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REVISTA DE 2013

Dívida aumenta pelo quinto semestre consecutivo e supera os 130%

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No primeiro semestre de 2013, a dívida pública portuguesa ultrapassou os 130% do PIB. Governo diz estar "em linha com o previsto".

A dívida pública portuguesa continua a aumentar. Em contraste com alguns sinais positivos que vêm da economia, a dívida pública superou os 130% do produto interno bruto (PIB) no primeiro semestre deste ano. Os dados divulgados ontem pelo Banco de Portugal apontam também para uma diminuição de cerca de 2 mil milhões de euros do défice da balança corrente, face ao período homólogo de 2012.

De acordo com o boletim estatístico do banco central, o total da dívida das administrações públicas atingiu os 214 mil milhões de euros, equivalente a 131,4% do PIB do país. Esta tendência de aumento foi transversal a todos os segmentos que são contabilizados. Entre as empresas públicas verificou-se um aumento do PIB de 28,8% para 29,5% entre o primeiro e o segundo trimestre do ano. A dívida de um país, segundo as regras de Maastricht, não deveria ultrapassar os 60% do PIB. Ora no caso de Portugal o rácio da dívida já vai no dobro e ultrapassa mesmo o tecto definido pela troika para 2013, que é de 122,9%. No entanto, o Ministério das Finanças sublinha que esta evolução é pontual.

Numa nota enviada ao jornal i, fonte oficial do Ministério das Finanças assinalou que os dados lançados pelo Banco de Portugal estão "em linha com o previsto".

Subida temporária A nota explica que o valor de 131,4% da dívida pública é uma consequência do aumento do saldo de disponibilidades de Tesouraria de cerca de 3 pontos percentuais no primeiro semestre deste ano. Este saldo será em grande medida revertido com a amortização de uma emissão obrigacionista em Setembro. O montante a reembolsar aos investidores é de 5,746 mil milhões de euros.

Trata-se de um "factor específico a ter em consideração" que, segundo o governo, "terá um efeito apenas temporário na evolução da dívida". A nota refere ainda que o indicador da dívida portuguesa excluindo depósitos da administração central se fixou em 118,4% do PIB, ficando assim dentro dos limites acordados com a troika para o ano de 2013.

Para os próximos anos, as Finanças consideram que, caso se mantenham certos pressupostos de evolução, tudo ficará em "linha com o previsto".

saldo positivo na economia As notícias são mais positivas no que toca ao saldo externo da economia portuguesa. O défice da balança corrente caiu para 142 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, menos 2806 milhões de euros que no período homólogo de 2012.

A compensar o défice da balança corrente está a balança de capital, que, no primeiro semestre do ano, registou um excedente de 1780 milhões de euros. É uma melhoria face ao mesmo período do ano passado, que, segundo o Banco de Portugal, deixa o saldo externo da economia portuguesa em 3,6% do PIB.

Apesar de os valores do défice externo português apresentarem uma melhoria significativa face a 2012, a verdade é que estão piores quando comparados com os primeiros meses deste ano, em que houve um excedente do défice corrente de 69 milhões de euros.

Duarte Garrido | ionline | 23-08-2013

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