Pelo Aviso n.º 6281/2012, publicado no Diário da República, II Série, de hoje (ligação pdf), foi declarado aberto concurso de ingresso em curso de formação inicial, teórico-prática, para o preenchimento de um total de 80 vagas, sendo 40 na magistratura judicial e 40 na magistratura do Ministério Público.
Pela apresentação da candidatura é devido o pagamento de comparticipação no custo de procedimento, no valor de 230 € (duzentos e trinta euros).
» Ligação para Página de formalização da candidatura
Comentários (205)
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Já para não falar que nos tempos que correm, fica muito mal estipular um valor destes.
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Tendo em conta o valor fixado para taxa de inscrição aquando do último concurso, só mesmo uma forma célere de financiamento do cej é que justifica uma subida tão drástica !
Além do que é uma forma bastante rentável de eliminar muitos candidatos, principalmente aqueles que apenas tentam o concurso "por tentar". A relação candidato vaga neste concurso naturalmente descerá bastante, restando apenas os que vão minimamente preparados, o que obviamente aumentará a disputa por uma vaga!
O FARTOTE.
Abriu concurso para o CEJ...
Tá-se a ver, não tá-se?!...
Da maneira que as coisas estão, vão ser nada mais nada menos do que pelo menos setenta mil cães a um mísero osso!...(PERDOE-SE-ME A EXPRESSÃO, POIS NÃO QUERO OFENDER SEJA QUEM FOR)
Ora, à razão de 230 euros por cada Candidato (mais de quarenta e seis contos!!!), vai ser de novo, salvo o respeito devido, um autêntico fartar vilanagem.
É, em meu modesto entender, no mínimo vergonhoso que este Governo ao que parece pretenda, salvo o respeito devido, enriquecer injustamente à custa do maior empobrecimento de uns milhares de pobres Licenciados, os quais, na sua esmagadoríssima maioria, não vão seguramente passar sequer do hall de entrada do CEJ.
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Só mesmo num país como o nosso, ter que se custear os concursos públicos...que vergonha.
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formulário
Já agora, o prazo de candidatura é de 15 dias úteis certo? (sempre a mesma dúvida...)
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Imaginem o Pingo Doce anunciar que vai contratar 20 empregados para a caixa, e cobrar 230 euros por inscrição.
Com o desemprego que está ai, certamente apareceriam centenas de candidatos.
Então, 1.000 a 230 euros, dava 230.000 euros (dava para pagar mais de um ano de ordenados a cada um dos novos empregados ou para comprar mais um carrinho para a administração).
Boa ideia. Vou pedir uma licença sem vencimento e vou montar uma empresa. Todas as semanas abro um concurso para 1 empregado e cobro 230 euros por candidatura. Mesmo que tenha de contratar alguém para não fazer nada durante seis meses, ainda assim o lucro será fabuloso.
P.S. Até posso estender o concurso a Espanha, pois estão lá mais de 5 milhões de desempregados.
???
230€?! Com este valor de inscrição, garante-se que só concorrem os melhores juristas!
Aqueles que têm uma conta bancária mais abonada ou cujos pais possam patrocinar com maior ou menor esforçamos.
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Malhas que o Império Tece...
Os americanos já fazem algo parecido...
[naqueles negócios em rede...]
O liberalismo no CEJ
É querer fazer da justiça um negócio. Limitando ao máximo o número de candidatos. A mercantilização sob a batuta do liberal das finanças.
Jovem
Tens uma licenciatura em Direito?
Queres uma carreira aliciante e gratificante?
PENSA DUAS VEZES ANTES DE VIRES PARA A MAGISTRATURA!
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- Queres ser juiz? tens de ter "curriculum" familiar".
Para não falar dos "turbo", "hiper", "mega"... desembargadores!
Nome na praça equivale a "trampa que lava trampa".
Vassourada, com a parte "dura" no regime instituido(cionalizado).
Quanto aos outros...emigrem!
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São 700€ para a inscrição, 150€ 15 dias antes da realização dos exames de 1ª Fase, e 15 dias após sairem os resultados destes exames mais 500E!!!!!!
ISTO SÒ NA 1ª Fase.... Isto, sim é um roubo!!!
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Deveriam seguir o exemplo:
TEXTO :
Resolução da Assembleia da República n.º 79/2010
Recomenda ao Governo que altere o regime de comparticipação no custo do procedimento de recrutamento para a categoria de ingresso na carreira de investigação criminal
A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que:
1 - A quantia de (euro) 60 paga no momento da apresentação ao concurso de recrutamento para a categoria de ingresso na carreira de investigação criminal da Polícia Judiciária, nos termos da Portaria n.º 182/2010, de 29 de Março, seja considerada como prestada a título de caução, sendo devolvida aos candidatos que reúnam os requisitos legais necessários para a apresentação às provas de selecção e compareçam às mesmas.
2 - A devolução da caução tenha lugar no prazo de 30 dias após a conclusão das provas de selecção.
3 - Sejam adoptadas as providências regulamentares necessárias ao cumprimento da presente resolução.
Aprovada em 9 de Julho de 2010.
O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.
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Uma grande trapalhada
Ainda nem sequer sabem quando, onde, e se calhar como, é que as provas serão realizadas.
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Parece que ninguém reparou - ou não quis comentar - que licenciados só dos "antigos". Os de Bolonha terão de ser mestres.
Isso vai reduzir bastante os tais "milhares".
Enganado e demasiado velho para emigrar deste país de m...
Se pudesse saía amanhã
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Penso que cada vez mais a magistratura volta a ser uma profissão elitista.... mas já o é há muito tempo.... digam-me os mais antigos nisto do mundo do direito se antes até nem era por convite... não iam convidar zé povinho.... Agora ser 230 euros para concorrer é o "levantar o véu"....
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Tenho 30 anos e nunca tentei antes porque não queria colocar os ovos todos no mesmo cesto e optei por estabilizar profissionalmente antes de tentar a minha sorte. Tem sido um grande sacrifício e investimento, pessoal e profissional, mas faço-o com muito gosto e ambição!
Para todos aqueles que criticam a Magistratura e a respectiva carreira, um conselho: por favor não concorram, não apareçam a fazer exames e não chateiem quem tem a vocação para a mesma. Eu vou tentar porque quero e porque é o meu sonho! Os demais, por favor mantenham-se na advocacia ou a fazer outras coisas.
Inconstitucional
Só quem tem dinheiro é que se pode canditar a juiz ou a procurador?
Resposta ao Candidato
"Os demais, por favor mantenham-se na advocacia ou a fazer outras coisas. "
candidato , 14 Maio 2012
O Caro Colega aconselha aos demais colegas para nao chatearem e manterem-se na Advocacia, como se de uma utima opçao se tratasse.
Pois o q me parece é q diz uma coisa e faz precisamente o oposto. Como nao teve sucesso na Advocacia vai tentar a Magistratura. Assim, pelo menos, quando acordar pela manhã já sabe q tem o dia ganho e nao tem q se preocupar se vao entrar clientes pelo escritorio ou nao.
A carreira de Magistrado exige muito estudo e dedicação, mas nao vamos menosprezar os Profissionais da Advocacia colocando a profissao como uma escapatoria, uma ultima opçao.
Bem Haja aos Advogados que todos os dias lutam para ter um salario ao final do mês
Doctor Quid
Bom, sabe que vai ser pago, em princípio, mas não sabe quanto (- 30%, - 40% do que o contratado?).
E sabe que vai estar 10 anos sem qualquer perspectiva de melhoria da sua via. Quando muito, pode aspirar vir a ter uma situação idêntica à que tinha há 2 anos.
Gostava de viver com esta perspectiva de vida?
Pelo menos pode aspirar e lutar para que o tal cliente entre pela porta e que lhe melhore a vida.
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http://dre.pt/pdf2sdip/2012/05/095000000/1718217182.pdf
Resp. ao candidato
Vejo que você tem o perfil, embora não se perceba para quê. Vejo que foi um frustrado todos estes anos. é triste chegar aos 30 sem conseguir realizar um sonho.
Quem coloca a simpatia e interesses pessoais acima do respeito pelos direitos mais elementares dos Homens mostra aquilo que vale. Já partiu os ovos há muito tempo e ainda não se apercebeu.
Não o quero como colega. Vá fazer outra coisa. Aprenda a respeitar.
Livrem-se todos os portugueses de gente como esta!
Do Dubai com amizade
Subjectividades à parte, o que são precisos são lideres!
Estudem e calem-se. O silêncio é requisito de boa educação.
Sejam todos felizes e amigos que cabem lá todos mesmo aos empurrões!
Wish you where here
- Caso questionem sobre o que pensam do mundo e não saibam o que dizer, sorrie, caro candidato e diga que está a pensar exactamente como a pessoa que o questiona. Assim mostra delicadeza.
- mesmo que não gostem, digam que adoram ver autópsias e tocar nos órgãos e coisas como essas. Caso não o façam a conclusão é a de que não tem experiência de vida.
O resto é só sorrir e mostrar simpatia. Não seja um simples "normal" diga que é simpático e que quer fazer amigos. O sucesso é garantido.
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É triste o que est´+a a acontecer á magistratura! É muito triste!
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Triste estes exames
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Só passa quem souber!
(e decerto haverá candidatos - que não os indignados que me antecederam - a passar)
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A questão é mais esta: serão os melhores juristas que existem no universo dos candidatos?
Sem dúvida foram (vão ser) os melhores a responder de forma eficaz às perguntas.
O problema é que as actuais provas escritas do CEJ podem não ser o melhor meio de aquilatar a cultura jurídica de um candidato a magistrado.
Com efeito, mais do que intrinsecamente difíceis são absurdamente extensas. Resultado: passa mais facilmente um candidato mediano que saiba gerir o tempo e escreva rápido (o que não é sinónimo de agilidade mental) do que um candidato bom que, por estar atento a todos os aspectos relevantes do caso, acaba por perder demasiado tempo nos primeiros grupos.
É obvio que as regras e o tempo disponível já eram conhecidos a priori por todos. Mas queremos um sistema que filtra os candidatos através da qualidade das respostas ou pela melhor capacidade de gerir o tempo?
Claro que queremos magistrados despachados e agéis (para que tratem os processos de igual forma) mas aquilo que acontece nas provas do CEJ é algo completamente diferente ...é literalmente uma corrida frenética para ver se ainda é possível escrever "alguma coisa" no último grupo. Ir para a casa de banho? Acho que muitos prefeririam "descuidar-se" nas calças (ou levar fraldas) do que perder 3 preciosos minutos para ir à casa de banho.
Absolutamente nenhum dos candidatos entrega a prova antes de findarem as 3 horas (excepto, obviamente, os que desistem). Muitos ainda vão escrevendo, de pé, até que são obrigados a entregar a prova sob pena de anulação.
Hoje em dia a lógica de acesso está deturpada pelos cursos de preparação do CEJ onde, de forma absolutamente promíscua, formadores com ligação ao CEJ treinam os candidatos de forma a se tornarem em autênticos peritos resolvedores de provas......o que não os torna necessariamente melhores juristas.
Depois esses candidatos aparecem nas provas munidos das respectivas pastas de apontamentos com modelos (chapas) de resposta que depois apenas devem ser ajustados ao caso concreto.
Era preferível conceder mais uma hora e não permitir quaisquer elementos de consulta (para além da legislação não anotada) do que o sistema actual.
Ainda por cima este ano houve duas novidades, julgo que inéditas, que tornaram a vida dos candidatos objectivamente mais difícil (embora a dificuldade acrescida seja para todos).
- Os candidatos deixaram de dispor dos 15/30 minutos que em concursos anteriores eram facultados para estudo do enunciado antes de começar a responder.
- Deixaram de existir grupos de resposta opcional. Todos os grupos são de resposta obrigatória.
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- Mais cara admissão de sempre (230 euros)
- Maior intervalo entre concursos (o que implica que duas "fornadas" de novos licenciados concorrem pela primera vez ao mesmo concurso).
- Número particularmente reduzido de vagas (apenas 79 uma vez que uma já está atribuida a uma candidata do concurso anterior)
- Menos 15 minutos de tempo.
- Todos os grupos são obrigatórios
- Provas orais apenas em Lisboa
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só uma observação: as provas orais, pelo menos nos últimos anos, têm sido sempre em Lisboa. não estamos perante uma originalidade deste concurso.
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Os exames já saem no final do mês de Julho!!!
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A colega Catarina não se importava de revelar qual a fonte que lhe transmitiu que as notas eram conhecidas ainda em Julho?
Pessoalmente acho extremamente improvável que em 2 semanas os resultados sejam publicados....infelizmente.
Cumprimentos
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Sem comentários
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É natural que o site tenha dificuldades em dar resposta a tantas solicitações de acesso. Experimente um outro navegador (a experiência diz-me que o internet explorer é particularmente problemático nestas situações).
Às 14:37 (hora do meu último acesso ao site através do mozilla firefox) aiinda não tinham sido publicados os resultados.
Boa sorte.
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Na delegação do Porto dizem que as reuniões acabaram ontem, estão a passar as notas para as pautas, e que em princípio será amanhã, o que não significa que não possa ser hoje. Mas como são muitos candidatos é difícil.
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Comunica-se aos candidatos ao 30º Curso de Formação
inicial de Magistrados que as reuniões dos júris das provas
escritas ocorreram no dia 10.09.2012, pelas 14h30m. Assim,
prevê-se que os resultados das provas escritas sejam
afixados na sede do CEJ e simultaneamente divulgados no
sítio da internet do Centro de Estudos Judiciários,
www.cej.mj.pt, na tarde do dia 12.09.2012, pelas 16.00
horas.
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correcção
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Depois façam um resumo das negativas que por aí vem. Cumprimentos e boa sorte a todos...
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exame via profissional civil
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E boa sorte. http://www.youtube.com/watch?v=t62ZPlvnwRI
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a descriminação
A corrupção chegou ao cej, que outra explicação existe para tal diferença em grau de facilidade de 2º chamada, com a acusação a identificar os crimes nem necessidade de fundamentar de facto!!!
o exagero
Vergonha
As pessoas que estiveram por detrás destas provas revelaram falta de respeito pelos candidatos, e duvido que reúnam as condições necessárias para serem bons magistrados, procuradores ou professores.
Fui avaliado pelo júri B e fiquei perplexo. Li a grelha de correcção, sei o que respondi e só posso encarar as notas como uma piada de mau gosto. Diziam que o mundo iria ficar melhor quando as mulheres assumissem o poder mas está a ver-se que isso não aconteceu. Ficou mais imoral.
Eles julgam-se deuses e a nós julgam-nos uns atrasados mentais ou uns para-quedistas.
Em relação a essas pessoas fiquei com o mesmo sentimento que tenho em relação aos nossos governantes, acham-se muito sábios, muito convictos das suas razões, muito arrogantes, mas na verdade são tão ou mais frágeis do que nós, erram tanto quanto nós, com a agravante de não terem um pingo de humanidade.
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P. S. - "O bom senso é, seguramente, a coisa melhor distribuida neste mundo, pois queixando-se toda a gente de lhe faltar tanta coisa, nunca vi ninguém queixar-se de lhe faltar bom senso" - René Descartes.
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Mas pode existir mérito sem obter o resultado correspondente.
Como tudo na vida existe uma incontornável componente de aletoriedade (vulgo sorte).
Vários candidatos que concorreram a 3, 4, 5 ou mais concursos (e que acabaram finalmente por entrar) viam de concurso para concurso as suas notas nos vários exames oscilarem bruscamente sem seguirem um padrão lógico (de ano para ano o que seria de esperar era uma melhoria progressiva uma vez que o candidato estaria presumivelmente a ficar cada vez melhor preparado).
Conheço um candidato que da primeira vez que concorreu foi excluído por causa de uma única negativa elevada, no ano seguinte teve 3 negativas baixas e finalmente acabou por entrar à terceira.
Pode representar uma diferença do dia para a noite:
- Ser questionada matéria que se domina melhor ou pior (o conhecimento jurídico não é uniforme).
- Ser avaliado pelo juri X e Y (sendo certo que existem juris mais rigorosos do que outros).
Isto para não falar de erros do candidato (e por isso apenas a ele imputáveis) mas que não estão relacionados com a sua preparação técnico-jurídica (gerir mal o tempo, trocar a identidade de pessoas ou datas referidas no enunciado, etc).
candidato 2
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Para o candidato 2
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Dito isto, tenho ainda que te referir que ser Magistrada é algo que desejo muito, mas não é o fundamental da minha vida. Fundamental é o meu marido e os meus. O resto é acrescimo. Certamente também terás algo muito mais importante para cuidar e te preocupares a serio do que o cej e do que lá passaste. Segue em frente.
comentários...
Depois de lêr todos os comentários, fica o que reunido faz a "rotina" de todos nós que concorremos, ontem, ou hoje ao CEJ: o valor elevado da inscrição; a tentativa de limitação do número de inscritos; os extensos e pormenorizados exames... o grau de dificuldade dos mesmos, que vai oscilando à mercê da conjunctura e do número de vagas em cada ano.
Apenas partilho a minha experiência, começando por transcrever algumas palavras do Carlos:
« Pode existir mérito sem obter o resultado correspondente.
Como tudo na vida, existe uma incontornável componente de aleatoriedade (vulgo sorte)...»
A primeira vez que concorri ao CEJ, fiquei apta, sem vaga. Nesse ano, e na sequência da mudança da direcção do CEJ, uma das alterações imprimidas foi a eliminação do processo de repescagem.
Senti uma profunda injustiça, não só pelas circunstâncias objectivas que se impuseram e não podia contornar, mas também pela forma como "todo o processo" decorreu.
As minhas orais realizaram-se no Porto. Apesar das diferenças (algumas marcadamente manifestas, acreditem) de grau de exigibilidade entre candidatos no mesmo grupo a serem avaliados pelo mesmo júri, as minhas orais correram bem, tão bem que no final fiquei convicta que iria em Setembro visitar o Limoeiro.
Em Setembro, as pautas saíram. Seriam umas 46 vagas. Fiquei em 46.º lugar, juntamente com outro colega, que teve primazia na entrada.
Em conversa com um colega, tive conhecimento que poderia requerer o lugar de "substituta do M.P.", embora "oficialmente" não conseguisse obter qualquer informação a respeito do formalismo a seguir ou da dita figura. Ainda assim, elaborei e enviei vários requerimentos. Nunca tive uma resposta.
Soube recentemente, que algumas colegas o conseguiram. Como? Com base em que critérios?
Concorri no ano seguinte. Fiquei apta e novamente sem vaga.
Curiosamente, na entrevista de avaliação de perfil psicológico, deparei-me com o psicologo que me tinha feito a avaliação no ano anterior. Ficou extremamente chocado (é a palavra que melhor se adequa), confessando que eu teria sido uma das candidatas a obter avaliação mais favorável.
Decorreram alguns anos, até decidir-me por concorrer mais uma (e última vez). Concorri este ano. Fui excluída.
Pergunto-me se estarei mais burra, lenta de raciocínio (porque desactualizada, não creio) face à minha exclusão.
Sim, é verdade, as notas oscilam sem seguir um padrão lógico; sim, serão muitos os factores a condicionarem o sucesso e o insucesso e alguns, não dependem de todo de nós, do nosso esforço, do nosso trabalho ou dedicação.
Para candidato 2, não desista do sonho. Muitas estórias que já ouvi, sustentam a sua. Quem as desconhece ou não vive no mundo real (porque não quer ou não sabe), ou não as confessa.
Boa sorte a todos
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Maria: obrigada pela compreensão e pelo apoio. Não desista de concorrer. Um dia entrará. E já terá conhecimento do que aquilo é suficiente para se precaver e evitar ser colocada na situação em que eu fui.
Boa sorte a todos.
exames - para que vos quero?
[enfim, é uma corrente de opinião...]
Quanto ao facto de, à 2ª ou 3ª tentativas, os resultados serem piores - isso é muito comum, pois, tal como aqui foi dito, há muitos fatores - intrínsecos e extrínsecos - que concorrem para o resultado final.
Uma das condicionantes mais frequentes tem precisamente a ver com o facto de o aluno / formando possuir um autoconvencimento de que tem um maior domínio sobre as matérias.
É humana, mas pouco fidedigna, esta convicção.
De resto, se os senhores professores fossem confrontados com exames de matérias tão vastas e abordagens tão complexas, muito provavelmente tirariam tb notas sofríveis...
Ninguém tem um perfeito domínio de todas as matérias se não tiver o cuidado de as rever no período de tempo que antecede a prestação de provas.
Obviamente que as pessoas podem possuir uma certa bagagem, cultura geral ou conhecimento aprofundado de uma matéria muito específica.
Agora dizer-se que um senhor professor catedrático é altamente conhecedor de tudo e mais alguma coisa - por exemplo, dentro da área do Direito - pelo simples facto de possuir tal graduação é um mito, uma falácia, que talvez fosse interessante desmitificar & desmistificar...
Enfim, os exames, provas e... provações fazem parte da vida... e deles não podemos fugir...
Para os que terão de tentar novamente os seus exames, boa sorte e bom trabalho.
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consideramos "exagerados" os comentários, "exageradas" as situações quando não as sentimos na pele; é complicado desenvolver empatia pelas experiências dos outros quando nos encontramos tão distantes das suas realidades.
Mesmo acreditando que não existe um factor sorte envolvido no acesso ao CEJ, como escreveu, desejo-lhe "sorte" nas orais (se estiver atenta, irá perceber que os favorecimentos existem) e "sorte" para, posteriormente, ter uma vaga disponível. Sorte já terá, desde logo, por concorrer num momento em que o processo de repescagem foi recuperado.
« nunca olhei ninguém de cabeça baixa e não é no CEJ que o vou fazer ». Não será uma questão de olhar de cabeça baixa, mas de ter tacto, de se proteger. De facto, pessoas de má índole existem em todas as profissões, mas em determinados meios devemos mesmo, como escreveu candidato 2, tentar passar despercebidos.
A magistratura é um sonho, mas concordo quando diz não ser "fundamental". Fundamental é o nosso universo de afectos.
Candidato 2: Estabeleci que este seria o último ano, a última vez a concorrer. Com o tempo, fui percebendo que (transcrevendo as palavras do juiz de direito) «há muito mais mundo para lá dos corredores bafientos dos tribunais portugueses».
Boa sorte às duas.
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Nos termos do artigo 28.º n.º 6 da denominada "Lei do CEJ" (L n.º 2/2008 de 14 de Janeiro) há repescagem.
Cumprimentos e boa sorte.
ar puro, precisa-se
Bafientos, sebosos (as cadeiras; tocas na madeira e aquilo cola!...) e pulguentos (não estou a dizer que são todos uma cambada de parasitas; refiro-me estritamente aos pequenos insetos saltitões...)!...
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O atraso de apenas um dia na saída das pautas em princípio não deve ter ocasionado derrapagens na calendarização prevista para as orais.
Procuradora-adjunta estagiária do Ministério Público chumba com 5 valores pela via profissional
Isto é tudo vergonhoso
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Na melhor das hipóteses estamos perante uma ex-procuradora estagiária do MP (que por qualquer motivo não chegou a ser admitida como magistrada).
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concorri pela 1º vez ao CEJ, pela via profissional e passei no exame.
Agora segue-se a avaliacao curricular! alguem me sabe dizer o q se passa nessa avaliacao curricular?o massacre é feito como? obrigada
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Se for como no meu curso, que foi o XXVII, a oral começa com uma discussão sobre o currículo, em que, a propósito da tua experiência profissional, te vão colocando perguntas. Depende do tipo de experiência que tiveres. Depois podem fazer outro tipo de perguntas dentro da área em que fizeste a prova. Segue-se (ou pelo menos no meu tempo seguia-se) o convite para falares de um tema ou de uma situação (jurídica), um caso concreto, que consideres interessante. Depois fazem-te perguntas acerca disso. No meu caso, discutimos o currículo, fizeram essencialmente perguntas de penal, colocando-me situações concretas e perguntando o que faria nessas situações. Depois fizeram-me ainda outras perguntas, mas sempre de penal. Não tive que falar do tema porque no meio da conversa acabei por começar a falar de um caso que tinha tido, e portanto, acabei por chegar lá antes deles. Mas às outras pessoas foi assim. A minha não foi difícil.
Funcionário anónimo
Orais
Alguém me pode elucidar sobre como são as orais no cej (via académica)?
As perguntas são mais teóricas / práticas; duração... etc.
Obrigada!
Orais
Sei que a duração são 30 minutos, pois a mesma resulta do Decreto Lei.
Quanto ao resto, sinto-me um bocado a viajar na maionese. É tanta matéria, tantas possibilidades que a arguição pode tomar, que me deixa um bocado preocupado, passe o eufemismo.
orais
Testes Psicotécnicos
Segue-se agora - para os que tiverem sorte (e o mérito) de passar na fase oral - a fase dos testes psicológicos/psicotécnicos.
Alguém já experienciou este tipo de testes no Cej? Em que consistem?
Obrigada e boa sorte!
Teste à psicose
Naturalmente que em qualquer exame há sempre uma certa margem de aleatoriedade - pelos temas abordados numa 1ª ou numa 2ª chamada, por o exame escrito ter sido corrigido por pessoas diferentes, pelo facto de diferentes juris nas provas orais poderem ter critérios de exigência diferentes. E a par da imputada aleatoriedade das avaliações existe a própria condição psicológica do candidato na altura de qualquer prova.
Todos nós temos o nosso percurso académico, alguns - como eu - também profissional e sabemos que, aqui ou ali, poderia-mos ter feito melhor, equivoca-mo-nos, tivemos lapsos, optamos por estratégias erradas, problematizamos erradamente determinado assunto.
Quero com isto dizer que devemos ter a consciência que, por vezes, falhamos por nossa própria culpa.
Mas de uma coisa não duvido. os critérios de exigência estão lá e presidem todos os exames, independentemente de quem os faz.
Fiz o exame de civil na 1ª chamada e confesso que a nota não me agradou. Mas reconheço que demorei mais de metade do tempo do exame a tentar perceber o problema e isso prejudicou-me em muito a solução - que não era, afinal, tão transcendente como isso e duas horas depois de o ter terminado ocorreram-me uma série de coisas que podia e devia ter dito.
Chegada a prova de avaliação curricular fui bombardeado com questões de todas as áreas do direito, contraditado, criticado, pressionado durante cerca de uma hora e quarenta minutos (sim, ultrapassou a hora regulamentar sem ser a meu pedido nem por determinação do presidente do jurí). Tendo optado pela prova de civil fiquei sempre convencido de que se iriam centrar só nessa área, o que não aconteceu, apesar de outros juris se centrarem tão só na opção do candidato. Ora, mas devo responsabilizar o CEJ pela diferença de procedimentos ou não será novamente culpa minha por não ter previsto que a prova seria mais abrangente?
Aguardo agora o exame psicológico, mais uma vez sem fazer a mínima ideia daquilo que me espera, na expectativa de chegar à fase seguinte: ao ingresso na magistratura a que me propus.
Só uma critica: se o apuramento a esta prova pressupõem avaliação positiva na anterior, porque carga de água os resultados não foram divulgados, uma vez que as classificações já se encontram atribuídas e o exame psicológico em nada interferirá com estas?
Boa sorte a todos.
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por acaso, não percebo porque ainda não sairam as notas das orais... deve ser para não nos melindrar ainda mais e irmos "soltos" para o exame psicométrico.
não queria acreditar quando passei no exame escrito de civil e agora já penso em começar o curso.
espero que corra bem esta avaliação psicológica, mas não estou demasiadamente preocupado porque acredito que tenho o perfil indicado para a magistratura... por todas e mais alguma razões.
Resultados
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Infelizmente, acho que a sua pergunta tem uma resposta positiva. Se as notas das orais já estão atribuídas, dá para pensar o porquê de ainda não terem sido atribuídas.
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fui convocada para a entrevista...não sei que se passou, mas também não me acho uma anormal enfim....alguém que conheça alguém que já fez entrevista que me possa dar umas luzes? preferia ter reprovado nas orais do que correr tudo bem e agora morrer na praia...enfim desolada ...
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Enfim, agora não sei...não recebi telefonema nenhum. Será que ainda chamam? Aguardar.
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Este ano, pelo que sei, a lista de graduação final ia sair ao mesmo tempo que as notas das orais. E que isso ocorreria no final do mês de Novembro.
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"MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Centro de Estudos Judiciários
Aviso (extrato) n.º 16030-A/2012
Nos termos do n.º 2 do artigo 26.º da Lei n.º 2/2008, de 14 de janeiro,
dá -se conhecimento que a lista de graduação dos candidatos aprovados e
excluídos a que se refere a supracitada norma legal será, previsivelmente,
afixada e publicitada no sítio do CEJ no dia 28 de novembro de 2012.
A data indicada poderá ser alterada por circunstâncias supervenientes,
de que, se for caso, será dado oportuno conhecimento.
26 de novembro de 2012. — A Diretora do Departamento de Apoio
Geral, Maria Eufémia Fonseca."
Confirma-se que estamos a poucas horas..
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Mas depois desta experiencia nova para mim que durou seis meses, só posso cocncluir que existe ( não sei se poderia existir outra forma) muito subjectivismo na organica do propio processo de recrutamento, retificaçoes de notas a dois dias de sairem os resultados finais e depois como as orais decorreram, falo da minha experiencia ,ia preparadissima tenho a noção disso, e a minha oral nada mais foi que o perguntar me as razoes que me levaram a concorrer de direito fizeram me unicamente duas perguntas que modestia a parte penso ter respondido bem.
Gostaria de ter visto afixadas as notas das orais, para perceber onde falhei.
A vida continua, a experiencia valeu mas não me vejo novamente a concorrer, porque fico com a ideia de que no meio de tudo isto impera a subjectividade
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Até sempre.
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AC
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Agora custa me a aceitar esse resultado, não entrar para mim está resolvido na minha cabeça, agora quero quanto á forma da oral como correu não posso nem nunca estarei conformada.
E não sei muito bem como calcularam as medias parra aparesentaram a graduaçao final eu sei que na via profissional pela qual concorri conta 30% a nota escrita e 70% a avaliação curricular, meso assim me parece que ha notas aplicando esse criterio que nao obedecem a tal formula matematica.
E como dizia um comentario anterior se tem assim tanta aversao a via profissional e eu senti isso na pele entao eliminem esse possibilidade
Enfim há coisas e critérios que nao entendo , mas não perco mais tempo com isso.
Aos que conseguiram Parabens e porque tiverem mérito para enrarem aos outros se for esse o vosso sonho continuem
Eu desisti desse sonho
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Mas não me conformo e nunca me conformarei da forma como decorreu a minha oral, ia preparada e depois deparo me com uma oral atipica em que da area do direito unicamente me fizeram tres perguntas basicas que penso ter respondido se nao mais mediamente, o que me leva a crer que á partida nao havia interesse em avaliarem me , tenho consciencia que o meu curriculo tinha poucos itens, mas na verdade nao me sinto menos capaz do que aqueles candidatos que frequentem muitos cursos de formaçao porque quero acreditar que o relevante é ou deveria ser a prática e que isso deveria ser analisado na escrita , ate porque na escrita fiquei bem posicionada
Só me resta concluir que é outro o entendimento de quem avalia .
Para mim terminou esta odisseia até porque sinto que com estes critérios nunca lá chegaria.
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De um lado temos milhares de pessoas que trabalharam as nossas terras e nem reforma têm, milhares de famílias que construíram as nossas alde
ias e agora fecham-lhes as escolas e os centros de saúde, milhares de homens e mulheres que contribuíram para que Portugal exportasse vinho, cereais, hortícolas, madeira, frutos, enchidos, queijos e artesanato e tirassem da terra o sustento de um povo, contribuindo decisivamente para a carga de impostos que permitiram construir a grande Lisboa e as grandes obras deste país e que agora são abandonados à sua sorte, com portagens de ricos, sem saúde, sem escolas e sem apoio.
Por outro lado temos políticos com ordenados de rei, alguns com 25 anos de idade, que após meia dúzia de anos ficam com reformas milionárias para toda a vida, temos funcionários de companhias aéreas e ferroviárias que ganham mais que os príncipes e ainda reclamam, temos meninos mimados nas grandes cidades que nunca souberam o que é trabalhar e já se indignam sem saber bem contra quê e contra quem, temos uma sociedade que vive de férias no estrangeiro, feriados, pontes, empregos que nada produzem e deixam milhares de hectares de terra abandonada, terra essa que foi outrora o sustento de um povo, que hoje vive de serviços e de engenharias financeiras, que sonha alto mas que não produz cá em baixo, na terra, que compra ao chinês e despreza o português, que se perfuma mas que passa fome.
Sem aldeias não há agricultura nem pecuária, sem aldeias não é possível ter um território equilibrado e povoado, sem aldeias seremos apenas um país cada vez mais inclinado... para onde? Isso é que não sabemos, sabemos apenas que tudo o que se inclina demais acaba por virar.
BOA NOITE A TODOS.
Avaliação Curricular?
Concorri pela via profissional, consegui obter uma excelente nota na prova escrita de direito penal, que como sabem não era pêra doce, repito, UMA EXCELENTE NOTA.
A oral, achava eu, correu muito bem, saí de lá com a convicção plena de que seria bem avaliada, mas hoje ao recordar-me das observações sobre o meu currículo, que era muito pequeno, uma página e meia...
Enfim, isto para dizer que de facto, para aquelas pessoas as experiência não conta mesmo nada, o que conta é o que se escreve no currículo, mesmo que isso não traduza na realidade grande experiência. Trabalho há muito tempo nos Tribunais, mas isso para eles não significa nada... vale mais ter mestrados e afins. Sinceramente não sei porque inventaram a via profissional se não dão valor a quem realmente trabalha com a realidade, com o dia a dia dos aplicadores da lei.
Até podia não ter entrado na mesma, mas ficava menos revoltada se me tivessem dado a nota digna que eu merecia, não, limitaram-se a brincar comigo... Oficial de Justiça não é bem vindo ao CEJ!!!
Liricazinha
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Fazer despachos e sentenças sobre um só e único determinado tema, salvo expressão, qualquer um a faz, basta apreender a fazê-las, e depois o curriculum vale o que a gente sabe que vale.
E assim temos duas vias de acesso tão dispares.
Uns, têm que saber tudo, sobre tudo e mais alguma coisa, com três provas escritas e quatro orais; outros, basta saber umas coisitas, e depois vão a uma entrevista que vale o que vale.
No fim de tudo, só passa quem "tiver o perfil indicado".
Patético, como tudo resto no nosso miserável país.
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Sem tirar o mérito a ninguém, especialmente aos que entraram, subscrevo na íntegra o comentário da Liricazinha, também tive uma excelente nota a civil pela via profissional, fiquei nos primeiros seis lugares dos aprovados. Foi para a oral preparadíssima, sei que ia,mas tinha um "senão" que foi "mortal" um curriculo pobre nas palavras de quem me avaliou, e que atento a isso nem sequer me deram a hipotese de mostrar se sabia ou não.
A prova escrita deveria ser a que deveria ter maior peso, porque é a menos subjectiva, mas não é esse o entendimento de quem avalia.
O trabalhar há 20 anos na área do direito sem ter cursos de formação e afins para os examinadores nada conta, e modéstia a parte deveria contar, mas não está nas nossas mãos mudar seja o que for.
Um curriculo vasto cheio de cursos de formação , e afins é atento ao que me foi dado ver, a única forma de entrar para a magistratura pela via profissional, mesmo que se tenha nota negativa na escrita, porque se pode sempre pedir correção de prova e ver a nota alterada para uma nota positiva e algumas vezes muito boa.
Com tudo isto não estou revoltada por não entrar, estou decepcionada da forma como as coisas comigo se passaram mas não há nada a fazer.
o q s passa neste país??????
- 2010: candidata c x anos de experiência profissional e curriculum c duas páginas (menções genéricas) - nota AvCurric 12;
- 2012: mesma candidata c x+2 anos de exp profissional e curriculum detalhado c mais de 20 páginas e mais formação com magistrados - nota AvCurric 10.
Se querem gozar c a vida de alguém, n há-de ser c a minha, a qual c mt esforço tenho construído.
Até o tempo que perderam comigo foi pago por mim...sem mais comentários...
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As vias de acesso
Fazer uma sentença implica selecionar os factos relevantes, apreciá-los criticamente e surpreender neles as várias soluções possiveis em direito, enquadrando-os correctamente e em respeito pelas regras do processo. Nenhuma pergunta se faz, todas as questões se levantam e tudo deve ser ponderado, de forma sintética, lógica, organizada e bem redigida.
Não menosprezando ninguém, e com respeito por todos - de qualquer via - os exames escritos da via académica não apresentavam dificuldades de maior para quem pratica. O grau de dificuldade é proporcional ao grau de conhecimento
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Mas nos dias de hoje o exame académico é de um teor e de um grau completamente mais díficil que sentenças ou despachos.
As sentenças são como são quando diz que é preciso selecionar os factos relevantes.
Ultimamente temos visto despachos e sentenças de pau de madeira, é corta e corta e siga tá feita...
Estes novos alunos mereciam mais e concerteza mereciam um lugar na magistratura, mas por obra de alguém não querem que a magistratura evolua....
Ficamos com os maus e com alguns vendidos.
Boa sorte rapaziada melhores anos virão...
Cumprimentos
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Não se quer que a Magistratura evolua, seja mais isenta, mais correcto, mais eficaz. Há que mantê-la no lugar. Longe da Política e dos Lobbies das sociedades de advogados que minam as Leis com algo que só os lobbies atingem sem a magistratura sequer alcançar. Estes novos iam cheios de garra e genica, mas quedaram-lhes o sonho por mais altos interesses instalados. Vão continuar na penumbra...
Não desistam este País merece gente como vocês.
Como é possível o grande dinheiro estar todo reunido em Lx nas sociedades de advogados? É RTP, REN, Águas de Portugal, ANA, EDP...Os códigos são lá elaborados....
Estas firmas encontram-se sem trabalho e o dinheiro prolifere....
Os associados andam em festas e recebem prémios astronómicos...
É os ajustes directos...
Isto precisa levar uma volta, e para começar era na Magistratura mas esta foi vedada a muitos e bons...
Parabéns pelo esforço, serão concerteza reconhecidos noutro campo...
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Até à próxima
Acima de tudo valeu como experiência e pude constatar que entrar não é de todo uma tarefa impossível, desde que os candidatos levem a candidatura a sério e se empenhem. Nunca assumi a minha candidatura como prioridade, nem estou certo que se tivesse entrado viesse a frequentar o presente curso de formação, uma vez que as responsabilidades profissionais não podem ser abandonadas em tão curto prazo e sofrer uma quebra de rendimentos tão acentuada implicaria sempre um esforço de organização. Com o pouco tempo que tive para me preparar foi positivo ter ultrapassado todas as etapas, quando se trabalha entre 10/12 horas por dia acaba por ser uma conquista, na certeza porém que não entrar deixa sempre um certo amargo de boca. Um bom teste, sem dúvida, é possível que venha a repetir a experiência porque fiquei aprovado e depois logo se verá.
De todo o modo, este concurso não deixa de ter alguns episódios que, com todo o respeito, turvam a transparência permitindo abertura a críticas relativamente à sua isenção. Mas a culpa não será, certamente, dos candidatos.
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Ficar apto e não entrar e sempre uma injustiça, pois quem passa provas tão difíceis como as que nos fazem no Cej, quer escritas, quer orais, demonstra já um enorme conhecimento jurídico! Todos devíamos e merecíamos entrar, ate porque o que nos separa uns dos outros Sao escassas decimas que, salvo o devido respeito, não traduzem quem e melhor ou pior! No entanto, e um concurso com lugares limitados, todos sabemos disso a priori, Sao as regras do jogo!
Deixo este comentário aqui para refletirem e, acima de td, se estiverem certos que a vossa vocação e o exercicio da magistratura, continuem a tentar e tentar porque, mais cedo ou mais tarde, justica será feita com vocês tb!
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Sabem de algum candidato habilitado que tenha desistido ou não pretenda ocupar o seu lugar neste concurso?
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boa sorte Escreva o seu comentário
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