O presidente do Tribunal de Contas diz, em entrevista, que a austeridade "exige resultados em termos de crescimento e emprego".
O presidente do Tribunal de Contas (TC), Guilherme d'Oliveira Martins, defende que é importante haver "estabilidade governativa", mas recusou pronunciar-se sobre a Taxa Social Única (TSU), afirmando apenas que acredita que "o bom senso prevalecerá". Mas adverte que a austeridade exige resultados no crescimento e emprego.
São muitas as vozes que criticam as novas medidas de austeridade. Há espaço para mais austeridade?
As medidas fiscais têm um limite natural que são as capacidades contributivas. Não se pode exigir aos contribuintes mais do que podem.
Considera que os portugueses estão preparados para medidas de austeridade desde que justas e que se perceba o sentido?
A austeridade não é um fim em si. É um instrumento que exige resultados em termos de crescimento, emprego e desenvolvimento.
Como avalia o adiamento por um ano do prazo para cumprimento do défice, para 2,5% em 2014?
É algo de natural considerando a evolução recente da situação europeia.
A economia faz-se para as pessoas e não o contrário. Esta máxima não impõe a necessidade de o rigor financeiro e orçamental serem sinónimos de mais justiça, mais emprego e mais desenvolvimento? Estes objectivos são atingidos com as novas medidas de austeridade, nomeadamente o aumento da TSU para os trabalhadores e redução das contribuições para as empresas? Que alternativas poderão ser apresentadas?
Não me pronuncio sobre o tema. Acredito que o bom senso prevalecerá.
Lígia Simões e Paula Cravina de Sousa | Económico | 24-09-2012
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