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REVISTA DE 2012

Só qualidades!

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Correia de Campos - Os portugueses tinham, entre outras, cinco grandes qualidades: a inveja, o disfarce, a acomodação, a rusticidade e a subsídio-dependência. Nos últimos tempos podemos acrescentar mais uma: a justiça de sofá. Estávamos já bem servidos de atributos quando surge um novo: a capacidade de se "fazer justiça" pela televisão.

A inveja é um dos grandes atributos da alma lusa. Move montanhas e constitui a nossa via original para a transparência. Todos conhecemos a inveja, última palavra de Os Lusíadas, uma estrofe anódina que ninguém esperaria como fecho da nossa maior obra épica. Todavia, sem a inveja, nunca os filhos segundos que militaram nas descobertas, conquistas e colónias poderiam aspirar a possuir terra, nem os clérigos sem família a dizer missa em novas dioceses, nem os escrivães, juízes e tabeliães a escreverem a história do quotidiano.  
 
Mas a inveja tem hoje outra função, mais nobre: ela é a estrada da transparência. Sem ela não se conheceriam as remunerações dos administradores de bancos e grandes empresas, dos pluripensionistas do Estado, nem dos deputados ao Parlamento Europeu. Nada melhor do que uma crise para que todos, militantemente, desejem saber o que os outros recebem, transformando-se em eficazes agentes do fisco.  
 
O disfarce é a face lúdica dos portugueses. O Carnaval está-nos na alma. E quando alguém pensa em apagá-lo, protestamos de forma cínica: "Ai não queres dar a tolerância, então meto um dia de férias"! O disfarce também se apresenta disfarçado. Soubemos agora que o gestor de uma empresa pública aguentou nove anos a injúria de sucessivos Governos não terem aceite as suas soluções salvadoras para as finanças da empresa. Não sabemos que mais admirar, se a resistência do gestor perante a recusa das suas ideias, se a tolerância dos Governos perante tão incómodo gestor público.  
 
A acomodação é uma arte centenária. Chama-se manha, quando ocorre nos fracos, e ajustamento de atitudes, nos fortes. A acomodação está na história. Nos visigodos como servos dos árabes, nos árabes como servos dos reconquistadores, nos portugueses disfarçados de súbditos sob Leonor Teles, nos derrotados de Alcácer- Quibir, tolerando os Filipes com a desculpa do direito dinástico, sob o Marquês, disfarçando o medo com a simpatia pelo iluminismo, sob D. Miguel, disfarçando o constitucionalismo com a obediência à igreja, sob João Franco, disfarçando o republicanismo com a veste do progressismo, sob Sidónio, disfarçando o afonsismo com a veste do anticlericalismo, sob Salazar disfarçando a fúria impotente com a veste do reviralhismo inofensivo. A acomodação é uma forma de vida, os escrúpulos cedem com a generalização da prática, tudo se aceitando sem necessária militância. A acomodação tem enormes vantagens: dura décadas e não magoa ninguém, a não ser a consciência dos acomodados.  
 
A rusticidade foi o segredo das nossas vitórias de séculos. Inata nos povos deste Ocidente europeu. Atarracados, agarrados ao terrunho, frugais, resistentes ao frio e ao calor, verdadeiros rústicos, lutámos com ganas e sem hesitar na Flandres, nas colónias ou nos novos cenários da moderna guerra europeia. Emigramos para qualquer parte do mundo sem conhecermos línguas, ajeitando-nos depressa aos costumes locais. Aguentamos a cidade, a periferia o bidonville e o mato. Temos uma imensa vocação de emigrante, mesmo que nos reservem a sorte do Senhor Ventura, do Torga, duas vezes rico, duas vezes pobre, até regressar à aldeia natal. E lá voltamos a ela, de novo.  
 
Finalmente, a subsídio-dependência, uma profissão recente, tão recente quanto os subsídios. Para tudo se precisa de apoio do Estado. Para iniciar ou encerrar actividade, para modernizar e inovar, para aprender, treinar e experimentar, para mudar de ramo, de modelo, de tecnologia, de fonte de produção e de produto. Para começar a produzir e para deixar de produzir. O subsidiozinho é essencial. E é altamente contagioso. Dois dias depois da privatização da EDP, os compradores esperam que o Governo continue a apoiar as renováveis.  
 
Estávamos já bem servidos de atributos quando surge um novo: a capacidade de se "fazer justiça" pela televisão. É fácil, rápido, seguro e eficaz. Não necessitamos de sair de casa, o tribunal chega-nos ao sofá. É rápido, pois só somos citados no dia do julgamento. É seguro, por não arriscarmos incómodos, qualquer que seja o resultado do tribunal. E é tremendamente eficaz, pois condenamos onde o tribunal absolveu e absolvemos onde o tribunal condenou. Tem ainda a vantagem de se assistir em directo à execução da sentença. O réu pode ter sido mandado em paz, mas se o Povo o condenou, terá que sair sob escolta policial e pela porta das traseiras. Até pode ser condenado em tribunal por "crime" cometido em dia diferente do da acusação, como na fábula do lobo e do cordeiro. Com tamanhas qualidades, bem podíamos dispensar a troika.

António Correia de Campos ( Deputado do PS ao Parlamento Europeu) | Público | 27-02-2012

Comentários (17)


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Nem mais: todas essas virtudes dos portugueses tão bem descritas no artigo supra são o que justifica as duas eleições do inenarrável.
E depois, como a barca da governação é a única que "mete água pelo topo", Portugal foi ao fundo. Menos o inenarrável, que elegantemente saltou para um salva-vidas que discretamente foi preparando ali mesmo ao lado, e velejou para Paris.
Mas não faz mal: o português médio, invejoso, disfarçado, acomodado, rústico, subsídio-dependente e voyeur, que teve de vender a casa e o carro porque não tem formas de os pagar e que não sabe como sustentar os filhos porque ficou desempregado, pode sempre consolar-se com a vida Parisiense faustosa do seu amado mentor, e pensar: se com ele resultou, pode ser que comigo também resulte.
Hannibal Lecter , 27 Fevereiro 2012
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Concordo...pior ainda é o papel "seja lá o juiz por 1 minuto".... todos mandam bitaites sobre os processos a que nca tiveram qualquer acesso, desde do senhor do café, ao piloto de rally, à estrela da novela em horario nobre, ao expert em crimes até ao juiz desembargador c tempo de antena em dire(c)to claro.
maria , 27 Fevereiro 2012
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Faltou ao senhor dizer que estas são as qualidades dos outros portugueses, que não as dele.
digo , 27 Fevereiro 2012
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Concordo a 300% com o artigo, pois descreve muito bem as "virtudes" deste nosso povinho. Porém, não posso deixar de notar que o autor tem uma grande legitimidade/moral para falar. Oh, se tem...especialmente desde que desatou a fechar urgências por esse país fora (quem vive nas imediações da Ant. Augusto Aguiar em Lxa, chega depressa a qualquer hospital de Lxa) e quando aceitou fazer parte do governo do Zé da beira (diz-me com quem andas...)...
Zeka Bumba , 27 Fevereiro 2012
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Portugal é um país falhado e sem futuro. Nem quando choveu dinheiro teve a capacidade de prosperar: não é preciso dizer mais nada.
Espantado , 27 Fevereiro 2012
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O sujeito é capaz de ter razão. Essas qualidades que aponta são as que permitiram eleger aquele cujo nome nem deve ser pronunciado e de cujo governo fez parte. Aliás, essas qualidades parece mesmo muito apuradas nesse grupo de eleitores. Depois do que fez ainda votaram nele para ser deputado europeu.
Mário Rama da Silva , 27 Fevereiro 2012
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Este senhor tem toda a razão e mais a dele. Aliás, nunca andou na política e o que andou a fazer nos últimos 20 anos foi sempre a meu favor e do resto da canalhada invejosa que por cá vai sobrevivendo a trabalhar...
presumido culpado , 28 Fevereiro 2012
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Mas afinal qual é a nacionalidade do autor?!smilies/angry.gif
Infelizmente para o Povo Português este é o retrato que dele faz um ex-governante e um seu representante no Parlamento Europeu. Infelizmente para o Povo Português a desfaçatez e a chico-espertice da sua classe política parece não ter fim! Se calhar este "homenzinho" já assim pensava quando integrou funções de Estado, se calhar pensou que ia governar invejosos e rústicos, por isso não teve grandes pruridos em mal governar! Se calhar fazia-lhe falta alguma modéstia e respeito, ao menos pelos seus eleitores. Perante a mesquinhez e vilania de tal pensamento, só me espanta que este "homenzinho" não apresente de imediato a demissão do cargo que ocupa! Ou talvez o facto de lá permanecer até melhor o qualifique...
Quid Juris? , 28 Fevereiro 2012
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Esta gente do PS é do piorio. Estes indivíduos não aprenderam nada com o passado recente de má memória, em que fomos governados por chico-espertos e que agora vivem à grande e à francesa, com o chico esperto nº 1 em Paris.
Estou farto desta arrogância e superioridade tão típica deste PS, partido que se deixou enredar nas malhas do "filósofo" de Paris, nas loucuras do Vara e de muitos mais que por lá gravitaram.
Não é o António J. Seguro que vai mudar este PS, porque não tem capacidade para isso e o partido ficou todo minado pelas travessuras do chico esperto nº 1.
Mendes de Bragança , 28 Fevereiro 2012
PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA

Este distinto Cavalheiro, que nós bem conhecemos de tempos ainda muito recentes e que, pelos vistos, tem tempo de sobra na função que ora exerce, lembrou-se agora de nos humilhar publicamente e a todos.

Não estaria melhor no Olimpo, a pregar aos deuses?!...

Aliás, presunção e água benta cada qual toma a que quer!

Entretenha-se, meu caro Sr., aí pelo Parlamento...

... E, por favor, deixe-nos em paz!!!

Melhor: Vá pregar o seu latim a outra freguesia!!!
António , 28 Fevereiro 2012 | url
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isto de ser deputado no parlamento europeu dá para escrever uns contos auto biográficos.
toni , 28 Fevereiro 2012
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Por isso digo e repito: Portugal não tem ponta por onde se lhe pegue enquanto for terra de portugueses. Por razões que seria largo analisar mas até têm a ver com o facto de à altura do seu povoamento o mar constituir fronteira inultrapassável a pé. O país foi sendo ocupado por gente que fugiu de conflitos vindos de leste e por aqui se estabeleceu.Os que estavam em vez de os repelirem cruzavam-se cruzou com gentes invasoras de várias origens igualmente escorraçadas pelos invasores do leste. Isto explica muita coisa, nomeadamente a nossa incapacidade de resistência e luta contra a opressão, as ditaduras, as prepotências e mesmo a humilhação. Se a situação se torna insustentável na nossa terra emigramos sem problemas dado que aceitamos facilmente qualquer denegação de direitos dos países de acolhimento. Sabemos que ali não temos cidadania, somos politicamente um zero mas não queremos saber. Há mesmo políticos rasteiros que têm orgulho nisso mas esses nunca emigraram. Na terra dos outros comemo-nos uns aos outros, exploramo-nos e mesmo abandonamo-nos numa rua qualquer dum país qualquer para onde fugimos dos problemas que não somos capazes de enfrentar na nossa terra, com violência colectiva se necessário. Se não soubessem que somos mansos, os responsáveis da nossa desgraça dariam às de vila diogo. Mas não o fazem. Quem esdtiver mal que saia. E saem.Verá quem me ler se alguem meche com as orelhas quando não tivermos nada mesmo nada daquela soberania com que enchemos o peito à mesa do café. Sou capaz de estimar, ajudar e ser amigo de um português como indivíduo, depois de o conhecer. Como grupo só desprêzo. Não valemos nada como colectivo e podem os títeres fazer o que quiserem que rezaremos sempre para que não nos calhe a nós, "que temos mulher e filhos". Assaltar a velhinha, roubar-lhe a carteira, isso sim. Combater com determinação quem nos mal governa em proveito de quem quiser, nos leva à desgraça, abusa de bens que são de todos para esse mesmo proveito, isso é que era bom!
Barracuda , 28 Fevereiro 2012 | url
Caro Barracuda,
Quanto ao povoamento de Portugal, discordo em absoluto da sua apreciação! Os romanos não vieram para cá de fugida, nem os muçulmanos! Os outros de leste, também não vieram propriamente a fugir, mas antes a invadir! Não sei donde lhe vem essa mania da perseguição, mas paciência...
Quanto à nossa capacidade de resistência, digo-lhe que foi feroz com os lusitanos, digo-lhe que foi feroz contra os franceses e castelhanos, embora aqui ajudados pelo ingleses. Mas mais, resistir a trinta e tal anos de políticos sem qualquer sentido de Estado, ou princípios, é na verdade uma enorme capacidade de resistência!
Essa sua visão dos nossos emigrantes também não é correcta, se me permite! Actualmente são cada vez mais jovens qualificados que procuram destinos onde lhes seja garantida uma maior qualidade de vida, associada a direitos e melhores remunerações. Não é assim como diz!
Está revoltado? Também eu! Mas não se vire contra o Povo! Teremos os nossos defeitos, mas não nos minimize por favor! Podemos estar apenas a testar os limites da nossa resistência e, quando os atingirmos, não sei quem nos conseguirá aguentar!
Quid Juris? , 29 Fevereiro 2012
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Caro Senhor Quid Juris,
Provavelmente fala de Portugal por comhecimento e dos emigrantes por ouvir dizer. Eu falo do que conheço de ambos os lados. Do País de que me não excepciono e dos que fizeram e fazem a nossa emigração, por sinal ultimamente constituída em pequena percentagem por portugueses mais qualificados que os que inicialmente zarparam da Pátria Amada e madrasta. Os hoje melhor equipados intelectualmente, pelo menos nos centros de emigração europeus, não são nem querem ser emigrantes. Trata-se de fenómeno recente e veremos no que se transformarão com o passar dos anos se, como penso, não regressarem ao sítio de onde tiveram de sair. Se deixar o cantinho e vier à procura desses migrantes diplomados não os encontrará, vivem à parte, escondidos, à procura de mais um doutoramento, o que significva que em nada alteram o quadro geral que tracei. Para já, no trabalho, não se notam.Quanto a os portugueses terem no exterior como principais "inimigos" muitos dos seus compatriotas não há como experimentar. Saia e ntregue-se nas mãos do primeiro "protector" luso e verá de que é feito.
O autor do texto pode politicamente ser censurável e em meu entender é-o ele muitos outros. Se o meu entendimento de justiça valesse alguma coisa os nossos juízes teriam muitop trabalho durante alguns anis mas a nossa dignidade como povo sairia reforçada. Não me gabo de os ter suportado. Realmente tenho-os amaldiçoado todos os dias quando acordo e quando adormeço. Se dependesse de mim pagavam-nas com língua de palmo "custasse o que custasse". Nunca mais ninguem incompetente ousaraia brigar mandato no Estado com medo das consequências pelo mal que fizessem ao colectivo. Na política não há desculpas. Ningvuem é obrigado a brigar mandatos políticos e se não pagam pelo incumprimento é porque somos um povo que não vale nada políticamente, isto é, como colectivo. Se valessemos já os tínhamos comido vivos. Quanto ao fim da nossa paciência poderia esperar sentado mas não terei tempo para tanto. Eu não apouco o povo a que pertenço e dele não me excluo. Só que como em tudo na vida as minorias não contam para o resultado colectivo. Sofrem as ditaduras das maiorias, ora calados, ora protestando. Eu sou dos que não se conformam. Isto não significa que quem politicamente possa ser censurado não possa ter razão nas análises que faz seja do que for. Até do seu desempenho. Neste caso acho que o autor do texto acertou em cheio. Pode doer mas saba-se que são as verdades que mais doem.
Barracuda , 01 Março 2012 | url
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Ao caro Quid Juris: a história das migrações humanas na península ibérica não começou com os portugueses nem vai acabar com o desaparecimento da nossa soberania virtual. Se quiser encontrar razão no que digo tem de recuar muito para além de gregos e romanos, de godos e visigodos e esquecer tudo o que nos nossos manuais escolares de história terá lido. Na história como em tudo somos uns hipócritas acabados. A verdade da nossa pequenez envergonha-nos porque somos sapo que quer ser boi e, claro, acabamos por nem ser uma coisa nem outra na realidade. Não somos sapo porque nos recusamos como tal e nunca seremos boi porque nos falta tudo para o sermos. Espero ter sido claro e nem por ser assim, um português como os outros que querem ser boi e são sapos mas que nem como sapos vivem porque não se aceitam como tal, sempre lhe digo que em parte alguma do mundo onde estiver oculto a minha nacionalidade, mas não tenho orgulho nisso, como não o tenho na minha côr de pela. Não tenho nada a ver com isso. Aconteci assim sem mérito meu nem demérito. claro. Não me vou suicidar por isso, obviamente, mas tenho a noção do que sou e já é alguma coisa de positivo face àqueles que não aceitam a sua mediocridade e por isso não se analisam colectivamente pelos resultados que estão à vista e não são nada nada mesmo abonatórios. Somos nulos, meu caro Quid juris. Nulos e deviamos envergonhar-nos disso. Olhe à sua volta! Em duas semanas 6 mil mortos por doença (gripe). Na esmagadora maioria com mais de 65 anos! Foi o frio, diz a hipocrisia colectiva! Se o frio matasse na Suécia não haveria gente com mais de 65 anos! Quem faz contas e não mexe as orelhas é o PM e o seu governo. Por este andar, teremos menos 12.000 idosos por mês.Em pensão de velhice e gastos em assistência: calculados a 500 euros por cabeça teremos uma poupança na despesa pública de seis milhões por mês. É dinheiro. A Troika vai ficar contente.Já dá para uns incentivos à criação de pips, ou seja projectos de interesse público que não passam do papel e de público só têm o financiamento. Então agora que a participação do Estado foi diminuida e há uns milhões da UE disponíveis estou convencido que o negócio das altas cilindradas vai florescer. Não está convencido? Vá para a bicha dos serviços de acção social e espere. Depois percorra a UE em crise e procure um País em crise e com mais kms de autoestradas por habitante que a rica Alemanha, uma piscina de verão e outra de inverno por município, outros tantos salões "multiusos", autoestradas de 1,5 Kms e outros tantos luxos de Emirato falido. Não vai encontrar um só com tal extremínio de velhos. Depois, envergonhe-se como eu de ser português. Não por culpa sua mas por provavelmente ter consentido que isto seja assim. Isto é criminoso meu caro Quid Juris e é consentido porque somos uns covardes face à tirania de quem nos governe. Já agora confesso-lhe uma coisa: rezo para que a Sr.a Merkel seja inflexivel: nem um cêntimo para gente como nós. Não o merecemos nem o saberemos gastar em proveito colectivo. Irá para onde foram os muitos biliões em dívida soberana e o resultado será o mesmo: fome e miséria de milhões e riqueza pornográfica de meia dúzia de pançudos. Portugal é isto.
Barracuda , 02 Março 2012 | url
caro Barracuda,
Não me conformo! Conheço os portugueses e os emigrantes portugueses na prática, e não na teoria! Temos muitos defeitos?! Temos! Mas também temos muitas qualidades e não nos podemos deixar cegar pelos primeiros. Nós não somos cobardes Barracuda, não se convença disso! A nossa pequenez, como lhe chama, não me envergonha, até me enaltece! Existem países com muito menor dimensão e, tal como os homens, os países não se medem aos palmos.
Não desista, nem desespere, todos seremos poucos para lutar contra as adversidades.
Bem haja.
Quid Juris? , 02 Março 2012
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Caro Quid Juris,

Oxalá. Desesperado, sim mas conformado não. Se depender de mim e de outros como eu pagam-nas!
Barracuda , 03 Março 2012 | url

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