O deputado e ex-ministro trabalhista britânico Denis MacShane será suspenso da Câmara dos Comuns por um ano, por envolvimento num esquema de facturas falsas.
Durante três anos, entre 2005 e 2008, o deputado forjou 19 facturas no valor de 12 900 libras (16 069 euros), verba que utilizou para pagar viagens pela Europa. Além disso, o então ministro, que detinha a pasta da Europa, solicitou milhares de libras destinadas à aquisição de oito computadores, incluindo um portátil, que, depois, entregou a um estagiário.
MacShane chegou mesmo a apresentar por duas vezes a mesma factura, supostamente referente à aquisição de um computador. O Partido Trabalhista, que já suspendeu MacShane com efeitos imediatos, anunciou que a sua carreira parlamentar "terminou". Por seu lado, o deputado reagiu à sua suspensão, mostrando-se "arrependido e triste", tendo restituído o montante indevidamente recebido.
Este caso traz à memória o megaescândalo das despesas abusivas efectuadas por deputados no Reino Unido, que remonta a Maio de 2009 e que foi divulgado pelo jornal britânico 'Daily Telegraph'.
Paulo Madeira | Correio da Manhã | 03-11-2012
Comentários (3)
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Esta é daquelas notícias inexequíveis em Portugal. Toda a AR incorreu num crime semelhante (as célebres viagens fantasma) e ninguém foi punido.
Pior, qualquer deputado apontado como tendo incorrido na prática de um crime, em Portugal só responde se a Comissão de Ética autorizar, o que significa impossibilidade definitiva.
Conheço um edil que acusado da prática de crimes vários, de imediato viajou para Lisboa, sentando-se na AR como deputado, negando assim que se fizesse justiça. Agora que o crime já prescreveu, já regressou à Santa Terrinha. E muito provavelmente não é único.
Só tenho uma palavra para expressar: VERGONHA.
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