"Acho que é um cargo que tem a ver comigo, porque sempre fui uma pessoa comprometida com os Direitos Humanos", disse ao Expresso Marinho Pinto.
O bastonário da Ordem dos Advogados ainda não sabe o que vai fazer quando, daqui a cerca de ano e meio, terminar o segundo mandato. No entanto, Marinho Pinto tem uma ideia do cargo que gostava de ter: provedor de Justiça.
"Acho que é um cargo que tem a ver comigo, porque sempre fui uma pessoa comprometida com os Direitos Humanos", disse ao Expresso. Mas o bastonário não acalenta muita esperança: "dou-me muito mal com os poderes, sempre fui contrapoder".
Marinho Pinto, que não gosta de política por ter sido "abandalhada" nas últimas três décadas, revela que recebe de norte a sul do país pedidos de pessoas que o querem ver como deputado.
"Grande parte da atividade política dos últimos anos foi feita sobre crimes, como o nepotismo, o tráfico de influências e o desvio de dinheiros públicos", acusa. Quanto ao seu futuro apenas há a certeza de que os primeiros três meses, assim que terminar o mandato, serão para hibernar, depois "logo se vê"
António Pedro Ferreira | Expresso | 03-06-2012
Comentários (21)
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E advogado?
MP a deputado já, antes que vá para Provedor!
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É por isso que ele quer ser Provedor de Justiça, para manter o tacho que vai perder quando acabar o mandato na OA.
Que ridículo, que barata tonta!
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Acusa? Acusa nada! Nunca acusou ninguém. Tirando a jornalista Manuela Moura Guedes e a Ministra da Justiça, que me lembre, nunca acusou ninguém de nada. Acusou - rectius, acoçou - sim, permanentemente, a classe dos Magistrados (Judiciais e do Ministério Público), sem nunca acusar concretamente ninguém de coisa nenhuma.
Quer ir para Provedor da Justiça. Que capacidade teria de apontar o dedo em caso de injustiças? Nenhuma! Quando aponta o dedo, é sempre a grupos, nunca a indivíduos. Faz-se passar por bom justiceiro, mas nunca acusa concretamente ninguém de nada. Acusa sim todos de tudo - um exercício inútil. Disse Churhill que o mundo devia ser governado por taxistas, barmen, e barbeiros. E de facto, ao pé deles este homem não tem nenhuma coragem. Finge tê-la, e grande parte do povo "orgasma" com tal fingimento.
Provedor de Justiça? "Se a ti te gusta, a mi me contenta, cariño!", como se dizia nos filmes dobrados em espanhol do canal 18.


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Hoje em dia em Portugal vivesse um verdadeiro "american dream", mas no sentido que, qualquer idi..a, não tendo qualquer escrúpulos, não tendo qualquer competência, nem sequer esforçado e trabalhador, sendo bajulador e um "boyzinho" do sistema consegue chegar aos mais altos cargos públicos deste pobre país. Desta forma, consegue ser primeiro ministro, ministro, secretário de estado, gestor de empresas publicas, presidente de câmara, director dos mais variados institutos públicos, etc. e etc... e até, espante-se, muitas vezes, ser juiz e procurador (não queiramos esconder o sol com a peneira, alguns de nós que passamos por lá, bem sabemos como as coisas funcionam).
Por isso, vendo bem as coisas, tem o perfil para chegar onde quiser.
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Todo o discurso é centrado na sua pessoa, na sua vaidade. A ideia de, humildemente, servir os outros está ausente.
Típico do político tuga.
O céu é o limite
Olhe para a teoria da relatividade social, Dr. Marinho.
É certo que num País do norte da Europa, a probabilidade de conseguir melhor emprego do que afagador de tacos é meramente residual.
Mas em Portugal, caro amigo, para quem tem um conjunto ímpar de qualidades como...., ehhh, uma maleabilidade moral portentosa, uma plasticidade intelectual sem paralelo, um jogo de cintura de fazer inveja ao Evander Holyfield, uma capacidade de entender os impulsos mais intensos do povo e de os afagar com carinho paternal, um verbo fácil ainda que um pouco desagregado, um perfeito auto-controle das emoções que nos podem tolher o progresso, como a vergonha, e uma disponibilidade única para servir Deus e Alá ao mesmo tempo, o Céu é o limite.
Vamos em frente, que neste País pode aspirar a ser Presidente da República.
Sugiro-lhe até um slogan adequado:
"Chega de levar no focinho. Vota Marinho"
O provedorzinho
Quando somos pequeninos gostamos sempre de ser alguma coisa quando crescermos. Este BOA ainda sonha ser alguém quando crescer.
Cresça... mas desapareça.
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Mau gosto...
Má educação...
Mais um filho da nossa Democracia.
Pergunto eu!
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Subscrevo totalmente a sua reflexão....
Aliás, já não soltava uma boa gargalhada há uns tempos...
O homem em causa não é um cromo. É uma caderneta completa!!!
Já para não falar do potencial literário de uma personagem assim, que certamente faria as delícias de um Eça ou de um Camilo se ainda por cá andassem...
ISTO PARECE UMA ESTÓRIA DOS "FICHEIROS SECRETOS" (refiro-me à série da tv, claro, e não aos do ex-espião Silva Carvalho, embora fosse interessante saber o que é que consta sobre o Dr. Marinho Pinto), CHEIA DE FICÇÃO CIENTÍFICA (...a conversa da defesa dos direitos humanos..), OVNIS (ele próprio, o Dr. Marinho Pinto, e respectivo séquito) E MISTÉRIO (como é que um aldeão- com o devido respeito-, que aparenta padecer de diversos problemas cognitivos e de distúrbio de personalidade, arrebata tanto interesse?...).
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Eça de Queiróz olharia para este Homem com intensidade, de imediato teria uma overdose de inspiração, escreveria 500 folhas à velocidade da luz, cairia para o lado e seria internado de urgência em estado crítico.
Para a história da literatura Portuguesa ficaria mais uma obra prima, uma versão moderna e muito mais rica do Conde de Abranhos, em comparação com a qual o personagem original empalideceria e murcharia.
Letal seria de certeza a descrição do episódio em que, desafiado para um duelo com espada, o nosso Conde de Marinhal, em mais uma prova do seu génio e da sua generosidade, pouparia o adversário a um banho de sangue borrando-se pelas pernas abaixo e tendo de ser levado de padiola.
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