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REVISTA DE 2012

Miguel Relvas acusado de ameaçar jornalista

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Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares é acusado pelo Conselho de Redação do jornal "Público" de ter ameaçado a jornalista Maria José Oliveira, de quem "divulgaria, na Internet, dados da vida privada", caso uma notícia fosse publicada.

O Conselho de Redação do "Público" acusa o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, de ter ameaçado o jornal - e a jornalista Maria José Oliveira - a não publicar uma notícia sobre o caso das "secretas".

Depois da audição de Relvas na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, na terça-feira, Maria José Oliveira questionou o ministro sobre uma série de "incongruências" sobre o seu depoimento.

O número 2 do Governo terá contatado a editora de política do "Público" telefonicamente e, de acordo com o comunicado do Conselho de Redação, "terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um black out de todos os ministros em relação ao 'Público' e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista."

Conselho de Redação acusa direção de ter falhado

A direção do jornal foi informada da situação, mas, até à data, não tomou qualquer posição - e não publicou a notícia em questão. A editora de política diz que a decisão da não publicação já teria sido tomada antes das alegadas ameaças de Miguel Relvas. A diretora Bárbara Reis, citada pelo comunicado, esclarece que o assunto tem de ser tratado com calma e não "a quente".

O Conselho de Redação acusa a direção do jornal de ter falhado "ao não repudiar imediata e publicamente a inaceitável atitude de pressão daquele que é considerado o número 2 do Governo da República. O 'Público' não pode nunca aceitar, calado, tal tipo de pressões e é lamentável que o tenha feito."

Os elementos do Conselho de Redação - Bruno Prata, Clara Viana, João D'Espiney, João Ramos de Almeida, Luís Francisco, Luís Miguel Queirós, Ricardo Garcia e Rita Siza - dizem que irão "estudar o caso com o advogado do jornal e com o Sindicato dos Jornalistas para definir acções futuras junto das entidades competentes."

Mariana Cabral | Expresso | 18-05-2012

Comentários (4)


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bárbara badalhoquice!...
«Miguel Relvas "terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um black out de todos os ministros em relação ao 'Público' e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista." (...)»

Lamentável que um jornal de referência, como o Público, se tenha deixado intimidar e, por esta via, tenha alinhado em mais uma machadada aos mais elementares princípios do Estado de Direito [já para não falar no código deontológico do jornalista...]
Giulia , 20 Maio 2012
que maravilha!
estes partidocratas!! Mas alguém votou neste negrume? acabe-se com este sistema eleitoral! O povo deve escolher o governo! Ministros e o resto, tudo escrutinado!
ora pois! , 20 Maio 2012
...
A pergunta que tem de ser colocada é porque é que as alegadas pressões e ameaças, aparentemente de terça-feira, demoraram vários dias a ser notícia? Não era suficientemente grave para vir logo no dia seguinte? A base das acusações era tão duvidosa que foram necessários vários dias para apurar o que se passou? Ou a notícia, verdadeira ou falsa, só mereceu importância na véspera de virem a lume acusações graves contra um Secretário Regional do PS que teria agido no sentido de forçar a RTP Açores a não divulgar imagens do temporal e teria tentado impor a sua presença num programa?

Todas estas questões, se não vierem a ser esclarecidas pelo Público, permitem muitas dúvidas sobre a veracidade da notícia, sobre os critérios jornalísticos do periódico e sobre a verdadeira finalidade de toda esta história. E o Público não pode comportar-se como outros jornais.
Mário Rama da Silva , 20 Maio 2012
...
Só havia censura antes do 25 de abril????? Claro que3 havia censura e ainda bem que acabou, mas:

E isto, o que é? Liberdade de expressão e Democracia?

Zeka Bumba , 21 Maio 2012

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