O número de estrangeiros residentes em Portugal cresceu quase 70 por cento entre 2001 e 2011 situando-se actualmente nos 400 mil, a maioria do Brasil, Cabo Verde e Ucrânia, segundo os resultados definitivos dos Censos 2011.
Os resultados definitivos dos Censos 2011, divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam ainda que a maioria dos cidadãos estrangeiros reside em Lisboa.
Dos 394.496 estrangeiros a residir em Portugal em 2011, 109.787 tinham origem no Brasil, a comunidade estrangeira com mais peso entre a população residente - representa 28% dos estrangeiros no país - e aquela que mais cresceu na década em análise, quase triplicando em relação aos 31.869 brasileiros registados pelos Censos de 2001.
Os imigrantes com origem em Cabo Verde são 10% dos estrangeiros residentes, e os ucranianos 9%.
Os Censos 2011 revelaram ainda que o total de angolanos a viver em Portugal decresceu na década em análise de mais de 37 mil habitantes para cerca de 27 mil.
Por outro lado, as populações romena e chinesa a residir no país foram aquelas que registaram um maior crescimento passando, em ambos os casos, de uma população de cerca de dois mil habitantes em 2001, para 24.356 romenos em 2011 e 11.458 chineses em 2011.
Os estrangeiros em Portugal enquadram-se sobretudo na faixa da população activa - 82,4% dos estrangeiros estão em idade activa, contra 65,5% dos portugueses - e a idade média dos cidadãos imigrantes é de 34,2 anos, contra os 42,1 anos da população portuguesa.
Correio da Manhã | 20-11-2012
