Numa leitura de medidas como o corte dos subsídios de férias e de Natal, o novo presidente da Associação Sindical de Juízes diz que "a suspensão de direitos adquiridos é inconstitucional". Mouraz Lopes desafia o Tribunal Constitucional a fazer valer a lei fundamental.
Bom dia Portugal - RTP | 14-04-2012
Comentários (22)
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O problema é no entanto anatómico. No que concerne aos Srs. Magistrados do TC, a completa ausência de espinha dorsal é uma patologia ainda sem tratamento à vista.
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Não sendo parte interessa no assunto, considero que essa coisa dos "direitos adquiridos", é uma das petites differences que nos distinguem das ditaduras.
Por isso, vive la difference.
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Claro, direito a ter um trabalho!
A sua opinião é infelizmente igual à de tantos portugueses a quem a injustiça feita aos outros constitui fonte satisfação, um pouco como aquele que se regosija com o furto dos automóveis porque não tem um. São pessoas assim que encorajam os abutres que dominam Portugal. Se é magistrado estamos mal servidos. Se ao menos fosse o único...
Tambem perdi o 13.º e o 14.º ordenados, mas..
São tembem direitos adquiridos as turmas com menos alunos? e o rendimento minimo?
O que distingue uns direitos adquiridos de outros?
Não é o direito à justiça um direito mais que adquirido? então? e quem mo garante? porque nao funciona? e mais ja é um direito adquirido ha tantos anos...
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Não queira ser ingénuo!
Se não há dinheiro para pagar, HÁ formas absolutamente legitimas e constitucionais para o ESTADO justificar a sua insolvência! Declaração de estado de Emergência, necessidade etc.
Ora o que se verifica é que esses mecanismos são transitórios. Isso significa que logo que o Estado readquira condições económicas favoráveis , todos esses direitos DEVERÃO SER REPOSTOS!
No entanto, o que se pretende é a ABOLIÇÃO IMEDIATA E PERMANENTE desses direitos!
Só não entende quem não quer.... não acha?
A Barracuda
Barracuda faz-me recordar a célebre "frame" do texto de Goscini onde alguém pergunta :
- Porque se manifestam os escravos?:
- Manifestam-se pelo direito ao trabalho!
Ah! o direito ao trabalho?
- pois! é o único direito que têm!
Pelos vistos, há por estas terras quem pense que o direito ao trabalho nada tem a ver com o direito ao salário....
Como os trastes que acham que há muitas matas para limpar... mesmo que não haja ninguém para pagar quem limpe!
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A conclusão a que cheguei há muito tempo é a de que vivemos num País boçal porque povoado de boçais. As excepções sentirão vómitos a cada instante. É o que me provoca um dos comentarios onde se afirma que quem não pode pagar o que contratou, seja porque razão, não tem credores válidos. Já agora que seja entendido pelo nosso PM e que diga de uma vez por todas que não pagamos aos nossos credores porque os créditos se extinguiram por não os podermos pagar, já que é essa a realidade. Andamos a pedis a uns para ir pagando a outros.
A nossa crise é muito mais humana que financeira e ou económica e isso é assustador.
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E mais inacreditável é o Governo olhar muito satisfeito para o povo amestrado que consegue ter.
Povo que em 99 % dos casos nada contribuiu para o estado do país.
É esta a minha maior revolta, não ver reacções dignas de nota.
Venderam-nos a ideia que temos de suportar estas medidas, por resultado de governações ruinosas.
Estou revoltado, pois não devo nada a ninguém e todos os meses tiram-me 30 % da minha remuneração, depois de muitos sacrifícios pessoais.
Estou farto, farto de não ver reacções! Até um dia...
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Conversa fiada.
Fiado só para alguns?
Se calhar nessa altura a dicotomia público/privado deixasse de fazer sentido e todos aqueles que no privado auferem rendimentos de 4.000/5.000 euros e muito mais também se oferecessem para contribuir com 30 % para a salvação nacional, pois até agora nada.
É esse o problema ou ainda não percebeu. E quando o Estado falir é para todos, talvez aí se dê valor àqueles que prestam funções públicas e se perceba que o salário pago é o produto do trabalho e não um favor.
É que até agora são sempre os mesmos, já ninguém aguenta...
Conversa fiada
Atenção que quando o Estado falir não é para todos mas sim só para os que dependem do Estado. Uma qualquer empresa privada que não forneça bens e serviços ao Estado pode sofrer algo mas não fica afectada em nada de relevante.
No que concerne à dicotomia entre privados e publicos eu entendo que quem trabalha no sector privado está bem pior que quem trabalha no sector público. Basta ler as leis laborais aplicadas ao sector publico e o Código do Trabalho aplicado ás empresas privadas.
Já no que diz respeito aos mais abastados poderem e deverem contribuir estou de acordo mas teria de haver uma alteração legislativa nesta matéria.
Conversa fiada.
Prefere uma ditadura politica ou uma ditadura económica?
É que eu, aqui em Portugal, vivo há uns anos numa ditadura económica e prefiro viver nela do que numa ditadura politica, sendo certo que reconheço que em certas situações a ditadura do capital é pior que a ditadura politica.
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Pois se o Estado falir, os professores, os médicos, os polícias, os juízes, os conservadores, os administrativos não são obrigados a trabalhar à borla. Portanto, os privados não poderão deixar os seus filhos na escola e ir trabalhar, os privados não podem recorrer ou pedir auxilio à polícia, os privados deixam de poder ter bilhetes de identidade, passaportes e assim não podem viajar, os privados deixam de ter os seus problemas resolvidos nos tribunais, deixam de poder ter assistência pública na doença, salvo se pagarem, os pensionistas e desempregados deixariam de ter o processamento das suas pensões e subsídios. Ou seja, os privados deixam pura e simplesmente de poder continuar com a sua vida.
Quando se diz que os agentes do Estado não são produtivos, isso é a maior das falsidades. Os serviços públicos que diariamente prestam inúmeros serviços ao cidadão têm uma produtividade e uma prestação de uma relevância insubstituível, sem a qual os privados não podem subsistir. É que se uma empresa vai à falência, os empregados não continuam a trabalhar lá. Do mesmo modo, se o Estado deixar de pagar ninguém do Estado é obrigado a trabalhar, certo? É tempo de o povo começar a dar maior valor à mais valia do sector público. Aliás, bastava agora TODO o sector público entrar em greve de zelo que o país (sim, também o privado), colapsava por completo.
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estatística enganadora...
Há por onde os pagar!...
A questão está na forma como se faz a distribuição de riqueza!...
[de forma absolutamente ilícita e criminosa!...]
Estamos a ser literalmente espoliados e roubados por uns quantos tubarões e não há quem lhes pegue!...
A conjuntura macroeconómica - tb, em parte, reflexo da roubalheira que se tornou moda em toda a parte - é apenas uma pequena parte do problema!...
Houvesse coragem e meios efectivos para o apuramento de responsabilidades... e a nossa condição seria outra...
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