Na recepção de cumprimentos de Ano Novo, dos Presidentes do STJ, TC, TContas e do PGR, Cavaco Silva terá manifestado também a sua preocupação com as crispações na Justiça, como são os confrontos entre a ministra da Justiça e o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), e as movimentações dos juizes contra a aprovação do Orçamento do Estado.
Oficialmente tratou-se de cumprimentos de Ano Novo, mas foi a primeira vez que os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, Tribunal Constitucional e Tribunal de Contas, além do procurador-geral da República, se deslocaram à Presidência da República para saudar o Chefe do Estado no início de um novo ano. As audiências de ontem duraram 15 minutos cada. Mas, além dos cumprimentos, Cavaco Silva terá manifestado também a sua preocupação com as crispações na Justiça, como são os confrontos entre a ministra da Justiça e o bastonário da Ordem dos Advogados (OA), e as movimentações dos juizes contra a aprovação do Orçamento do Estado.
Segundo a tradição, os cumprimentos de Ano Novo ao Presidente, por parte dos responsáveis judiciários, são apresentados na cerimónia da abertura do ano judicial, geralmente em janeiro. Este ano, para surpresa de todos, Cavaco Silva recebeu na segunda-feira o presidente do Supremo Tribunal Administrativo e ontem os presidentes dos restantes tribunais superiores. Ao que o DN apurou, não foram convocados nem a ministra da Justiça nem o bastonário da OA
A abertura do ano judicial está agendada para dia 31 e quer Paula Teixeira da Cruz quer António Marinho e Pinto vão estar presentes, sabendo-se das tensões entre ambos. Segundo as fontes do DN, este é um assunto que preocupa Cavaco Silva e as audiências terão servido para lançar um apelo para que se evitem as crispações entre os operadores judiciários. Aliás, no discurso de 2011 o Presidente avisou: “O diagnóstico global sobre o estado e os problemas da Justiça está feito, a terapêutica já foi apontada mas nenhuma reforma de fundo pode avançar se se mantiver o clima de crispação entre poder político e agentes judiciários.” Este ano, o clima está ainda mais encrespado com os juizes a oporem-se à aprovação do Orçamento Geral do Estado.
Licínio Lima | Diário de Notícias | 18-01-2012
Comentários (10)
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De quem se dizia não ser um político...
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E não vejo qualquer razão para preocupação. Se tudo é constitucional, como dizem que é, não vejo então qualquer razão para recear a apreciação dessa cosntitucionalidade pelo orgão próprio.
Outra palavra desgastada
Lendo a notícia não vejo onde está a crispação. Não sei o que são "movimentações dos juízes contra o orçamento". Se estamos a falar de recorrer aos meios jurisdicionais para fazer valer o que se julga ser um direito violado, então o código de processo civil e o de processo penal são um arsenal nuclear de crispações.
Se estamos a falar das declarações públicas de um individuo com uma óbvia desordem de personalidade, objectivamente mal educado e quezilento, que é suposto comparecer à cerimónia, tudo se resolverá colocando o mesmo dentro de uma pequena jaula, para garantir a segurança dos demais presentes, que será tapada com um pano opaco que será levantado apenas na altura da sua intervenção.
Onde está a crispação ?
Onde ?
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Quanto à peixeirada entre a MJ e o jornaleiro, todos sabemos quem é quem na dita contenda, sendo que a esmerada educação e civismo do jornaleiro é por demais conhecida de quem tenha olhos na cara E QUEIRA VER.
Quanto às movimentações de juízes, o Sr devia pensar que iam "comer e calar" as alarvidades que os meninos do partido dele lhes têm feito, como se nós tivéssemos de ser solidários com essa cambada. Ademais, ainda não me apercebi de o sr presidente ter aberto mão da acumulação de reformas de que usufrui, ou o "interesse nacional" não contempla a eliminação de mordomias dos políticos???
De facto, este sr prima pela insuportabilidade... (os 10 anos em que nos vimos livres dele na política foram anos tão felizes...)
Música Clássica ...
Ah! E já agora, talvez o Silva das vaquinhas que nas horas vagas veste a pele do Sr. Silva Presidente, se lembrasse que cumprir o seu juramento de fidelidade á Constituição da República Portuguesa, também faria bem á crispação!
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