Salários no Estado caíram seis vezes mais do que no privado. A redução salarial que tantas vezes é pedida a Portugal está a acontecer. Mais no público que no privado.
Os salários dos funcionários públicos caíram 6,7% no segundo trimestre deste ano, enquanto as remunerações no sector privado recuaram 1%. Os dados, que foram divulgados na sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que a austeridade afectou mais os trabalhadores do Estado. Recorde-se, no entanto, que a taxa de desemprego que já ultrapassou os 15% afecta exclusivamente os trabalhadores do sector privado.
De acordo com os dados publicados pelo INE, "no segundo trimestre de 2012, as remunerações pagas registaram uma diminuição de 2,3% (variação de -0,8% no ano acabado no primeiro trimestre de 2012)". "Esta evolução reflectiu sobretudo a diminuição das despesas com remunerações do sector das administrações públicas (taxa de variação de -6,7%) e do sector das sociedades não financeiras (taxa de variação de -1%)", acrescenta o instituto estatístico.
Esta comparação mostra que o ritmo de quebra dos salários no sector público foi 6,7 vezes mais intenso do que a contracção de salários nas empresas.
No Estado, a suspensão do pagamento do subsídio de férias, que aconteceu em Junho, foi determinante para aquele resultado. A diferença entre o impacto das medidas de austeridade nos trabalhadores do Estado e nos do sector privado foi um dos argumentos utilizados pelo Tribunal Constitucional para chumbar a suspensão do pagamento dos subsídios de férias e Natal, a partir de 2013.
Económico | 01-10-2012
Comentários (3)
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É FALSO
Então e os abrangidos pelo Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas não contam ??
Pelas notícias só professores, envolvidos no maior "despedimento coletivo" que há memória em Portugal , são 7540.
http://www.arlindovsky.net/2012/09/menos-7540-contratacoes/
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