é maior do que se pensa, e não se limita a quem tem mais e melhores habilitações. Quantas vezes não ouvi dois Advogados serem atendidos e um dizer ao outro: Oh! colega, respondendo o outro Colega? Licenciou-se porque faculdade?
E isto diz muito da ambição, do querer e achar que cada um é melhor do que o outro. A maioria encara a Licenciatura como um fim, um objectivo atingido, não como ponto de partida profissional.
Já vi muitos licenciados determinarem procedimentos que teoricamente são muito válidos, mas cuja aplicação no terreno é um tremendo erro, e quando é proposto outro procedimento logo surge: o Sacristão a querer ensinar a Missa ao Padre.
Independentemente das habilitações de cada um, falta humildade a muitos para estar disponível e ouvir o outro, mas também falta a quem começa pelo topo, aprender como se constrói o edifício que é o seu novo trabalho profissional. Muitos começam pelo topo e desconhecem toda a estrutura do edifício, pelo que o erro é comum.
Claro que um enfermeiro não executa as missões de um Médico, como um Advogado não executa as de um Magistrado, Como um Engenheiro Técnico não executa as de um Engenheiro Civil, mas funções há que podem ser executadas por um leque maior de pessoas, independentemente das habilitações, pois são tarefas de menor complexidade. E aqui, tenho para mim que é desajustado falar em qualificações, mas sim falar em habilitações. Ter habilitações é algo facilmente comprovado, já ter qualificações é algo que só a execução pode comprovar. E há tanto com habilitações para os quais faltam qualificações...
Orlando Teixeira , 04 Novembro 2014 - 07:35:53 hr. | url
No exercício da soberania, nenhum!
Quando da votação do Regulamento da Região Autónoma dos Açores o líder parlamentar do PSD, Dr. Rangel e o líder parlamentar do PCP Dr. Filipe disseram que o mesmo violava a CRP mas que iam votar a favor porque era globalmente positivo. Disseram-no em Português e o Presidente da República que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição não percebeu patavina.
Querem maior incompetência!
Picaroto , 04 Novembro 2014 - 13:58:33 hr.
Afinal...
Pelos vistos a Merkel partilha a minha opinião...
Duvido da utilidade de licenciados nas caixas de supermercados e de pessoas doutoradas em Finanças como oficiais de terceira em secretarias das escolas!!!!
Se um soldador de pipelines pode ganhar (e ganha) milhares de euros por mês, não vejo a vantagem de termos pastores licenciados e barbeiros com um doutoramento!
No entanto acho fundamental que um mecânico tenha formação profissional, mas a verdade é que qualquer um debilóide armado em mecânico pode mexer nos travões e nos sistemas de segurança do meu automóvel sem ninguém neste país lhe exigir um diploma de formação profissional!
Baron Hubert Von Trak , 04 Novembro 2014 - 19:29:14 hr.

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